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José Figueiras fala do regresso à TV: "Era a oportunidade que já merecia"

Redacção Caras
14 de agosto de 2008, 00:00

É um dos rostos mais conhecidos da SIC, mas durante alguns anos a presença de José Figueiras, de 42 anos, nos ecrãs foi pontual. Sempre disponível, o apresentador conseguiu provar que merecia melhores oportunidades e voltou recentemente aos diários, com o programa Alô Portugal, na SIC Internacional. A seu lado nos altos e baixos da carreira esteve sempre a mulher, Eva Mandl, de 44 anos, e os filhos, Stephanie, de 14, e Cristopher, de 11. Foi durante a semana de férias que passaram no Algarve que a CARAS falou com o apresentador sobre a família, o regresso aos diários e os projectos que ainda quer realizar. - As férias são sempre um tempo privilegiado para estar com a família...José Figueiras - Sem dúvida. Conciliamos as férias com o meu trabalho como apresentador e, por vezes, isso não é fácil. Por exemplo, este ano só tinha Agosto para tirar esta semana. E, para mim, é dos piores meses para se ir de férias. Mas o importante é divertirmo-nos e fazermos praia. E se vou para algum sítio fazer uma apresentação, tento que a família me acompanhe. "Tenho uma grande companheira ao meu lado." (José Figueiras) - Nas férias não tem necessidade de anonimato?- Não me chateio nada que as pessoas me abordem, porque já estou habituado a isso. Quem vem ter connosco é quem gosta de nós, e isso nunca me pode incomodar. Os meus filhos, se calhar, sentem-se mais incomodados, porque as pessoas olham... - Sente que a sua família foi construída em função da sua profissão?- Sinto, sobretudo nos primeiros anos. Tenho uma grande companheira ao meu lado e sei que foi ela quem mais cedeu. A minha mulher foi um bocadinho pai e mãe, porque não consegui ser, nessa altura, um pai muito presente. Contudo, todas as opções foram discutidas em conjunto. Um de nós tinha de deixar a carreira. Eu também podia ter deixado de ser apresentador e ir com ela para o Corpo Diplomático, mas quando nos casámos tinha acabado de começar a minha carreira na SIC e pensámos que a melhor opção seria ficarmos cá. Olhando para trás, acho que tomámos a opção correcta, mesmo com os períodos menos bons que tive na minha carreira. - Esses períodos menos bons de que fala estão relacionados com o período em que esteve mais ausente da televisão...- Sim, porque o que gosto é de estar em contacto com o público e em programas diários, mas foi com o maior orgulho que durante alguns anos fiz as férias da Fátima Lopes. Sentia que podia dar muito mais, mas não tive a oportunidade para isso. Contudo, sempre mostrei o que queria. Quando estou insatisfeito, vou bater à porta. Não sou de me acomodar a nada e sou ambicioso. O meu ar simpático não me impede de ser um homem decidido, que quer mais e melhor. - Nesses momentos menos bons, agarrou-se à família?- Tenho uma autoconfiança muito estável, porque senão já tinha entrado em depressão há muito tempo. A nossa profissão é cheia de altos e baixos e temos de saber lidar com isso. E aproveitei para dar formação num canal de Cabo Verde. "Sempre mostrei o que queria. Quando estou insatisfeito, vou bater à porta. Não sou de me acomodar a nada e sou ambicioso." (José Figueiras) - Mas agora está na SIC Internacional com um programa diário. Parece que a oportunidade chegou...- Penso que era a oportunidade que já merecia. É um programa em que estou em contacto com pessoas de todo o mundo e é um espaço de conversa. É neste formato que mais me revejo. Ainda tenho muito para dar e só tenho pena que o programa não passe cá em Portugal. Tenho tido reacções muito giras das comunidades emigrantes, que estão sempre a dizer que já tinham saudades de me ver. E sabe bem ouvir isso. - Depois de Línguas e do Jornalismo vai voltar a estudar... Acha que vai conseguir conciliar tudo?- Vou tentar, mas como tenho algum tempo livre de manhã, penso que vai ser possível. E sempre quis fazer Relações Internacionais. Fiz os testes e entrei. Tenho sempre vontade de aprender coisas novas e vou fazer o curso ao meu ritmo, sem pressas.

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