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Catarina Furtado faz uma viagem ao passado através da música

Redacção Caras
25 de setembro de 2008, 00:00

Depois do sucesso de Dança Comigo, Catarina Furtado está de volta aos ecrãs com um programa inovador que vai percorrer quatro décadas de História, sempre com a música como pano de fundo. O novo projecto, que tem estreia prevista para breve, será apenas mais uma razão para Catarina sorrir, a par do sucesso que é a sua vida familiar. Apesar de reservada nos comentários sobre a família, a apresentadora não esconde o orgulho que tem nos dois filhos, Beatriz, de dois anos, e João, que faz um ano no dia 27 de Outubro e cujo baptizado aconteceu há uma semana e meia. - O que é que pode desvendar sobre o seu novo programa?- É um projecto que vai abranger todas as gerações, mais uma vez uma marca de glamour na RTP, que quer juntar todos os elementos da família. Através da música vamos percorrer as últimas quatro décadas, relembrando os grandes acontecimentos mundiais e nacionais. Vai ter um lado mais sério, com pequenas entrevistas a protagonistas anónimos dos grandes acontecimentos, e outro mais lúdico, com grandes músicos e cantores nacionais e internacionais.- Vai ser um talk show?- Não. Essa é a grande surpresa. Não é um talk show, nem um concurso. É uma grande produção. - Estar também na parte criativa, e não só a apresentar o programa, é mais gratificante?- Sim. Trabalho directamente com a produtora e os seus elementos criativos, e o facto de estar tão envolvida no projecto dá-me um gozo muito maior. Nos últimos tempos, o que tenho feito, e que me tem dado imenso prazer, são formatos testados lá fora e que têm sucesso quase garantido. Este tem uma dose de risco muito maior, mas é fantástico, porque vamos ter de reinventar tudo a cada semana. E acredito também que vou mostrar um lado diferente, um registo novo da minha parte. - Terá oportunidade de voltar a representar?- Talvez venha a fazer algumas coisas. [risos] Mas não é muito por aí. Em breve surgirão outras novidades... - Se lhe propusesse uma viagem por essas quatro décadas, começando pelos anos 60...- Ainda não era nascida, mas do meu ponto de vista mais pessoal tenho as fotografias da minha mãe nos anos 60, com uma imagem muito característica e com roupas fantásticas, que voltaram a estar na moda. Ainda tenho muitas guardadas no meu roupeiro. - Anos 70?- Nasci em 1972, portanto, não me recordo ainda de muita coisa. Lembro-me de ver fotografias da minha mãe grávida de mim, linda. Depois, recordo-me dos Jogos Olímpicos, e de sentir ainda todo o rebuliço causado pelo 25 de Abril, de toda a azáfama familiar, sobretudo do meu pai, que estava a trabalhar. Mais tarde, em 1977, o nascimento da minha irmã, de que me lembro muito bem. - Anos 80?- Foi a minha entrada na escola e, de alguma forma, a minha afirmação enquanto pessoa. Comecei a ler mais, comecei a dançar e a realizar o sonho de ser bailarina. Aconteceram muitas coisas nesses anos. No final dos anos 80 tive a lesão que me afastou do sonho e que marcou uma viragem muito grande na minha vida. - Anos 90?- Foi quando começou tudo o que tenho hoje. A televisão só veio nos anos 90, porque esse não era o meu sonho. Queria muito ser bailarina, nunca apresentadora. Mas, entretanto, fiz o curso de Jornalismo do Cenjor e tentei a sorte. Gostei, mas só mais tarde descobri o prazer de trabalhar em televisão. - Assusta-a o passado, ou encara-o como uma boa recordação?- Gosto muito de recordar o passado, mas não sou uma nostálgica... E uma coisa boa é que tenho tudo muito bem resolvido. Não tenho situações pendentes ou que tenha de resolver no futuro. - E pensa no futuro?- Não sou de fazer planos, mas penso muito no futuro, na medida em que não quero perder tempo. Tento aproveitar cada momento e estar com as pessoas certas, nos momentos e lugares certos. - Aos 36 anos, tem a sua carreira consolidada, uma vida familiar estável e feliz e dois filhos. Sente-se realizada?- Tenho tanta vontade e força para fazer outras coisas que acredito que nunca me vou sentir realizada. Tenho vontade de partilhar, de concretizar, de experimentar e de dar... Se me sentisse realizada, estaria sentada e acomodada. - Até porque não parece ser uma mulher de rotinas...- Não sou uma mulher de rotinas. Rotinas nos afectos, sou. Mas, de resto, não. Vivo muito ansiosa por descobrir coisas novas e diferentes. - Por detrás dessa ansiedade por novos desafios e experiências está uma pessoa que tenta equilibrar os ímpetos e agir com alguma ponderação?- Sou muito controlada e, acima de tudo, equilibrada. Tenho uma balança dentro de mim. Nunca me senti a perder-me, por exemplo. Mas penso que isso tem muito que ver com a educação que tive, com os amigos com quem cresci e com tudo aquilo que me formou enquanto pessoa, ser humano. E hoje sinto-me feliz, porque dentro de minha casa existe um grande equilíbrio. - Baptizou recentemente o seu filho...- Sim. E correu muito bem, felizmente. Foi um momento fantástico. Já está abençoado... e eu sou uma mãe muito orgulhosa. E não sou muito apreensiva, como pensei que iria ser. - Onde foi buscar influências para exercer o papel de mãe?- Tenho aprendido muito com os meus filhos, acima de tudo. Até porque a Beatriz, com dois anos, já me ensina muita coisa... [risos]

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