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Gracinha Viterbo diz-se realizada: "Trabalho muito para ser feliz"

Redacção Caras
18 de dezembro de 2008, 00:00

Gracinha Viterbo é a prova de que uma mulher confiante e optimista pode ter a vida com que sempre sonhou. Casada com o gestor Miguel Vieira da Rocha e mãe de três filhos - Santiago, de quatro anos, Guilherme, de dois, e Benjamim, de um -, a designer de interiores, de 31 anos, tem conseguido construir uma carreira de sucesso ao lado da mãe, a conceituada decoradora Graça Viterbo, no ateliê homónimo. Simultaneamente, é considerada um exemplo de charme e elegância, mas garante que não vive em função da imagem: ser feliz e sentir como genuína cada escolha que faz na vida parece ser o seu objectivo.A CARAS entrou no universo particular da designer, onde não há impossíveis e tudo tem um toque pessoal... e transmissível a quem a rodeia. Toque esse que o grande público vai poder 'espreitar' com o livro Lifestyle, que Gracinha acaba de lançar. - Deve ter sido um projecto aliciante fazer um livro que aborda um assunto tão abrangente como os estilos de vida...Gracinha Viterbo - A ideia do Lifestyle surgiu depois de várias conversas e vem na sequência dos últimos dois livros que publicámos no âmbito do trabalho do ateliê, o livro de carreira da minha mãe e o Aprenda a Decorar com Graça Viterbo. E no decorrer dessas experiências, surgiu a ideia de um livro que englobasse o que fazemos. Como designers de interiores, criamos estilos de vida. Entramos na vida das pessoas e ligamos o espaço às pessoas. Por isso é que a minha profissão me obriga a lidar com emoções, experiências... E o livro é muito sobre o que o espaço nos pode fazer sentir. A casa como ponto de partida e não de chegada. "O meu marido dá-me muita força e puxa por mim. Se sou perfeccionista, ele ainda é mais. E dá-me um apoio incondicional." - E neste livro acaba por dar a conhecer a sua própria casa...- Sim, mas não a quero impor a ninguém. Só quero que esta casa, que é a minha, sirva de exemplo. Ao convidar o leitor a ver o livro, quero que ele reflicta sobre a sua própria casa e sobre o seu estilo de vida. É mais uma inspiração do que imposição. Cada estilo é pessoal e intransmissível e a nossa casa, a decoração de interiores, é o reflexo de nós próprios. - E de que forma se pode reflectir a personalidade de alguém na decoração?- Temos de fazer uma autoavaliação ou então pensar na pessoa que queremos ser. E esse é o ponto de partida para organizar o espaço. Temos de saber descartar-nos do que é um peso e viver somente com aquilo que nos faz feliz. - Como é que define o seu estilo de vida?- O meu estilo de vida é muito diversificado. Na minha vida, tenho três dimensões, nas quais me divido: a profissional, a mãe e a mulher. E tento equilibrar ao máximo esse triângulo. Para mim, o lifestyle é o reflexo de cada pessoa, é a assinatura que nos define. - Não deve ser fácil ter tempo para tudo isso...- Sou uma pessoa que não complica, mas também sou perfeccionista. Tento organizar-me para conseguir fazer tudo. Estou sempre disposta a dar o meu melhor e a trabalhar muito para ter aquilo que considero importante. Estou sempre a pensar no bem-estar dos outros, seja da minha família ou dos meus clientes. Penso sempre nas pessoas à minha volta. "Para mim, 'lifestyle' é o reflexo de cada um, a assinatura que nos define." - Acha que vive em função dos outros?- O mais importante para mim é dormir descansada. Graças a Deus, estou a passar por uma fase feliz na minha vida e trabalho muito para atingir esse bem-estar. Nada me é dado gratuitamente. Sou uma pessoa que tem uma vida bastante ocupada e sobra muito pouco tempo para mim. Mas fui eu que fiz essa opção. Gosto da vida que tenho. - Não há conflito entre ser uma mãe presente e uma profissional sempre disponível?- Para mim, é muito importante ter uma carreira. E, ao ter filhos, descobri que ser mãe é a melhor coisa do mundo. E não quero abdicar de nada. Enquanto conseguir equilibrar tudo, é o que vou fazer. Quero ser a melhor pessoa possível para que a minha família tenha esse exemplo. E os meus filhos fizeram de mim uma pessoa melhor. O meu marido também me ajuda muito, porque de outra forma não conseguiria fazer tudo. Mas os maridos do século XXI têm mesmo de ser assim. - Não lhe faz falta ter mais tempo para si?- Não, porque olho para isso de uma maneira positiva. As pessoas olham para isso como algo negativo, eu não. Os minutos que tiver para mim, aproveito-os ao máximo. Quando não tenho esse tempo, é porque estou a desfrutar do meu trabalho ou da minha família. Por isso, não sinto falta de tempo para mim. - A Gracinha é considerada um exemplo de elegância. Como é a sua relação com a imagem?- Eu gosto de cuidar da minha imagem. Aliás, isso já faz parte de mim, porque trabalho no mundo estético, que engloba a arte e diversas texturas. Ao escolher o que visto, sei que estou a reflectir quem sou e mostro aquilo de que gosto. Mas não fico horas a pensar naquilo que vou vestir. "Não me considero uma vítima da moda (...). Não compro uma peça de roupa pela marca e sim porque gosto dela." - Não se considera uma vítima da moda?- Não me considero uma vítima da moda. Simplesmente, gosto de alimentar o lado estético. Não compro uma peça de roupa pela marca e sim porque gosto dela. Trabalho muito para ser feliz e não para ter esta ou aquela imagem. Tenho é de estar bem comigo própria. - Trabalha com a sua mãe e também com o seu marido. Como é que tem sido essa experiência?- É muito positivo trabalhar com a família. Estou praticamente há dez anos no Atelier Graça Viterbo e eu e a minha mãe arranjámos um equilíbrio que funciona muito bem. Conciliamos a experiência com a juventude e a criatividade... Puxamos muito uma pela outra. E em relação ao meu marido, posso dizer que nada disto seria possível sem ele. É um grande gestor que deu outra projecção ao nosso escritório. Deu-nos o 'empurrão' de que precisávamos para crescer. - E isso acaba por reforçar os próprios laços familiares...- Sim, claro. A única desvantagem é que acabamos por levar o trabalho para todo o lado. Mas quando gostamos do que fazemos, isso acaba por não ser um peso. - Está casada há três anos e meio, mas já partilha a vida com o seu marido há nove. Tem sido uma experiência feliz?- Tem. E o balanço que faço do meu casamento só pode ser muito positivo. O meu marido dá-me muita força e puxa por mim. Se eu sou perfeccionista, ele ainda é mais. E dá-me um apoio incondicional. É o meu cliente mais exigente. - Ter mais filhos faz parte dos vossos planos?- Gosto muito da minha vida como está. Os meus filhos estão numa fase em que precisam de muita atenção e dedicação do pai e da mãe. Não sei se vamos ter mais filhos, só o tempo o dirá.

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