Nas Bancas

Henrique Feist: "Aprendo mais com o insucesso"

Redacção Caras
4 de setembro de 2008, 00:00

Ontem, dia 6, numa festa que assinalou também os 13 anos da CARAS, que se estreou o musical Cabaret no Teatro Maria Matos, disponível para o público em geral a partir de dia 10. O cantor, dançarino e actor Henrique Feist veste a pele do mestre de cerimónias. Devido à complexidade e interactividade com o público, Henrique Feist reconhece que é extremamente exigente vestir a pele desta personagem, que considera polémica: "Cabaret é o meu musical preferido, e quando fui convidado pelo Diogo Infante para ser o protagonista masculino, aceitei sem hesitar. O mestre de cerimónias é a personagem que vagueia pelos dois mundos retratados no musical. É omnipresente, vigia e comenta tudo o que acontece na peça, confrontando até os espectadores. É um papel ainda mais difícil pelo facto da minha personagem ser completamente andrógina. Na peça nunca se percebe se é bissexual, heterossexual ou homossexual. O mestre de cerimónias é tudo o que o público desejar e, como se deve imaginar, não é nada fácil de interpretar", explica o cantor, que faz ainda questão de esclarecer que o musical é muito diferente do filme Cabaret, protagonizado por Liza Minnelli, e que se inspirou na famosa peça da Broadway, estreada em 1966. "O público é a nossa balança e quem nos permite sentirmo-nos completos com a nossa profissão." Preparado para a noite da grande estreia, Henrique Feist opta por não reconhecer neste papel o ponto mais alto da sua carreira artística: "Cada trabalho que faço, cada personagem que interpreto são, no momento em que estou a fazer esse papel, o ponto mais alto da minha carreira. É assim que penso e é dessa forma que me agarro a cada personagem como fosse sempre a primeira. Estudo e dedico-me ao máximo a cada papel, mesmo nos meus tempos livres. É um gosto e uma paixão a que me dedico todos os dias." Pela forma como vive intensamente cada personagem, Henrique confessa que os aplausos e o reconhecimento do público, no fim de cada representação, são o melhor prémio que pode receber: "Quando os espectadores gostam do nosso trabalho, sentimos que cumprimos a nossa missão. O público é a nossa balança e quem nos permite sentir completos com a nossa profissão", confessa o cantor e actor, que, ainda assim, reconhece que o insucesso é um grande professor para todos os artistas: "Aprendo sempre mais com o insucesso, porque gosto de saber o que fiz mal. Em contrapartida, nunca me acomodei ao sucesso, ainda que seja bom perceber que se deve ao meu bom desempenho. O sucesso só dura 'aquele' momento e sei que, em cada novo projecto, estou a começar da estaca zero. Nada está garantido", reconhece. Recorde-se que Henrique, ao lado do irmão, Nuno Feist, iniciou a sua carreira ainda criança, aos dez anos, no programa da RTP Passeio dos Alegres. Alguns anos depois, rumou a Inglaterra, para estudar, tendo participado em diversas peças. Regressou em 1993 e desde então tem participado em diversos projectos.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras