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Nicole Kidman: "Nunca na vida pensei engravidar"

Redacção Caras
20 de novembro de 2008, 00:00

Mãe biológica há pouco mais de quatro meses, a actriz atravessa, aos 41 anos, uma fase muito positiva da sua vida ao lado do marido, o cantor country Keith Urban, da mesma idade. O nome da primeira filha biológica, Sunday Rose, é um tributo à pintora australiana Sunday Reed e à avó do cantor, Rose. Nicole Kidman tem ainda dois filhos, Isabella, de 15 anos, e Connor, de 13, que adoptou no seu casamento com o actor Tom Cruise. A actriz, que sempre se recusou a vender imagens de Sunday Rose, deu recentemente a conhecer a bebé ao público através de uma fotografia mostrada no programa de Oprah Winfrey.Ultrapassados os problemas de alcoolismo do marido, que chegou a estar internado numa clínica de reabilitação, a vencedora do Óscar de Melhor Actriz em 2003 pelo seu desempenho em As Horas dedica-se agora a conciliar a vida familiar com a atarefada carreira, estando actualmente a promover o seu mais recente trabalho, Austrália, país onde cresceu e de onde são os seus pais. "Algo acontece quando damos à luz, tornamo-nos mais sensíveis, pelo menos eu tornei-me. Choro muito facilmente agora." - A Nicole está agora a promover o filme Austrália, onde contracena com Hugh Jackman e volta a ser dirigida por Baz Luhrmann. O que significa para si este trabalho?Nicole Kidman - É um filme que sonhei ter a possibilidade de fazer quando era pequena. Quis fazer uma película na Austrália e sobre a Austrália e mesmo assim não é um filme histórico ou político, tem uma essência idêntica à dos filmes com que cresci e que me moldaram. Espero que a geração que me segue veja e seja inspirada também por este nosso trabalho. - Interpreta o papel de uma aristocrata inglesa, lady Sarah Ashley, mãe de uma criança aborígene, interpretada pelo actor Brandon Davis. Como foi a experiência?- O Brandon conseguia fazer-me ganhar o dia apenas por pôr os braços à minha volta e abraçar-me. Isso enternecia-me. Adoro trabalhar com crianças, porque são muito afectuosas. - Teve algumas surpresas no decorrer da rodagem?- Eu sabia que ia ser física e emocionalmente exigente. Quando embarco num trabalho com o Baz, sei que vai ser extremo, por isso vou preparada. Com ele nada acontece em pequena dimensão. Choveu torrencialmente, e há onze anos que praticamente não chovia ali. Depois, os cavalos apanharam gripe, e não puderam viajar. E, por fim, eu fiquei grávida, e nunca na minha vida pensei que ia engravidar e dar à luz, mas aconteceu durante a rodagem deste filme. Sete mulheres ficaram grávidas durante a rodagem, e todas tomámos banho nas águas de Kununurra, por isso agora chamamos-lhes águas da fertilidade. "Adoro o meu trabalho e ao mesmo tempo não quero fazê-lo sem ter alguém na minha vida com quem partilhar isso." - Foi mãe a 7 de Julho deste ano. Fale-nos um pouco sobre a sua filha...- É linda. Está muito parecida com o Keith. Acho que algo acontece quando damos à luz, tornamo-nos mais sensíveis, pelo menos eu tornei-me. Choro muito facilmente agora e não sei porquê. Mas um dos grandes presentes que as crianças nos dão é o facto de não nos permitirem estar refugiados nem solitários. - Recorda-se da sua infância?- Sim. Quando era pequena, era muito branquinha e não podia ir à praia muito frequentemente, principalmente na Austrália, coisa que as outras crianças faziam. Por isso, sempre me senti uma adolescente pouco popular. Ficava em casa e lia. Adorava ler e perdia-me nos livros. Penso que foi por isso que me tornei actriz. - Sente-se satisfeita com a sua escolha profissional?- Representar salvou-me a vida, porque tem-me dado a oportunidade de me expressar como nunca poderia fazê-lo. Também me permitiu trabalhar com pessoas que contestaram as minhas ideias e fizeram mudar os meus pensamentos. "Sempre me senti uma adolescente pouco popular." - Acha que o facto do Keith também ser artista influenciou a vossa relação?- Não se escolhe por quem nos apaixonamos, acontece. Apesar de, no meu entender, os artistas se atraírem mutuamente, há uma compreensão natural. Admiro muito as pessoas que dedicam a vida à sua arte e conseguem descobrir um equilíbrio e encontrar um parceiro, alguém com quem têm vontade de passar a vida e partilhar algumas dessas coisas. Eu adoro o meu trabalho e ao mesmo tempo não quero fazê-lo sem ter alguém na minha vida com quem partilhar isso. - Considera-se feliz?- Não sei bem se sou feliz, a forma como me sinto muda de minuto a minuto, mas sinto-me muito grata por tudo e tento viver com generosidade, não assumindo nada como garantido. Estou satisfeita por poder dizer que tenho a minha casa, o meu casamento e sou capaz de seguir o meu caminho. Actualmente consigo tomar conta de mim, da minha família e fazer filmes quando quero.

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