Nas Bancas

Apesar do espírito aventureiro, Olga Diegues é tradicionalista

Redacção Caras
4 de setembro de 2008, 00:00

Ela é jornalista, apresentadora e actriz. Já fez teatro, televisão e cinema. A sua cidade natal é o Porto, mas já morou no Brasil e nos Estados Unidos. Olga Diegues corre atrás daquilo que quer e 'faz-se à vida', frisa, mas ao mesmo tempo garante que tem "os pés bem assentes na terra". Por isso, e mesmo mantendo uma relação de quase dez anos com o bancário João Ramalho, ainda não pensa em casar-se nem ter filhos, porque, "para já não estão reunidas todas as condições" financeiras para tal. Nem em tempo de férias Olga descansa, e foi a trabalhar que a CARAS a encontrou no Algarve. - Anda sempre a correr de um lado para o outro. Mesmo agora, no Verão, em vez de estar de férias, está a trabalhar. E tempo para a família e namorado?Olga Diegues - Obviamente que sinto saudades e as contas telefónicas disparam um bocadinho, mas eu tenho um feitio de me 'jogar para a vida', gosto muito daquilo que faço e acho que eles já estão todos habituados ao corre-corre da Olga. E agora até têm sorte, porque me têm no País. "Além de eu e o João funcionarmos muito bem juntos, sabemos respeitar a individualidade um do outro." - Qual é o porquê dessa correria toda?- A maioria das vezes é por motivos profissionais, mas é sempre por iniciativa minha, sou muito de correr atrás das coisas. Também sempre quis morar fora, tenho um espírito muito aventureiro, e quando fui para o Brasil, fui absolutamente sozinha, nem casa tinha para ficar. Em dez dias decidi que me ia embora e 'me mandei'. Esse espírito de correr atrás das coisas está em mim, aliado ao desejo de viajar, de sair do País e de entrar em contacto com outras culturas... - As pessoas próximas não reclamam dessa ausência?- De vez em quando. Mas é uma questão de se saber conciliar as coisas. Por exemplo, eu tinha de vir para o Algarve e o meu namorado conseguiu tirar um fim-de-semana prolongado. Combinámos bem as coisas e conseguimos tirar estes três dias de miniférias para matarmos um bocadinho as saudades e estarmos com os amigos que estão cá em baixo. "Sou uma pessoa com muita sorte. Tenho uma família muito saudável, feliz, um irmão maravilhoso, que amo de paixão..." - Foram três dias para namorar...- Sim, faz muito bem namorar e há sempre tempo para isso. - Acha que é essa 'distância', essa independência, que faz com que a relação com o João resulte?- Estamos juntos há quase dez anos, conhecemo-nos e sabemos gerir as coisas muito bem. O que acho que acaba por acontecer connosco é que, além de funcionarmos muito bem juntos, sabemos respeitar a individualidade um do outro. Para seres um só, no sentido de casal, precisas de ser um só também contigo. A velha história de procurar a outra metade da laranja, não. Tens de ser uma laranja completa e depois procuras outra laranja e depois fazem sumo de laranja juntos. [risos] - E por que é que ainda não se casaram?- Acho que as coisas devem acontecer a seu tempo. São efectivamente nove anos e tal de namoro, mas que começaram muito cedo. Adolescência, faculdade, ele entrou no mercado de trabalho mais tarde que eu... Gosto de dar passos sólidos em tudo o que faço, tanto a nível profissional como pessoal. Portanto, acho que financeiramente também temos de estar bem assegurados para darmos certos passos. Com calminha havemos de lá chegar. - Mas tem esse sonho?- Eu sou daquelas que gostava de me casar pela Igreja e de aliança no dedo, mas acho que é sobretudo pela festa em si. E que isto não soe a fútil porque a intenção não é essa. É por conseguir reunir a família, os amigos, as pessoas de quem se gosta, na celebração de uma coisa muito bonita, que é o amor entre duas pessoas. "Adorava ter filhos, mas não para já. Não que não me sinta preparada em termos emocionais (...) gosto mesmo de ter segurança e de dar passos bem firmes." - Essa crença no casamento, na família, foi-lhe passada pelos seus pais?- Sem dúvida. Sou uma pessoa com muita sorte. Tenho uma família muito saudável, feliz, um pai e uma mãe que estão casados há trinta e muitos anos, um irmão maravilhoso, que amo de paixão... Sim, acho mesmo que é o exemplo que se tem em casa que nos faz acreditar em certas coisas, e o casamento dos meus pais tem-me feito acreditar no conceito de família. - E ser mãe? Já se via nesse papel?- Adorava ter filhos, mas não já. A justificação é a mesma do casamento. Não que não me sinta preparada, em termos emocionais, mas tem que ver com o dar passos devagar. Não é fácil ser-se jovem em Portugal, as hipóteses de trabalho, os ordenados não são por aí além... Gosto mesmo de ter segurança e de dar passos bem firmes. Sou uma pessoa de bem com a vida, mas com os pés bem assentes na terra. Se acho que preciso de segurança para iniciar uma vida a dois, mais acho isso em relação a um filho.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras