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Marcelo Rebelo de Sousa: 60 anos de dedicação à família e ao trabalho

Redacção Caras
19 de dezembro de 2008, 00:00

Uma infância feliz, marcada pela política e pelas causas socais Cresceu no seio de uma família que tinha por hábito discutir à mesa questões sociais e políticas. O pai, Baltazar Rebelo de Sousa, formado em Medicina mas apaixonado por política, era da direita salazarista, pertenceu à Mocidade Portuguesa e foi secretário de Marcello Caetano. "Era para ser meu padrinho de baptismo, por isso herdei o seu nome", explica Marcelo Rebelo de Sousa numa entrevista que pode ser vista no site da apresentadora Fátima Lopes (www.fatima.tv), cujos excertos reproduzimos. Com um estilo completamente diferente, a mãe, Maria das Neves Duarte, estudou no Instituto de Odivelas e, mais tarde, trabalhou no Instituto Aurélio da Costa Ferreira com crianças portadoras de deficiência. "Sempre fui muito marcado pela minha mãe e daí a minha forte ligação às causas sociais", explica Marcelo, revelando ainda que os pais passaram algumas dificuldades nos primeiros anos de vida em comum. "Pude testemunhar a subida na vida da minha família. Começa na pequena burguesia com muita falta de dinheiro, depois passa para a classe média e termina na classe média/alta." Marcelo explica ainda porque teve uma infância tão feliz: "Os meus pais tinham sido muito infelizes nas suas infâncias e fizeram questão de dar aos filhos tudo. Talvez até tivessem exagerado, mas o excesso compreende-se da lacuna, do vazio que houve nas suas vidas." Concentração, organização e empenho do profissional Já não é novidade que Marcelo dorme poucas horas por dia, mas, ainda assim, custará a alguns perceber como consegue desdobrar-se em tantas áreas de interesse e sempre com o mesmo empenho: jurista, professor catedrático, analista político, comentador, jornalista... "Concentro-me muito rapidamente e gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Sento-me na poltrona do meu escritório e sou capaz de ouvir música, ver televisão, preparar conferências ou aulas, fazer consultas na internet ou ver os e-mails em simultâneo, e nunca me distraio. Também tiro proveito de cada instante: a caminho da faculdade, por exemplo, já estou a pensar nos tópicos de uma conferência que vou ter daí a uma semana." Apesar de tudo, Marcelo garante que a sua grande vocação é dar aulas. "Aquilo em que eu sou bom, modéstia à parte, o que gosto de fazer e que me dá gosto, é ser professor, é dar aulas." Esta dedicação estende-se à vida familiar. Fala com orgulho dos filhos, Nuno, de 35 anos, e Sofia, de 32, e não evita um brilho nos olhos quando se refere aos quatro netos: Francisco, de cinco anos, Maria Teresa, de três, Maria Madalena, de um ano, e Luísa, que acabou de nascer.

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