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Durante a visita de Estado à Polónia e Eslováquia, Maria Cavaco Silva revela o nome do quinto neto

Redacção Caras
12 de setembro de 2008, 00:00

A notícia de que iam ser avós pela quinta vez foi publicada antes da partida de Maria e Aníbal Cavaco Silva para uma visita de Estado à Polónia e Eslováquia, que decorreu ao longo da primeira semana de Setembro. Na entrevista exclusiva que deu à CARAS, a primeira-dama diz estar a viver "um momento de grande alegria", reforçado pelo facto de este ser o primeiro filho de Bruno Cavaco Silva e de Perpétua Gomes. Casados há 13 anos, o gestor e a investigadora na área de biologia há muito tempo que esperavam por esta notícia, mas só agora conseguiram concretizar este sonho depois de terem recorrido a ajuda médica. - Vai ser avó pela quinta vez. Calculo que, por ser o primeiro neto da parte do seu filho, a notícia tenha sido recebida com alegria redobrada, uma vez que era aguardada há muitos anos...Maria Cavaco Silva - A chegada de um novo elemento à família é sempre um momento de grande, grande alegria. Se fosse da minha filha, também seria um momento de grande alegria, mas a Patrícia já tem quatro filhos e vejo que ela tem uma vida muito feliz com todos eles, mas um bocadinho complicada... acho que não está mal com quatro filhos. O Bruno vai ter o primeiro, pelo que é com certeza uma alegria muito grande. - É um menino?- Sim, será mais um menino, portanto, ficamos com quatro meninos e uma menina. "A chegada de um novo elemento à família é sempre um momento de grande, grande alegria." - E parece que se vai chamar João...- João Vicente. João, em homenagem ao pai da minha nora, que morreu uma semana depois deles se casarem, e Vicente, pela forte ligação a Lisboa: vai nascer em Janeiro, o mês do padroeiro da cidade, que é São Vicente, e, por outro lado, porque as origens transmontanas da minha nora estão numa aldeia que tem um nome muito bonito, Castro Vicente. - Durante esta visita de Estado esteve em Varsóvia, Cracóvia e Bratislava. Qual destas cidades mais a seduziu e lhe deixou vontade de voltar?- As visitas de Estado têm de ser feitas sempre com muito gosto e com vontade de ver, de conhecer a história e a cultura dos países que visitamos. Eu tento conhecer e entrar em contacto com coisas que o meu marido não tem oportunidade - devido aos encontros agendados - para, depois, lhe contar e partilhar o que vi e aprendi. Nem se deve dizer que gostámos mais de uma cidade do que outra, porque são visitas de Estado... No entanto, pela rapidez da visita, Cracóvia foi a que me deixou mais vontade de voltar, porque praticamente não consegui ver nada... Foram apenas duas horas naquela cidade polaca. - Ambos têm uma agenda muito apertada a cumprir durante estas visitas e, por vezes, até distintas. No final do dia conseguem trocar impressões sobre os locais por onde passaram?- Fazemos sempre um ponto de situação à noite, antes de adormecermos, mas as impressões mais profundas vamos trocar quando chegarmos a Portugal, durante o fim-de-semana, se entretanto não me marcarem nenhum compromisso. - Vão completar 45 anos de casamento no mês que vem. Reparámos que, durante esta visita, o senhor Presidente teve sempre muita atenção para consigo...- E eu também para com ele! "Vou trocando mensagens com a minha neta, que é a única que tem telemóvel." - Sim. Quando estão juntos andam sempre de mãos dadas, trocam sorrisos, e estão sempre bem-dispostos. Esta comunicação que existe entre o casal é o segredo para um casamento tão longo e feliz?- Não gostaria de estar aqui a revelar segredos, porque cada um tem os seus. Os casamentos longos e felizes têm cada um o seu processo: as pessoas são todas diferentes, as relações também. Há pequeninas coisas que fazem com que o fogo não morra. Cada um encontrará a maneira de atear esse fogo. - Os seus netos demonstram alguma curiosidade em aprender mais sobre os países que visitam?- Vou trocando mensagens com a minha neta mais velha, que é a única que tem telemóvel, e ela vai perguntando onde estou. Ontem ligou-me e disse-lhe que estava em Bratislava. Quando lhe pedi para ir ver ao mapa onde era, ela comentou que o nome era muito esquisito... Mas, sim, claro que querem saber sempre mais. - Sabemos que conta com Carlos Gil, o estilista do Fundão, para a ajudar a escolher os vestidos que usa durante estas viagens...- Não é bem assim. Tenho várias pessoas que me fazem roupas, entre elas esse jovem que descobri com a ajuda de uma amiga e de quem gosto bastante. Mas tenho outras peças que compro nos sítios onde já comprava, faço é questão que a roupa seja toda feita para mim. Não vou a uma loja comprar roupa porque há que fazer adaptações. - E qual é o critério de escolha dos vestidos que decide levar para estas viagens?- Durante esta visita não me enganei tanto como outras pessoas da comitiva, porque ninguém estava à espera de encontrar aqui temperaturas acima dos 30 graus. Quando venho para estas viagens, vejo as actividades que tenho, olho para tudo e faço a escolha. Penduro uma ou duas alternativas e, por isso, há sempre algumas peças de roupa que não chego a vestir. A pessoa tem de estar sempre preparada... Agora já não sofro tanto porque estou mais treinada. "Há pequeninas coisas que fazem com que o fogo [do amor] não morra. Cada um encontrará a maneira de atear esse fogo." - E quem escolhe os fatos e gravatas que o seu marido usa nestas viagens? As gravatas estão sempre a condizer com os seus vestidos...- Escolhemos os dois. Ele tem muita dificuldade em escolher porque tem muito pouco tempo para o fazer. Hoje, por exemplo, já tenho tudo escolhido e preparado para ele vestir para o concerto que vamos oferecer aos nossos anfitriões. - Reparei que tem sempre a seu lado a Dra. Margarida Mealha, sua adjunta e braço direito. É importante para si ter sempre uma pessoa de confiança ao seu lado?- Com certeza. Uma pessoa deve ter sempre no seu gabinete alguém em quem confie totalmente. A Dra. Margarida é da minha total confiança, portanto, pode ajudar-me até na escolha do que visto nestas cerimónias.

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