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António Augusto e Clara felizes ao fim de 30 anos de casamento

Redacção Caras
11 de dezembro de 2008, 00:00

Mais de 30 anos depois de ter estado em Brasília com os pais, o costureiro António Augusto regressou na companhia da mulher, a advogada colombiana Clara Currêa, para festejar precisamente três décadas de casamento, já que não pôde viajar na altura em que a cidade foi capital da moda no Brasil, evento para o qual foi convidado. Pais de duas filhas, Raquel, de 28 anos, e Bianca, de 24, António Augusto e Clara preparam-se para ser avós em Fevereiro, quando a filha mais velha for mãe de uma menina. - Em breve será avô. Como é que se sente?António Augusto - A Raquel vai ser mãe de uma menina, a Carolina, em Fevereiro. Acho que vai ser uma sensação muito gira. Pelo menos é o que me dizem várias pessoas amigas que já são avós. Vai ser diferente, será um filho que vamos poder mimar. A Clara também está muito entusiasmada. "A Raquel vai ser mãe de uma menina, a Carolina, em Fevereiro." (A.A.) - Há uma canção do Paulo de Carvalho que diz que dez anos são muito tempo... E trinta?- Passaram a voar! De repente passaram trinta anos e acho que isso é um bom sintoma, é sinal de que quando as pessoas estão felizes, o tempo voa. - Como é que se alimentam três décadas de casamento?- Com muito respeito e compreensão, para além do amor e do carinho. Acima de tudo, há que respeitar a individualidade de cada um. - A Clara habituou-se facilmente ao seu mundo?- Foi a Clara que se entrosou no meu mundo. Ela é advogada e não tem nada que ver com este meio. Quando a conheci, então, é que estava mesmo noutro universo. O pai era general e estava como embaixador em Portugal e ela estava noutro campo, gostava muito de política, na altura do seu país, a Colômbia, e agora gosta muito de viver a política do nosso país e já a vive há mais tempo do que a do país dela. Trabalhou durante 18 anos como diplomata na Embaixada da Colômbia e, quando um dia decidiu sair, passou a colaborar muito mais comigo. Todas as colecções são provadas pela Clara. A minha chefe de ateliê prefere provar na Clara do que numa manequim. Era algo a que não estava habituada, mas adaptou-se facilmente. "De repente passaram 30 anos (...). É sinal de que quando as pessoas estão felizes, o tempo voa." - Como é que conquistou o pai da Clara?- Foi complicado, até me conhecer. Ele achava que não interessava à Clara ter um namorado em Portugal, porque ele estaria apenas mais um ano por cá e não queria perder a filha. Até nos casarmos, ele deixava notas à Clara com pensamentos sobre o casamento de autores da Antiguidade. Ele achava que eu deveria ir à Colômbia conhecer o meio em que ela vivia e que depois nos casaríamos, mas nós queríamos casar-nos cá, e foi o que fizemos. Hoje, como pai, percebo o receio dele, até porque a minha filha mais nova foi para Itália fazer Erasmus [programa de intercâmbio de alunos] e apaixonou-se por um italiano. Durante um ano andaram cá e lá e eu disse à minha mulher que tínhamos de começar a pensar em arranjar cá um emprego para o namorado da Bianca, pois caso contrário elair-se-ia embora. Aí compreendi o meu sogro. Já a minha sogra, adorou-me desde o primeiro dia e ainda hoje me adora. - Foi o António que desenhou o vestido de noiva da Clara?- Sim, fui eu que o fiz. A minha sogra só soube muito mais tarde que eu tinha visto o vestido. Quebrámos a tradição de que dá azar ver o vestido antes do casamento. - O que prova que é uma superstição infundada...- É verdade. Há muitas coisas na vida muito mais importantes do que os bens materiais e é preciso perceber que devemos namorar sempre, ver um bom filme ou ler um bom livro e discuti-los, porque se isso acontecer, temos sempre momentos agradáveis. Faz me impressão ver casais que não dizem uma palavra. Há que dialogar. Graças a Deus a minha família deu-me uma boa formação e casei-me com uma mulher também com uma excelente formação. "O meu sogro achava que eu deveria ir à Colômbia conhecer o meio em que a Clara vivia e que depois nos casaríamos." (A.A.) - Casaram-se pela Igreja?- Casámos na igreja mais bonita de Lisboa, a da Madredeus. Foi um casamento muito simples. Fomos casados pelo Núncio Apostólico e depois os meus sogros deram um jantar na fantástica casa deles. Tivemos quase 300 convidados. - É um dia que reviveria?- Sem dúvida. Foi tudo muito rápido, ainda por cima porque nos casámos às seis da tarde. Lembro-me que o pior de tudo foram as imensas fotografias que tivemos de tirar. De resto, correu tudo lindamente. - Foi assim que conheceu a Clara que percebeu que era a mulher da sua vida?- Não. Comecei a falar com a Clara para irritar o primo de um amigo meu. A Clara é muito simpática a priori e conversámos facilmente. Levei-a a casa e ao fim de 15 dias estava apaixonado.

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