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Anabela Teixeira confidencia: "Ando com uma enorme vontade de me casar"

Redacção Caras
30 de outubro de 2008, 00:00

Desde os 18 anos que Anabela Teixeira, agora com 35, é uma cara presente na televisão. Os papéis históricos, de menina frágil e doce parecem reflectir a sua personalidade. Contudo, a actriz confessa que está a viver uma fase muito particular na sua vida, na qual está a descobrir uma nova mulher, mais forte, confiante e feminina.A viver com o músico Frederico Pereira há oito anos, Anabela admite que os desejos de se casar e ser mãe são cada vez mais fortes, vontades que quer conciliar com o seu grande amor - a representação. Depois de ter participado, em Junho, num curso para actores em Espanha, onde teve como colega Javier Bardem, a actriz entrou numa espiral de mudança na qual o grande objectivo é tornar-se uma profissional ainda melhor.A CARAS conversou com Anabela sobre esta nova fase, da qual fala sem pudores sobre as suas ambições profissionais e as emoções que fazem dela uma pessoa em permanente descoberta. "Gostava de me casar antes de ser mãe. E adorava usar um daqueles vestidos que nos fazem sentir verdadeiras princesas." - Recentemente conseguiu entrar num dos cursos de representação mais exigentes e elitistas de Espanha. Essa experiência foi um ponto de viragem na sua carreira?Anabela Teixeira - Sem dúvida. Fiquei muito contente quando soube que era uma das seleccionadas. E foram 11 dias maravilhosos. Aprendi imenso. Descobri que tenho de ser muito generosa, entregar-me mais às personagens, e que tenho de estudar muito. Quando interpretamos um papel, não podemos ser superficiais. Aprendi a ser mais crítica em relação ao meu trabalho e percebi que posso fazer melhor, mas, ao mesmo tempo, ser humilde e aceitar que não consigo fazer tudo bem. Não sou uma superheroína e as pessoas não têm todas de gostar de mim. - Precisa que os outros gostem de si?- Todos os actores precisam de se sentir motivados. É uma profissão muito dura, que exige uma entrega total, e isso é muito absorvente. A nossa vida passa a estar em segundo plano. E é por isso que penso que devia haver mais prémios, como reconhecimento do nosso esforço e talento. Tenho 16 anos de trabalho e ainda não ganhei nenhum prémio. A minha necessidade de aceitação está muito relacionada com os prémios. E é sempre bom as pessoas chegarem ao pé de nós e dizerem que gostam do nosso trabalho. "Tenho de ser humilde e aceitar que não consigo fazer tudo bem." - É uma pessoa insegura?- Já fui mais. Estou a aprender a ser uma pessoa mais confiante. Há sempre fases em que me sinto mais insegura, mas não estou a passar por essa situação. [risos] Estou num período de mudança. Aquilo que era aos dezoito anos, a menina romântica, doce e um pouco descuidada, deu lugar a uma mulher que gosta de se cuidar e que é uma romântica, mas mais chique. - Acha que a sua vida gira demasiado à volta do trabalho?- Sim e não. As coisas acabam por se misturar, apesar de eu tentar compartimentá-las, e tenho feito um esforço para não levar o trabalho para casa. Mas muito do que faço na vida é a pensar no meu desenvolvimento enquanto actriz. Contudo, é importante para o meu equilíbrio estar com os meus amigos e com a minha família, que são partes fundamentais de quem sou. Por isso, também paro e consigo desligar por completo do trabalho. - Tem com o Frederico uma relação muito cúmplice. Como é que tudo começou? - Foi amor à primeira vista. Fomos apresentados pelos nossos melhores amigos. Ele foi a uma estreia e depois começámos a namorar. Passados quatro meses, já estávamos a viver juntos. E o que mais quero é ser velhinha e estar ao lado dele. Namoramos todos os dias e só assim é que faz sentido. O amor é como respirar, sem ele não vivemos. A verdadeira pobreza é a falta de amor e de carinho. É na minha relação com o Frederico que cresço. Ele é o meu maior companheiro. E como é músico e compositor, entende na perfeição o que faço. Aliás, adoramos trabalhar juntos. "O meu 'personal trainer' diz que me vai transformar num avião, mas eu já me sinto uma avioneta." [risos] - Ser actriz está a adiar o sonho de ser mãe?- Se tivesse outra profissão com um rendimento mais sustentado, se calhar já teríamos um filho. Definitivamente, o meu relógio biológico já começou a funcionar. Vejo um bebé e derreto-me. Eu e o Frederico somos muito ponderados, por isso estamos à espera da altura certa. - E o casamento faz parte dos vossos planos?- Por acaso, ando com uma enorme vontade de me casar. Sei que não iria mudar nada na nossa relação, mas apetece-me fazer uma festa para reunir as nossas famílias e amigos. Eu e o Frederico já falámos disso, talvez aconteça para o ano. Gostava de me casar antes de ser mãe. E adorava usar um daqueles vestidos que nos fazem sentir verdadeiras princesas. - A sua imagem tem vindo a mudar. Está mais magra e cuida mais de si. O que é que originou essa mudança de atitude? - O meu personal trainer diz que me vai transformar num avião, mas eu já me sinto uma avioneta. [risos] Eu já tinha cuidado com a alimentação e fazia alguns tratamentos, mas isso não chega. É preciso trabalho físico. E isso obriga-me a ter muita disciplina... E eu sou preguiçosa. Apesar disso, tenho conseguido ir todos os dias ao ginásio e a compensação é muito grande. Para além de ver os resultados no meu corpo, a minha mente também fica mais saudável. O prazer que tinha no chocolate, agora tenho no desporto. Também tenho quem cuide do meu cabelo e das minhas roupas. Sinto-me muito mais gira e noto que, se entro num evento, as pessoas olham para mim como não acontecia antes. E gosto dessa sensação. Penso que Hollywood nos tem ensinado que é importante cuidarmos da nossa imagem e acho positivo seguirmos o exemplo. "Aquilo que era aos dezoito anos, a menina romântica, doce e um pouco descuidada, deu lugar a uma mulher que gosta de se cuidar e que é uma romântica, mas mais chique." - Por falar em Hollywood, gostava de apostar numa carreira internacional?- Gostava muito de me internacionalizar. Daí ter começado a minha formação em Espanha. Lá há muito mais trabalho e é tudo muito mais competitivo, o que nos obriga a dar o nosso melhor. Em Portugal, também já há imenso trabalho e confesso que gostava de ter uma exclusividade que me permitisse intercalar a televisão com outros trabalhos. Quero estar sempre a trabalhar.

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