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João Murillo e Raquel Prates: Condenação do pintor em tribunal não afectou o amor do casal

Redacção Caras
21 de agosto de 2008, 00:00

Foi apenas há três meses que João Murillo, de 41 anos, foi considerado culpado por ofensa à integridade física e danos no julgamento que o opunha à jornalista Ana Ribeiro, com quem teve em tempos uma relação amorosa. Indignado com o veredicto, o pintor apresentou recurso e aguarda um novo parecer sobre este processo, que fez correr tinta nas revistas de sociedade. Ao seu lado, o pintor teve sempre a mulher, Raquel Prates, de 32 anos, com quem está casado há dois. Foi durante as férias, no Algarve, que a CARAS falou com o casal sobre este período tão delicado. - Está à espera do resultado do recurso. Como é que tem lidado com todo este processo?João Murillo - O recurso está para apreciação. O que aconteceu durante este caso não pode ser coincidente com a decisão que foi tomada. Neste tipo de circunstância, teriam de provar que teria feito os actos dos quais sou acusado. E se uma coisa ficou provada, é que eu não os poderia ter feito. Alguém tinha interesse em divulgar coisas que nem constam no processo, como uma suposta acusação de violação. Se essa informação foi veiculada, era porque existia interesse em denegrir a minha imagem. - O julgamento foi sempre à porta aberta. Isso incomodou-o?- Não sei se em todos os julgamentos as pessoas podem requerer que sejam privados ou não. Não me parecia a mim, que era o acusado, que pudesse requerer fosse o que fosse. A outra parte fez um requerimento para ser à porta fechada e nós sempre dissemos que aceitaríamos qualquer que fosse a decisão da juíza. Tenho duas grandes indignações: a primeira, é que nem a absolvição iria repor a justiça, porque aquilo por que passei em termos mediáticos é uma pena completamente desajustada para quem não fez rigorosamente nada; a segunda, é com o resultado do julgamento, que não consigo entender. - Estava preparado para lidar com o enorme mediatismo que o julgamento teve?- Uma pessoa nunca está preparada para isso. Se eu ainda hoje não sei por que é que lá estive sentado, não me podia preparar para algo que não entendi. Se todo este caso tivesse acontecido, e se não fosse um homem casado, com o maior amor pela minha mulher, a situação teria sido completamente diferente. Eu e a Raquel tentámos sempre que tudo isto não interferisse com a nossa vida. Sabemos que o principal objectivo deste caso passava por aí, por nos afectar. Nunca vi este processo como uma questão de justiça e sim como uma questão de vingança. - Que assuntos é que foram publicados que não estavam relacionados com o julgamento?- Vim a saber que a pessoa que me acusava dizia que tinha sofrido de um tumor na tiróide. Uma pessoa com um tumor na tiróide só tem a remoção cirúrgica como opção e eu não vejo nenhuma cicatriz. É uma coisa que é visível. - Como é que viveram toda esta fase como casal?Raquel Prates - Eu estava a par da situação. Gostaria de manter a minha posição, que é de não fazer comentários. Não tenho vontade nem interesse em falar sobre isso. E até tenho receio da exposição dos nossos sentimentos e da forma como lidámos com esta situação, mas estivemos sempre unidos, e isso foi bastante visível. Nem pensei em ter outra atitude. - Durante o julgamento, o João revelou que a Ana esteve grávida de um filho seu. Por que é que falou sobre uma questão tão íntima?João - Eu nunca me arrependo de dizer a verdade. Não disse nenhuma mentira em tribunal. A minha privacidade dentro de um relacionamento não é para se tornar pública, evoquei esse aspecto da intimidade porque me pareceu relevante perante as perguntas que me estavam a ser feitas. - Acha que depois de tudo isto ainda consegue ser a mesma pessoa?- Se há algo que aprendi na vida, é que nunca somos a mesma pessoa todos os dias. Não vivo para o que os outros pensam de mim. Aliás, ficava preocupado era se determinadas pessoas gostassem de mim. - Fizeram o mês passado dois anos de casados. Qual é o balanço que fazem?- Nós fazemos o balanço do nosso casamento no final de todos os dias. E chegamos à conclusão que têm sido dias maravilhosos.Raquel - Estes dois anos têm sido a soma de muitos dias maravilhosos. - Mas nunca se chateiam? Quem é que tem pior feitio?João - Nenhum tem mau feitio. A Raquel tem alguma fama de o ter, mas só seria mau feitio se isso interferisse com a nossa relação. Adoro sentir saudades da Raquel quando ela está ao pé de mim!Raquel - Falamos constantemente. E temos o cuidado de não deixar de dizer as coisas importantes um ao outro. Gostamos de andar sempre pendurados um no outro. [risos]

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