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Pedro Bargado: "Não é a fama que me traz felicidade"

Redacção Caras
13 de novembro de 2008, 00:00

Se antes de participar no musical Jesus Cristo Superstar Pedro Bargado era apenas um artista com uma presença tímida no panorama artístico nacional, depois de interpretar o papel de Judas, o músico e actor saiu de vez do anonimato. Se em palco deixa que todas as suas emoções venham ao de cima, no seu dia-a-dia, Pedro, de 30 anos, é um homem reservado que ainda não se habituou ao facto de já ser uma cara conhecida do grande público. Depois de ter vestido a pele do histórico judeu, Pedro já se prepara para outro desafio. Em West Side Story, o próximo musical de Filipe La Féria, o actor vai interpretar Bernardo, um sedutor calculista com prioridades bem diferentes das suas. Solteiro, Pedro está completamente dedicado à representação e ao seu primeiro amor: a música. - Como surgiu a oportunidade de participar no musical West Side Story?Pedro Bargado - Quando estava a fazer o Jesus Cristo Superstar começou-se logo a ver quem estaria interessado em participar num novo musical. Eu estava, e depositaram, mais uma vez, essa confiança em mim. O Bernardo é uma pessoa que quer tomar conta da irmã, que gosta de proteger. É um galã, uma pessoa fria e calculista. Para mim, é um touro sedutor. - Também procura proteger as pessoas de quem gosta?- Sim. Os meus núcleos mais chegados são muito importantes para mim. E das pessoas de quem gosto, tomo conta. Dou sempre sem querer receber. Penso que sou uma pessoa generosa. - Diria que mudou algo na sua forma de estar na vida depois do sucesso de Jesus Cristo Superstar?- Mudou. Já estou muito mais à vontade com o mundo mediático e ganhei confiança. Acredito mais em mim e penso que o público me ajudou nisso, porque recebeu muito bem o meu trabalho. - Não ficou deslumbrado pela fama quase imediata que ganhou?- A fama não me atrai. Não sou uma pessoa famosa, sou apenas alguém que algumas pessoas conhecem. Quando vi o sucesso que estava a ter, se calhar escondi-me um bocado, mas depois percebi que não posso colocar a cabeça debaixo da terra. Não é a fama que me traz felicidade e, sim, o meu trabalho. E continuo a ser uma pessoa normal. Ainda um dia destes o meu carro avariou e fui de barco para casa. [na Moita] E gostei dessa sensação. Se isto um dia acabar, não tenho problemas em trabalhar noutras áreas. - Para uma pessoa tímida, não deve ter sido fácil perceber que começou a haver mulheres que o acham bonito e talentoso...- As pessoas não me conhecem, mas penso que o que dei em palco as marcou. Não me sinto especial por isso. Claro que é assustador saber que há pessoas que querem ter coisas minhas e que vêm ver o espectáculo muitas vezes porque gostam de mim... Mas eu sei distinguir as coisas e tenho uma espécie de 'bolha' onde só entra quem eu quero. É a parte do ser conhecido que é mais complicada, porque o público e a imprensa querem sempre mais. E eu não quero deixar de me conhecer. - Tem vontade de se apaixonar?- Neste momento, não quero apaixonar-me nem ter uma relação estável, porque estou a viver o meu sonho e a construir a minha carreira. E enquanto não sentir que cheguei lá, não me quero distrair. Por agora, vou tendo as minhas aventuras.

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