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Tiago Barroso: "Sou feliz e não me arrependo nada de ter tido um filho"

Redacção Caras
6 de novembro de 2008, 00:00

Aos 25 anos, Tiago Barroso, o actor que faz de Pedro Silva Lobo na novela da SIC Rebelde Way, faz revelações importantes sobre a sua vida privada, assumindo pela primeira vez que tem um filho, Sebastião, agora com três anos. A criança resultou de uma relação que terminou ainda antes de ser conhecida a gravidez, com Sara Cohen, hoje com 27 anos. O actor retomou entretanto um namoro antigo, com Mariana Pinheiro, mas mantém uma boa relação com a mãe do filho, como a própria Sara afirmou à CARAS: "Tenho imenso orgulho no Tiago enquanto pai, pessoa e profissional que é. A felicidade e o bem-estar do nosso filho é o nosso maior objectivo de vida e é, cada vez mais, gratificante para nós vê-lo crescer. E tudo o que o Sebastião é hoje é fruto de um fortíssimo trabalho de equipa, que começa em casa da mãe, do pai, dos avós e termina no colégio. Está rodeado de amor, tem uma família presente, unida, dedicada e atenta." Sara revela ainda alguns traços de personalidade do filho: "O Sebastião é muito parecido com o Tiago, é o pai em ponto pequeno. Têm os dois um humor muito próprio e mantêm uma relação muito próxima, cúmplice e giríssima. O Tiago tem sempre imensa graça e paciência para lhe explicar todos os porquês. É enternecedora a forma como sabe encorajar o filho na descoberta de tudo o que o rodeia."Tiago não só retribui os elogios como, na entrevista que se segue, revela um pouco mais da sua faceta de pai. "Foi complicado saber que a Sara [Cohen] estava grávida, porque já não estávamos juntos." - A sua vida pessoal tem sido recheada de acontecimentos...Tiago Barroso - Sim, mas estou muito feliz com tudo. Amo muito o meu filho, que resultou de uma relação que já está terminada com uma pessoa com quem ainda hoje mantenho uma ligação muito saudável e de grande respeito. A Sara é uma excelente pessoa com quem me dou muito bem. - Tal como as vossas famílias...- As nossas famílias dão-se lindamente. O Sebastião é muito feliz e eu sempre quis que ele ficasse um pouco afastado deste mundo. Queria manter a sua privacidade, por isso nunca falei nele, mas não tenho nada a esconder e devo dizer que ele é mesmo a maior alegria da minha vida. Sei que a partir de agora vai falar-se disso e, por isso, decidi dar esta entrevista, porque quero ser eu a falar sobre o assunto. - Na altura em que souberam da gravidez foi difícil lidar com o assunto?- Na altura estávamos na universidade, eu tinha 22 anos e a Sara 24. Tivemos de aprender a lidar com isso e houve um processo natural até podermos usufruir do nosso filho e ficar tudo bem. Mas o que interessa agora é que o Sebastião é um rapaz muito feliz que ama a mãe e o pai. "O Sebastião não sente que seja filho de pais separados, é uma criança muito especial." - Foi um choque saber que ia ser pai aos 22 anos?- Uma criança nunca é um choque. Foi uma surpresa com a qual eu, com o apoio da minha família, da família da Sara e da Sara, aprendi a lidar. Ouvimos pessoas mais velhas e aprendemos com tudo. Depois, o Sebastião conquistou-me. Foi complicado, como é óbvio, porque já não estávamos juntos e não estávamos à espera, mas tivemos que dar um passo em frente. - Nunca ponderaram a opção de não ter o filho?- Não. Termos o filho foi sempre a opção tomada, desde o início, por ambos. Mas tivemos de falar bastante e perceber o que íamos fazer. Felizmente os nossos pais reagiram de forma muito positiva e foram uma base para crescermos e levar tudo avante. - Sente que foi obrigado a crescer mais depressa?- Sem dúvida. Fez-me crescer bastante. Tenho hoje uma responsabilidade maior, tenho um filho a quem não quero que falte nada. Preocupo-me muito, eu e a Sara, com a educação dele e sobretudo com o bem-estar dele. Daí também querer manter um pouco a sua privacidade face à minha exposição pública. Mas nunca deixei de fazer o que um pai deve fazer, como ficar com ele, levá-lo ao Jardim Zoológico, levá-lo ao colégio, ir buscá-lo... "As relações são mesmo assim, têm o seu tempo. O mais importante é que o Sebastião não seja afectado." - Embora o Sebastião viva com a mãe, o Tiago pode vê-lo sempre que quer?- Claro que sim. Quando quero estar com ele, ligo à Sara e estou com ele, e com ela é igual, tal como com as nossas famílias. Ele está muito ligado aos dois, bem como às nossas famílias. Temos uma relação muito saudável e ele está sempre em primeiro lugar. - Teme que o seu crescimento seja afectado pelo facto dos pais estarem separados?- Ele não sente que é filho de pais separados, é incrível. É mesmo uma criança muito especial, é o meu grande orgulho e não lhe falta nada de nenhum dos lados. Olhar para uma criança que é nossa é uma sensação indescritível. Quando ele nasceu, quando o vi, senti-me pai com um 'P' enorme. - Nunca equacionaram retomar a relação, face aos acontecimentos?- As relações são mesmo assim, têm o seu tempo. O mais importante é que o Sebastião não seja afectado. Hoje em dia, existem muitos pais separados, e não é por isso que os filhos não podem ter uma vida feliz e equilibrada. - Até porque está com outra pessoa...- Sim, mantenho uma relação com uma pessoa que conheço há muitos anos, com quem já namorei antes da Sara, depois terminámos e estamos juntos de novo há mais de dois anos. É giro, porque a minha namorada gosta muito do Sebastião e ele gosta muito dela. E ela tem também uma boa relação com a Sara, tal como eu com o namorado da Sara. Por isso, não existem dramas. Gente que ama o Sebastião não falta. A fase que se pode chamar complicada durou muito pouco tempo. Hoje sou feliz e não me arrependo nada de ter tido um filho. Quando o Sebastião for mais velho vai orgulhar-se de ter pais que lutaram muito pela sua felicidade. "Aprendi a ser pai, e para isso foi muito importante o papel das nossas famílias, a minha e a da Sara." - Sente-se um pai responsável?- Sinto-me um pai muito responsável. Aprendi a ser pai, e para isso foi muito importante o papel das nossas famílias, a minha e a da Sara. Deram-nos um grande apoio e criaram-nos uma base familiar muito importante. No meu dia-a-dia tento ser tão bom pai como o meu pai é e tem sido para mim. É uma responsabilidade muito grande, mas sinto que estou preparado. Acima de tudo, quero que as pessoas saibam que amo o meu filho, que sempre quis manter a sua privacidade, e nunca tive tabus em relação a isso. Assusta-me o facto de ele agora poder ser conhecido e solicitado, mas vou esperar que haja algum bom senso por parte das pessoas. - Sente que a sua vida foi afectada pela exposição pública?- Não. Acho que faz parte desta profissão. É uma consequência, não é uma coisa negativa.

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