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Anabela na pele de uma sedutora

Redacção Caras
7 de novembro de 2008, 00:00

A sessão fotográfica, entre a Quinta de São Francisco, em Sintra, Colares e o cabo da Roca, foi como uma extensão dos ensaios que estão a decorrer para o novo musical que estreia brevemente.Anabela Braz Pires, conhecida no mundo artístico apenas pelo nome próprio, vestiu o papel de Anita - a sedutora jovem que se apaixona pelo líder de um gangue rival do do seu irmão numa versão moderna do Romeu e Julieta - e deixou-se levar pelo romantismo e pela beleza dos cenários. Em West Side Story, o novo espectáculo de Filipe La Féria, a cantora e actriz assume a faceta de uma mulher cheia de autoconfiança.Na vida real, Anabela, que fez 32 anos em Setembro, também se sente mais madura e confiante. Já não é a menina que começou a cantar aos oito anos e que acabou por se tornar notada ao vencer, primeiro, uma Grande Noite do Fado, depois, o Festival RTP da Canção. Hoje, afirma-se uma mulher romântica que encara a maternidade como um objectivo a curto prazo. "Sei que não vou deixar fugir essa oportunidade", garante nesta entrevista.Depois de ter terminado, em 2007, uma relação de três anos, a cantora assumiu, no passado mês de Agosto, o namoro com Pedro Oliveira, consultor, que na altura afirmou à CARAS: "Fico muito orgulhoso quando a vejo em palco, principalmente porque antes de namorarmos nem sabia quem ela era e agora sou o seu fã número um." Por tudo isto, e porque no próximo ano celebra 25 anos de carreira, Anabela considera-se uma pessoa abençoada. "Ser mãe é algo que quero muito e, mais um ou dois anos, vai acontecer. Não vou deixar fugir essa oportunidade." - Assumiu um papel para esta produção fotográfica...Anabela - Tentei mostrar a atitude certa e ser, totalmente, a Anita, que é a personagem que vou interpretar no musical. Tudo nesta produção nos transporta para aquela época... [anos 50] - Tem sido difícil assumir esta nova personagem?- Tem sido um trabalho muito exigente, mas sinto que é o maior desafio da minha carreira. É completamente diferente do que tenho feito até agora e sinto que as pessoas vão descobrir, com mais esta obra-prima de Filipe La Féria, uma nova Anabela. A Anita é uma mulher extraordinária, madura, muito segura de si, bonita, muito sensual e sem papas na língua. Toda a atitude, postura e colocação de voz é muito diferente da minha e rompe com os papéis de menina que normalmente tenho representado. "Gosto muito de namorar e de tudo o que envolve a arte de namorar." - Tem a noção de que, para a maioria dos portugueses, a Anabela continua a ser vista como uma menina?- Sim, mas já não s ou propriamente uma menina. Fiz 32 anos em Setembro. [risos] Está a fazer-me muito bem este papel, porque me permite e possibilita dar a conhecer uma outra Anabela, mais mulher e muito mais madura. É um risco e um desafio que me está a colocar à prova, mas penso que poderá abrir novas perspectivas para a minha carreira. Está a ser uma experiência muito enriquecedora. - Já passou a barreira dos 30. Sente-se também, tal como a personagem, uma mulher mais madura, mais segura, sedutora...- Sinto que esta fase dos 30 é de maior maturidade, em que gosto mais de mim e em que eu, tal como a maioria das mulheres, me valorizo mais e me sinto mais bonita. Por isso, o papel que vou representar no West Side Story é tão importante para mim, porque vem de encontro a essa fase mais madura que estou a viver. "O apoio do Pedro tem sido fantástico. É muito importante que a pessoa com quem estamos entenda o nosso mundo." - É uma mulher romântica? A maturidade também mudou a forma como encara o amor?- Sim, sou. Não sou daquelas pessoas de fazer grandes surpresas, mas gosto muito de namorar e de tudo o que envolve a arte de namorar. Para mim, é muito importante que numa relação exista essa dedicação e a preocupação de não se cair na rotina. Sou muito feliz no trabalho, porque me sinto realizada, mas quando voltamos para casa temos de tentar deixar as personagens à porta e investir na relação. - O seu namorado confessou que antes não conhecia o seu trabalho, do qual agora é um grande fã. Tem sido importante o apoio dele? Ele entende bem a sua vida artística?- O apoio do Pedro tem sido fantástico. É muito importante que a pessoa com quem estamos entenda os nossos horários e a ocupação mental quando se está a ensaiar um novo espectáculo. É impossível não levar a personagem para casa. É algo que exige muito de nós e é extremamente importante que quem está ao nosso lado nos dê força e nos apoie constantemente, sem críticas ou cobranças. Felizmente tenho essa sorte. O Pedro trabalha numa área completamente diferente, mas já entende bem a vida de uma cantora e actriz. Ele já percebe o meu mundo, e isso ajuda a que, entre nós, esteja tudo muito bem. "Sou uma mulher realizada e muito feliz com o meu trabalho. São 25 anos de cantigas e 'teatrices'." - E como está o seu relógio biológico? Apetece-lhe ser mãe?- Já me apeteceu muito e, na verdade, apetece-me muito ser mãe, mas o trabalho tem surgido e acabo por protelar essa situação. Ser mãe é algo que quero muito e, mais um ou dois anos, vai acontecer. Sei que não é tarde para ser mãe, sei que não vou deixar fugir essa oportunidade e também sei que a questão da idade já não é um problema. - E, nesses seus planos, o casamento é algo que pode acontecer antes do nascimento do primeiro filho?- Não. Não vejo a minha vida a seguir essa ordem. O mais importante é estar bem com quem está ao meu lado e eu posso dizer que estou muito bem. Por isso, para ser mãe só falta mesmo encontrar o momento certo e depois fazer por isso... [risos] "Já fiz muitas coisas, mas sinto que tenho muito mais para aprender, e isso é extraordinário. A verdade é que aprendo todos os dias." - No próximo ano celebra 25 anos de carreira. Ao olhar para trás, que balanço faz?- Sou uma mulher realizada e muito feliz com o meu trabalho. São 25 anos de cantigas e 'teatrices'.[risos] Já fiz muita coisa, mas sinto que tenho muito mais para aprender, e isso é extraordinário. A verdade é que aprendo todos os dias e felizmente tenho feito papéis fantásticos como protagonista, tenho gravado discos dos quais me orgulho muito e vivi uma experiência internacional muito boa com o Carlos Nuñez... - Sente-se abençoada?- Claro que sim. Não só no trabalho, mas também no amor, em que, felizmente, incluo a minha família. Sim, considero-me uma pessoa com sorte e abençoada por tudo aquilo que já consegui.

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