Nas Bancas

Lili Caneças assegura ser uma mulher confiante e desvaloriza as críticas

Redacção Caras
7 de agosto de 2008, 00:00

Sempre que se fala com Lili Caneças, surgem novas histórias para serem contadas. Há mais de trinta anos a colorir com a sua vida única as páginas das revistas, Lili gosta deste estatuto de estrela que o público já lhe reconhece. Contudo, por detrás da mulher exuberante há uma Lili que, aos 64 anos, continua a sonhar. Ao olhar para trás, para o seu casamento com Álvaro Caneças e para o crescimento dos filhos, João e Rita, Lili sente que fez tudo como deveria ter feito e que nenhum fracasso abalou a sua auto-estima única. Foi durante um fim-de-semana no Algarve que a CARAS falou com a comentadora de televisão sobre a vida (quase) de sonho que alimenta o seu dia-a-dia. - Aos 64 anos, sente-se bem consigo própria?- Sempre me senti muito bem comigo própria, mesmo quando tinha muitas rugas. Não sei se existe o conceito de excesso de auto-estima, mas, se existir, eu tenho-o. [risos] Sinto que sou capaz de fazer tudo, nasci com imensos talentos. Desde miúda que fiz tudo aquilo que queria. Fui a todos os sítios que queria, conheci pessoas fantásticas... Eduquei os meus filhos, que foram a grande prioridade da minha vida, exactamente da maneira como os quis educar. Portanto, consegui tudo. Para trás só ficou algo que queria fazer relacionado com a arte. Tenho histórias muito interessantes para contar das pessoas que conheci, como o Jack Nicholson ou o Roman Polanski, e já tive propostas para escrever um livro sobre episódios interessantes da minha vida. - Mas sempre fez o que quis?- Quando era mais nova, não podia fazer o que queria. Tive uma educação proibitiva e austera e houve uma série de coisas que estavam vedadas a uma menina bem nascida. - O casamento ajudou-a a libertar-se dessa austeridade?- Não! [risos] O meu ex-marido era muito parecido com o meu pai. Casei-me com 20 anos, na altura estava na TAP, como hospedeira de terra. Mas também viajava, podia ir fazer compras a Milão e almoçar em Paris. Nesse tempo, ser hospedeira era uma coisa muito glamourosa. Éramos escolhidas a dedo. E, depois, deixei tudo para viver um grande amor. - Está separada há 25 anos.Por que é que continua a usar o apelido Caneças?- O meu ex-marido nunca falou comigo sobre esse assunto. E penso que se ele se sentisse incomodado com isso, falaria comigo, uma vez que o vejo quase todos os dias, apesar de não falarmos. Quando me separei, falei com várias pessoas que trabalhavam nas revistas para me começarem a tratar por Maria Alice de Carvalho Monteiro. Mas as pessoas não deixaram de me tratar por Lili. O público nunca se habituou ao meu nome de solteira. Não foi intencional. Mas há muitas pessoas que já só me tratam por Lili, já nem preciso do apelido Caneças. Lili só há uma, e sou eu. - Preocupa-se com o que os outros pensam sobre si?- Não me importo, senão, não me expunha tanto, apesar de ter algum cuidado para não cansar as pessoas com a minha imagem, porque já apareço nas revistas há trinta anos. E claro que depois as pessoas pensam que eu ganho imenso dinheiro com as entrevistas e com as festas. E aproveito para dizer que nunca na vida fui paga para ir a uma festa, para encerrar um desfile ou para ir a uma discoteca. Há pessoas que me telefonam a perguntar quanto é que eu cobro para ir a um evento e a minha resposta é sempre a mesma: 'Nem o senhor tem dinheiro para me pagar, nem eu estou à venda. Se me apetecer ir, vou, se não, não vou.' - Prefere não desmistificar essa imagem de diva com uma vida de sonho?- Comecei a trabalhar aos 19 anos e sempre trabalhei. Sou muito independente e fiz questão de comprar o meu primeiro carro. Sempre gostei muito de poder pagar as minhas próprias contas. Quando me casei, não trabalhei, mas gerir a minha casa era como tratar de um hotel. E a educação dos meus filhos foi um trabalho muito árduo. Só quem não tem filhos é que não compreende o trabalho que dá. Depois do meu divórcio, fui trabalhar para o mercado financeiro, passei ainda pelo mercado imobiliário e depois fui para a televisão. Há dois anos que não tenho férias. Sinto que as pessoas gostam de mim. Sou muito mimada, mas também trato muito bem as pessoas, mesmo aquelas que são desagradáveis. Não reajo a provocações e não alimento polémicas. E penso sempre: 'coitado, por que é que esta pessoa diria isto a meu respeito'? Por que é que essas pessoas não se preocupam com as suas próprias vidas? É triste pessoas que não têm filhos, que não sabem sequer o que é ser mãe, falarem mal de mim e arrasarem-me na televisão. - Tem sonhos por realizar?- É fantástico chegar aos 64 anos e estar pronta para recomeçar, fazer tudo de novo. Ainda sonho muito. Sem sonho não vale a pena viver.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras