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Cinha Jardim mostra ousadia e coragem num 'tentadero'

Redacção Caras
14 de outubro de 2008, 00:00

Sempre mostrou ser uma verdadeira mulher dos sete ofícios, mas nem por isso se torna menos inesperado ver Cinha Jardim num tentadero. A experiência aconteceu na herdade de João Moura, no Alentejo, onde a CARAS testemunhou a bravura de Cinha e o seu talento para montar a cavalo. Para já, tratou-se de um cenário controlado, mas Cinha não descarta a hipótese de um dia tourear realmente numa corrida, nem que seja por brincadeira... - É uma verdadeira aficionada?Cinha Jardim - Sou uma grande aficionada dos touros e, para além disso, tenho muitos amigos no toureio, nomeadamente o João Moura, que conheço desde os 16 anos. Assisti à alternativa dele, agora aos 30 anos de carreira, e fui mesmo madrinha de uma corrida onde ele esteve este ano. - Esta paixão pelos touros vem de família?- Sim. Nós, família Jardim, sempre fomos grandes aficionados de touradas. Havia um senhor que tinha um camarote no Campo Pequeno que nos iniciou nesta arte quando chegámos a Portugal. Ia a família toda... - E hoje vive com emoção cada corrida de touros a que assiste?- Sim, com bastante emoção e fico mesmo nervosa quando vejo alguns amigos na arena. Quando vejo o João Moura, por exemplo, ou os filhos. E depois, acho muito engraçado ver as raparigas a tourear. - Gostava de ter tentado a sua sorte no toureio?- Gostava bastante, mas já não fui a tempo. Cheguei a Portugal com 17 anos e penso que já era tarde para começar. Mas não posso fazer tudo. Talvez um dia, por brincadeira, possa tentar. Esta experiência já foi bastante interessante. Além disso, tenho também uma paixão muito grande por cavalos. E admiro muito as mulheres que toureiam. - Há muitos anos que monta a cavalo?- Sempre adorei cavalos. Já montava em Moçambique, onde era mesmo um pouco louca, no sentido da aventureira. Era jovem e era uma loucura saudável. Sempre fui uma das irmãs mais arrojadas. - E nunca surgiu uma paixão por um toureiro?- Isso agora é que não posso dizer... Mas não, não. - E neste momento da sua vida, não gostaria de encontrar alguém e estabilizar?- Não, de todo. Cada vez gosto mais da vida que levo. Foi uma opção minha e neste momento não me apetece nada encontrar alguém que me faça abrandar o meu ritmo de vida. - Sente-se bem no papel de "solteirona"...- Sim, de solteirona, de mãe, de estar sempre disponível para ajudar os outros, para tratar bem os meus animais, para sair à noite... Sou uma pessoa muito independente e prezo muito isso. Quando gostamos de outra pessoa, temos que ceder para haver um entendimento. Tive a sorte de ter encontrado 'aquela' pessoa na minha vida, mas é algo do passado e eu olho mais para o futuro. - Não deve ter sido fácil educar as suas filhas sozinha...- Foi muito difícil educar as minhas filhas sozinha. Senti muito a falta do pai delas. Mas entre não ter o pai ou ter outra pessoa no lugar do pai, eu prefiro não ter o pai. Para mim e para elas é bem mais fácil. Tivemos essa experiência, não houve mau ambiente ou maus entendimentos, mas para nós é mais fácil assim. - A sua relação com as suas filhas parece ter muito de amizade...- Somos muito amigas, mas existe sempre o papel de mãe e filha. Às vezes é fácil confundir isso, porque tenho um espírito muito novo, mas tenho os meus truques para elas perceberem o meu papel. - A Cinha é uma eterna jovem...- Claro que sim. Mesmo aquelas correcções que faço, e não escondo isso, não é só porque vejo uma ruga ou algo que não gosto. É porque me sinto tão nova por dentro que quero manter isso por fora. É como ir ao dentista ou ao médico. Não preciso que andem atrás de mim para ver se mudei alguma coisa. Assumo tudo o que faço, sem pudores. Fiz recentemente um tratamento cujos resultados têm sido fantásticos. Toda a gente tem elogiado a minha pele. - Custou-lhe ver a sua filha mais velha sair de casa?- Bem, ela vive no andar de baixo e está sempre por perto... Mas tem o seu espaço. Foi muito bom para ela, cresceu muito. E adoro o Francisco, que sabe estar com a minha filha como ninguém. Neste momento a Isaurinha é a minha grande preocupação... porque está uma mulher, mas para mim é também um bebé.

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