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Deborah Secco: "A relação ideal é aquela que não nos faz sofrer"

Redacção Caras
30 de outubro de 2008, 00:00

Aos 28 anos, Deborah Secco completa já vinte anos de carreira e entrou numa fase em que parece ter encontrado a estabilidade tanto na vida profissional como na afectiva. Prestes a celebrar dois anos de namoro com o futebolista Roger Flores, de 30 anos - que viveu um romance com a modelo portuguesa Marta Cruz, enquanto jogava no Benfica, e que manteve depois uma relação de três anos com a apresentadora de televisão brasileira Adriane Galisteu -, a actriz faz planos para um futuro a dois: "Quero uma vida estável, uma família."Recentemente, Deborah surgiu em público com um anel na mão direita, o que suscitou rumores de que o casamento com o futebolista poderia estar para breve. Algo que se apressou a desmentir, explicando que se tratava apenas de "uma aliança de compromisso", e que ainda não tem planos de casamento.Nesta entrevista que publicamos, Deborah revela que, ao contrário da atrevida Maria do Céu, a sua personagem na telenovela A Favorita, em exibição na SIC, deixa as noitadas, as aventuras e loucuras de amor para o ecrã. "Não tenho metade da força das minhas personagens. Sou incapaz de fazer um escândalo, mas adoraria." [risos] Esta personalidade ponderada ajuda Deborah a lidar com situações novas, como a ida de Roger - que tem uma filha, Lara, de nove anos, fruto de um anterior relacionamento - para o Qatar, na Península Arábica, onde joga actualmente, a mais de onze mil quilómetros da casa da actriz, no Rio de Janeiro. "Vivo um dia de cada vez. O Roger tem o trabalho dele e eu o meu e depois temos uma vida em comum. Faremos tudo para manter a relação de uma forma plena", garante Deborah, explicando que o acesso às novas tecnologias, como a ligação por internet com câmara, tem facilitado o contacto diário entre os dois.Separada fisicamente do namorado há quatro meses, Deborah diz que agora passa mais tempo em casa da mãe, onde dorme pelo menos duas vezes por semana: "Agora que o Roger está longe, sinto-me muito sozinha, e é lá que consigo recarregar baterias." "Já me sinto casada com o Roger, vejo-o como meu marido e nada vai mudar isso, nem uma aliança, nem um papel passado." - Qual é a relação ideal?Deborah Secco - A que não tem exageros, que não nos faz sofrer. Estou num momento da minha vida em que posso ser eu, mostrar o que sou na realidade. - Antes não era assim?- Talvez por imaturidade, tentamos mudar as pessoas ou mudarmo-nos a nós próprios e, com o tempo, tenho aprendido que ninguém muda ninguém. "Em minha casa, bonita era a minha irmã, Bárbara. Eu era a engraçadinha." - Apoiou a ida de Roger para o Qatar?- Claro. Se fosse ao contrário, tenho a certeza de que ele também me apoiaria. Se assim não fosse era porque não existia amor entre nós. - Têm planos de casamento?- Já me sinto mulher do Roger e vejo-o como meu marido. E nada vai mudar isso. Nem uma aliança, nem um papel assinado. Os verdadeiros sentimentos significam mais do que pequenos objectos. Nas acções e em pensamento temos um compromisso selado. "Agora que o Roger está longe, sinto-me muito sozinha, e é lá [em casa da mãe] que consigo recarregar as minhas baterias." - Falando da personagem que interpreta actualmente, como é que lida com as críticas ao sotaque e aos trejeitos da Maria do Céu?- Tento fazer a personagem com veracidade. A crítica é construtiva se soubermos fazer uma triagem das coisas boas e ignorarmos as más. Todos os trabalhos que fiz geraram sempre polémica. Nenhum deles agradou logo de início. Não é estimulante fazer um papel que já sei como vai ser. Se for para repetir uma fórmula, não o faço. É preciso ousar e não pretendo acertar sempre. - A Maria do Céu é despida de luxos e muito descontraída na forma de vestir...- Está a ser um presente andar com o cabelo desalinhado. [risos] Quando comecei a representar nunca achei que iria fazer de sedutora, pensava que iria fazer as personagens mais esquisitas. Em minha casa, bonita era a minha irmã, Bárbara. Eu era a engraçacinha. De repente, puseram um peso em cima da minha beleza e da sensualidade que eu não tenho, mas que sei fazer quando uma personagem precisa. Trabalhar em televisão tem-me posto num patamar de beleza diferente. Não sou sensual nem sexy. Sou uma menina e dona de casa. "Não sou sensual nem 'sexy'. Sou menina e dona de casa." - Sempre foi assim, ponderada e certinha? Nunca experimentou drogas, por exemplo?- Escolhi seguir o caminho certo. Há pessoas que se espantam porque não bebo nem um copo de vinho. A primeira vez que vi um drogado tinha 17 anos, fiquei horrorizada, prendi a respiração e pedi para sair do carro. Sempre tive medo. Essa extrema euforia remeteu-me depois para uma enorme depressão. Prefiro andar no caminho do meio. Quero paz.

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