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António e Marina Frutuoso de Melo: "No nosso casamento não há rotina"

Redacção Caras
4 de dezembro de 2008, 00:00

António e Marina Frutuoso de Melo, de 35 e 29 anos, respectivamente, conheceram-se devido ao interesse comum pelo desporto hípico, que os uniu na vida pessoal e profissional, pois além de competirem como cavaleiros, estão ligados a uma empresa de organização de eventos na área dos desportos hípicos. Prestes a completarem sete anos de casamento, garantem que nem deram pelo tempo passar e que agora, sim, estão preparados para ter um filho, quem sabe no próximo ano. Motivo mais do que suficiente para voltarmos a marcar encontro com Marina e António, que aceitaram o nosso convite para um Natal antecipado no Castelo da CARAS, em Palmela. - Ao fim de sete anos de casamento, ainda conseguem olhar um para o outro com a mesma paixão e encantamento?Marina Frutoso de Melo - Eu digo, convictamente, que sim. António Frutuoso de Melo - São sete anos bastante preenchidos por várias coisas. Pode-se, inclusivamente, dividir ao meio a nossa experiência de vida de casados. Primeiro, quando começámos a nossa vida do zero, no Porto e, depois, quando essa parte já estava consolidada, nos mudámos para Benavente e construímos a vida profissional a dois. É o tal projecto de vida que tem partido do zero e que vai preenchendo cada dia e nos vai fazendo lutar pelo amanhã. Estes sete anos passaram a correr.Marina - Não damos conta. E como temos a particularidade de trabalhar os dois no mesmo ramo, estamos muito tempo juntos. - Trabalharem juntos não atrapalha a vida de casados?- Não. Apesar de vivermos no mesmo sítio e fazermos as mesmas coisas, conseguimos ter uma óptima relação, tanto profissional como pessoal, e tem funcionado a cem por cento. Não temos problema de estarmos tanto tempo juntos e de isso poder criar uma certa fadiga ou algo do género. "O António toda a vida quis ter filhos... eu fui a pessoa que mais falhou nesse aspecto, mas para o ano, se ele quiser, podemos concretizar esse sonho." (Marina) - Conseguiram, portanto, criar uma rotina que funciona...António - Não há rotina. Embora possa parecer que é sempre a mesma coisa, não é. A única coisa é que tomamos sempre o pequeno-almoço juntos e almoçamos e jantamos os dois, se estivermos em casa. Agora, em tudo o resto, somos completamente independentes e respeitamos o espaço de cada um.Marina - Existem ramos diferentes dentro daquilo que fazemos e cada um tem os seus pelouros. Eu respeito os dele e ele os meus... apesar de, no mesmo espaço, termos cada um o seu mundo, e depois há um mundo conjunto. Talvez por isso funcionemos tão bem. - Acham também importante terem os vossos escapes?- Os meus envolvem quase sempre a participação em concursos hípicos. Mas como são espalhados por Portugal e alguns no estrangeiro, se calhar também ajuda...António - Acho que os nossos escapes não passam por nos separarmos e ir cada um para seu lado, mas sim por enchermos a nossa casa. - Têm sempre a casa cheia de amigos, é isso?- Sempre. Os nossos amigos vão lá almoçar, jantar, ao fim-de-semana, durante a semana... Acaba por ser um local onde toda a gente vai e se sente bem. E isso tem sido muito engraçado e até pode dar um forte contributo para que não existam as tais rotinas. "Quando nos casámos, quis muito ser pai. Mentalizei-me: quando for, é." (António) - Como dizem que gostam de ter a casa sempre cheia de gente, suponho que este ano o Natal seja em Benavente...Marina - O Natal ainda não foi em nossa casa desde que nos casámos, se calhar vai ser este ano. Quando fomos viver para lá, vivíamos praticamente acampados num salão...António - Aquele salão era tudo, era a nossa cozinha, sala, sala de jantar e quarto. Era tudo no mesmo sítio, dividido por uns móveis. Vivíamos ali acampados, mas felizes. A prioridade sempre foram os cavalos, criar o espaço das boxes, o picadeiro, e só depois de tudo pronto é que dissemos: "Vamos lá fazer a nossa casa!" Foi o que aconteceu, só ao fim de três anos é que tivemos um quarto. - Dão muita importância ao Natal?- Alguma... Eu acho que o Natal gira muito à volta das crianças e a criança mais nova da família é a Marina. Acho que é já mais a rotina do que propriamente viver a época natalícia. - Um bebé, seria, então, um bom presente...Marina - Não é uma prioridade. Para mim, é mais difícil do que para ele, porque eu não posso montar grávida. Por isso, optei por esperar mais um bocadinho para ser mãe. O António toda a vida quis ter filhos... eu fui a pessoa que mais falhou nesse aspecto, mas para o ano, se ele quiser, podemos concretizar esse sonho. Para o ano, a minha prioridade vai ser essa, ter um filho. Assim que fizer, se puder e conseguir, o Campeonato da Europa, quero ser mãe e acalmar um bocadinho. "O nosso escape passa por enchermos a casa de amigos." (António) - Ser mãe é um sonho?- Queria ser mãe, mas não tinha pressa nenhuma, achava que tinha todo o tempo do mundo. Entretanto, comecei a ver todas as minhas amigas a terem filhos e comecei a achar piada... já começo a dar por mim com alguma vontade de ser mãe. - E o António regozija-se...António - Eu quis muito ser pai quando nos casámos e achava que o casamento fazia sentido tendo crianças. Houve uma fase em que se debateu a questão, mas a partir do momento em que as coisas foram compreendidas, a ansiedade passou completamente. Mentalizei-me de outra forma: quando for, é. - Mas ainda quer muito ser pai...- Sempre quis ter filhos, mas, hoje em dia, não penso muito nisso. Adoro crianças, quase todos os nossos amigos têm filhos, mas, se calhar, essas famílias foram-se permitindo a isso e nós não, porque criámos outros objectivos. E a nossa vida profissional passa por cumprir esses objectivos. Se estivermos na primeira linha, temos mais clientes, mais pessoas a quererem vir trabalhar connosco. As opções têm que se tomar e os dias que correm não estão propriamente para se abdicar de certas coisas para se ter filhos.

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