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Grávida de quatro meses e meio, Fátima Lopes já sabe que vai ser mãe de um rapaz

Redacção Caras
14 de outubro de 2008, 00:00

Depois de muito se ter escrito sobre o assunto, Fátima Lopes fala, pela primeira vez, da sua gravidez. O bebé, cujo nascimento está previsto para Março, será o segundo filho da apresentadora - que já é mãe de Beatriz, de oito anos - e o primeiro de Luís Morais, o enfermeiro que conquistou o seu coração há cinco anos e com quem se casou em Abril de 2005.A viver um dos momentos mais felizes da sua vida, a apresentadora optou por esperar pelos resultados da amniocentese - um exame em que são despistadas deformações genéticas - para poder partilhar publicamente esta alegria. "Ficámos todos muito satisfeitos com a notícia, porque não nasce um menino na família há muito tempo." - Por que decidiu só agora falar desta gravidez?Fátima Lopes - Porque acho que, apesar de ser figura pública, tenho direito, como qualquer outra mulher, a falar de uma gravidez quando me sinto suficientemente segura dela. Tudo pode acontecer nos primeiros meses, e achei que devia esperar por este exame, em que os médicos me confirmaram que está tudo a correr normalmente, para poder falar abertamente sobre esta gravidez. Não era por estar a ser altamente pressionada, como nunca tinha sido durante todos estes anos de figura pública, nem por ameaçarem e perseguirem os meus amigos, como aconteceu, que ia falar deste assunto mais cedo. - Esperar pelos resultados de uma amniocentese pode ser angustiante. Ficou ansiosa?- Fiquei, obviamente, um bocadinho ansiosa. Esperámos cerca de duas semanas pelos resultados do exame e, durante esses dias, procurei não pensar muito no assunto. É óbvio que às vezes me lembrava e começava a ficar mais ansiosa, mas senti sempre que estava tudo bem e que ia correr tudo bem. "Acho que existem ainda muitos tabus e preconceitos em falar de procriação médica assistida e eu não tenho nenhum problema em dizer que precisei e recorri a ela." - Com os resultados da amniocentese descobriram também o sexo do bebé...- Sim, é um menino. Fiquei muito contente e o Luís ficou felicíssimo porque, como ele diz, e acho bonito da parte dele, uma menina já nós temos, a Beatriz... O meu pai ficou delirante, porque teve duas filhas e gostava de ter tido um rapaz, tem duas netas e gostava de ter um neto... Ficámos todos muito satisfeitos, porque não nasce um menino na família há muito tempo. - Já andam a discutir nomes?- Sim, mas ainda não chegámos a consenso. Eu, o Luís e a Beatriz temos as nossas listas e falamos disso ao jantar. É engraçado, porque a Beatriz sugere sempre nomes de amigos da escola de quem ela gosta. Os outros que ela não gosta, diz logo que nem pensar! [risos] - Desde 2006 que diz que gostava muito de engravidar, mas só agora concretizou esse sonho. Foi um processo complicado?- Foi um processo um bocadinho demorado. Fui dizendo nas entrevistas que gostávamos de ter um filho, mas, na altura, não estávamos a fazer por isso. Estava mesmo envolvida a nível profissional, tinha muitos projectos que eram prioritários e, quando decidimos avançar, apercebemo-nos de que havia alguma dificuldade, e que precisávamos de a ultrapassar. - Até porque o tempo estava a passar...- Exactamente. Se calhar deveríamos ter começado tudo isto muito mais cedo, mas, dado que a idade vai passando... Para o ano faço 40 anos e, embora o Luís seja mais novo e talvez tivesse mais tempo, eu se calhar não o teria. Como as coisas não aconteceram com a rapidez que pensámos, achámos melhor procurar ajuda. "Como as coisas não aconteceram com a rapidez que nós pensávamos, resolvemos procurar ajuda." - Assume, então, que procurou ajuda médica para engravidar?- Claro. Acho que as figuras públicas têm o dever de mudar as mentalidades. Existem ainda muitos tabus e preconceitos em falar de procriação médica assistida e eu não tenho nenhum problema em dizer que precisei e recorri a ela. Em Portugal já vão existindo alguns apoios nesta área, mas, infelizmente, são insuficientes. Há muitos casais que ficam anos à espera dessa ajuda nos hospitais públicos e, às vezes, o tempo vai passando para além daquilo que o relógio biológico permite. Felizmente tive a possibilidade de procurar ajuda a nível particular e, graças a Deus, com os resultados pretendidos, o que nem sempre acontece. - Podemos saber onde fez os tratamentos?- Li várias vezes que me tinha deslocado ao estrangeiro, que tinha estado nas melhores clínicas do mundo, em Barcelona, no Brasil, enfim... Mas tudo se passou em território nacional. Recorremos a uma clínica do Porto, a mais antiga a trabalhar nesta área, que é o Centro de Genética da Reprodução Prof. Alberto Barros. Fomos muito bem acompanhados e aconselhados por médicos portugueses altamente qualificados, a quem muito agradeço o seu imenso empenho em ajudar-nos. - Receberam juntos a notícia de que iriam ser pais?- Quando fui fazer o teste disseram-me que só davam uma resposta duas horas mais tarde. Mas a médica analista, a Dra. Teresa, que me conhece há anos, fez-me um teste mais rápido que dava um resultado praticamente infalível. Quando olhou para o resultado, disse que estava a caminhar rapidamente para o sim... Fui para casa, mas não disse nada ao Luís, para não criar falsas expectativas. Mais tarde foi ele que atendeu um telefonema da médica a dar-nos os parabéns. Ficámos superfelizes, porque é uma coisa que queríamos realmente muito. As pessoas que passam por isto sabem como nos sentimos: quando se decide ter um filho e depois se tem de passar por um processo destes, em que a espera é um bocadinho maior e há alguma incerteza em relação aos resultados... No meu caso, só queria começar a sentir o bebé na barriga de modo a cair a última réstia de dúvida. Já tinha visto a transformação do corpo, a barriga a crescer, só queria sentir o bebé... "Se tudo correr bem, só deixo o programa 'Fátima' no final do tempo." - Choraram quando viram a primeira ecografia?- Eu fiquei superfeliz. Hoje em dia é possível ver tudo mais cedo... quando cheguei a casa, fui buscar uma régua para ver quantos centímetros media o bebé! Fiquei logo de lágrimas nos olhos, porque ser mãe é uma sensação que não se descreve, é maravilhoso. E o Luís também ficou emocionado. Acho que ele é um homem babadíssimo, anda na Lua, sempre atento ao crescimento da barriguinha. - Tem recebido muitos mimos do Luís?- Ele sempre me mimou muito. Há homens que parece que só dão atenção à mulher quando está grávida. Eu sou muito mimada, muito carinhosa, ando sempre agarrada, sou melosa com as pessoas que amo, mas ele também é assim. Por isso, não senti diferença. É o Luís de sempre. - Acha que vai desfrutar mais desta segunda gravidez ou, pelo menos, vivê-la com maior serenidade?- Certamente que será com uma serenidade maior, mas acho que isso acontece a todas as mulheres. Na primeira gravidez estamos muito ansiosas, tudo é novo e, às vezes, assustamo-nos com pequenas coisas. Além disso, há uma grande diferença de idades: tinha 30 anos quando nasceu a Beatriz e agora vou ter quase 40! É uma diferença suficientemente grande para eu própria ser hoje uma pessoa muito mais serena e calma. Por isso, acho que vou viver esta gravidez com a serenidade e tranquilidade de quem já sabe o que quer fazer e para onde quer ir. Hoje sei melhor o que me faz feliz e com quem quero estar. - Sabendo que o tempo passa a correr, vai tentar aproveitar ao máximo esta segunda gravidez e, mais tarde, o crescimento do bebé?- Às vezes olho para a Beatriz e penso muito nisso. Ela é muito independente, faz tudo, é despachadíssima, mas também é muito mimalha, muito agarrada à saia da mãe, e eu olho para ela e penso: está tão grande! Pelas conversas dela apercebo-me de que está realmente a ficar uma mulherzinha, e tudo passou a correr. Temos, de facto, que desfrutar de tudo ao máximo, porque eles num instante já estão crescidos, com outras necessidades... "Foi o Luís que atendeu o telefonema da médica a dar-nos os parabéns." - A Beatriz reagiu bem à notícia de que ia ter um irmão?- Claro. Quando lhe dissemos, ficou um pouco surpreendida, talvez por achar que já não estávamos a pensar no assunto. Em tempos ela tinha-nos pedido um irmão, mas, entretanto, deve ter pensado que tínhamos desistido da ideia. Acho que foi por isso que ficou surpreendida e muito pensativa quando tive essa conversa com ela. Quando a barriga começou a crescer, ela também começou a fazer imensas perguntas sobre a gravidez e, embora inicialmente tenha dito que gostava de ter uma irmã, neste momento está entusiasmada com a ideia de, mais tarde, poder jogar à bola com o irmão! - E acha que está preparada para dividir os mimos da mãe com um bebé?- Na altura expliquei-lhe que o papel que ela tinha na nossa vida não se ia alterar, que o coração de uma mãe, de um pai, de uma avó ou avô têm espaço para amar várias pessoas ao mesmo tempo e, portanto, ela não perde o lugar que tem no nosso coração. Como é uma coisa que nós queríamos muito, um sonho que se ia realizar, esperava que ela soubesse entender isso. Expliquei-lhe que, por ser mais velhinha, com certeza irá ser uma peça importante, até porque vai poder ajudar a mudar fraldas... Aligeirámos as coisas e ela acaba por se ir habituando à ideia, embora eu tenha consciência de que temos de ser bastante cuidadosos com ela nos primeiros tempos, porque passou muito tempo sozinha em casa. - Na verdade, ela sempre foi o centro das atenções, até mesmo da parte dos avós...- Sim, a minha irmã mora longe e os meus pais, morando perto de mim, e sendo o meu apoio sempre que preciso de fazer algum trabalho, passaram muito tempo com ela. Foi sempre o centro das atenções dos meus pais e até do Luís, por isso, vamos ter de estar muito atentos à Beatriz. Acho que vou ter de organizar a minha vida para, de vez em quando, o Luís ficar com o bebé e eu poder ir jantar fora com ela para conversarmos, de modo a que ela não sinta que, de repente, perdeu tudo. Acho que tem de ter alguma atenção. Vamos ver, eu vou dar o meu melhor. "Expliquei à minha filha que o nosso coração tem espaço para amar várias pessoas ao mesmo tempo." - Este deve ser um dos momentos mais felizes da sua vida...- É, pelas razões que já disse, pelo contexto, por tudo o que está a acontecer, porque estou numa fase muito boa a nível profissional, pessoal e familiar. Para que as coisas sejam vividas com o sabor que lhes queremos dar, têm de estar reunidas uma série de condições, e eu acho que, neste momento, tenho essas condições. Posso respirar fundo. - Entretanto, vão mudar de casa para receber o bebé...- Sim, mas isso já estava nos nossos planos, não tem que ver com o facto da família ir aumentar. - Vai interromper o seu trabalho à frente do programa Fátima da SIC?- Se correr tudo como correu na primeira gravidez, espero fazer o programa até ao final do tempo. No caso da Beatriz, deixei de fazer o programa três dias antes dela nascer, porque já tinha uma dor intensa que me incomodava, mas sentia-me óptima, cheia de energia. Desta vez, se correr tudo bem, também só espero deixar no final do tempo.

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