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Lúcia Garcia e Mário Franco contam como conseguem ser pais dedicados e um casal apaixonado ao mesmo tempo

Redacção Caras
24 de setembro de 2008, 00:00

Diz-se que o nascimento do primeiro filho nem sempre é fácil na vida de um casal. Mudam-se os hábitos, as vontades, todas as atenções vão para o bebé e o casal acaba por se esquecer de pequenos pormenores essenciais à 'sobrevivência' de um casamento. Lúcia Garcia e Mário Franco contam à CARAS, numa conversa franca, como foi necessário muito amor e compreensão para ultrapassarem esta fase e resistir aos primeiros tempos após o nascimento de Matilde, agora com 11 meses. - O nascimento do primeiro filho pode complicar a vida de um casal. Há até relações que não resistem. Como foi no vosso caso?Mário Franco - Quando um bebé nasce, tem de haver aprendizagem, não só do casal, mas também da família inteira, até para não darem demasiadas opiniões.Lúcia Garcia - As pessoas têm de se adaptar. De repente, vivemos só para a bebé, é uma preocupação constante. E, sem querer, as mães esquecem um pouco o resto, do marido e também delas próprias. E não pode haver esse esquecimento.Mário - E mesmo que haja esse esquecimento, os maridos têm de compreender e perceber que é só durante o primeiro ano, porque depois as coisas acabam, eventualmente, por voltar ao normal. Tem de haver cedências de ambas as partes, e é isso que é um casamento. Fácil seria sair, deixar a mulher nesse período de adaptação, quando as coisas começam a correr mal. O difícil é manter um casamento. Tem de se manter o conceito de família que havia antigamente, senão, quem sofre é a criança. - Sentem falta dos momentos a dois?- Sente-se sempre. Um filho é a melhor coisa do mundo, mas, no início, logo quando eles são pequeninos, sente-se sempre falta daquela intimidade a dois. Por isso, aproveitámos esta oportunidade de virmos descansar.Lúcia - É muito bom estar com a Matilde, mas também precisamos de estar só os dois, descansar, dormir a noite toda e não ter horários para nada. - Mas imagino que estejam sempre a pensar nela...Mário - Se estamos no restaurante e ouvimos um bebé, a Lúcia vai logo ligar para os pais a perguntar como é que ela está. Se vamos na rua e encontramos uma criança a passear com os pais, pensamos logo nela... - O que mudou em si depois de ter sido mãe?Lúcia - Acho que não mudei assim tanto. Sinto que estou mais calma, era muito stressada. A Matilde dá-me bastante serenidade. - E no Mário, o que mudou?Mário - Antes de ser pai tinha um objectivo em termos profissionais, agora tenho outros. Quero proporcionar à minha filha e à minha mulher tudo o que seja bom e, para isso, vou ter de trabalhar ainda mais. Já comecei a abrir outras portas que me vão dar outros frutos mais rapidamente que a moda. O facto de ter sido pai tornou-me mais duro nas negociações, porque sei que agora alguém depende de mim e não posso vacilar, porque, se o fizer, alguém vai sofrer: a minha filha. Por isso, acabou o Mário 'bonzinho'. - Já vos preocupa o futuro dela?- Já. Os tempos não são fáceis e tendem a piorar, por isso, a nossa função é tornar o caminho dela um pouco mais fácil. Quero que a minha filha, quando crescer, esteja bem, que tenha a noção de que não lhe vai faltar nada, mas, ao mesmo tempo, que vai ter de trabalhar para isso. Não estar dependente dos pais. É essa a educação e o futuro que queremos para ela. - E já pensam ter mais filhos?- Querer, queremos, mas talvez daqui a três anos. Como os dias não estão fáceis, é preciso fazer contas, primeiro vem o infantário, depois são os livros da escola, a faculdade... Por isso, temos de criar bases sólidas para termos um segundo filho. Mas está nos nossos planos dar um irmão à Matilde.Lúcia - Não gostaria que ela fosse filha única. Gostava de ter, pelo menos, outra menina. Tenho quilos de coisas que não vou deitar fora e que vou guardar num baú para elas. E depois da menina, um rapaz. Acho que três filhos é a conta certa. Mas uma coisa é certa: filha única não vai ser.

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