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Diana Chaves confessa: "Não me quero casar, não é um sonho meu"

Redacção Caras
6 de agosto de 2008, 00:00

Príncipe Perfeito. Era este o nome do barco onde marcámos encontro com Diana Chaves, na Rocha Conde d'Óbidos, em Lisboa. Um pretexto para fazermos perguntas à actriz sobre o namorado, César Peixoto. Numa conversa descontraída, Diana contou que está feliz ao lado do jogador do Sporting de Braga e partilhou um pouco do seu universo mais privado. - Lembra-se como eram os Verões na sua infância?Diana Chaves - Eram muito diferentes. Nunca tive as férias grandes que os miúdos em geral têm, porque fiz desporto de alta competição desde muito cedo e só tinha um mês de Agosto a Setembro. Mas íamos sempre todos viajar, eu, os meus pais e as minhas irmãs. - A sua mãe morreu quando a Diana tinha 11 anos...- Sim, e é óbvio que isso muda tudo. Mas a vida continua e, graças a Deus, a minha família sempre foi muito unida. Acho que o desporto também foi muito importante, pois permitiu-nos manter as rotinas. E, sim, na altura do Verão, continuávamos a fazer as nossas férias. - Como era a relação com a sua mãe?- Éramos muito próximas. A minha mãe estava muito relacionada com a natação, porque também tinha sido nadadora e fazia parte da secção de natação do meu clube. Acompanhava-nos nas provas, estava muito presente... Falava de tudo com ela, era a minha confidente. - É esse tipo de mãe que quer ser para os seus filhos?- Sem dúvida. Tenho de agradecer todos os dias a família que tive e tenho. Não poderia ser melhor. Todas têm problemas e dramas e o meu foi bem grande, mas temos de seguir em frente. - Já se vê no papel de mãe?- Adoro crianças, mas ainda não penso nisso. Acho que sentirei na altura, e quando acontecer e houver condições afectivas... Fui tia há oito meses e vejo a maneira como a minha irmã Petra trata o filho e tenho a certeza absoluta de que vou querer ser uma mãe igual a ela e à minha. - A morte da sua mãe tornou-a mais próxima do seu pai?- Completamente. O meu pai trabalhava muito, ainda por cima à noite, nós tínhamos horários um bocadinho diferentes... Passou um mau bocado, ainda por cima com três raparigas e com a vida que tínhamos, escola e natação, treinos às seis da manhã... Foi complicado, mas desdobrou-se em pai e mãe e conseguiu. É o melhor pai do mundo. - E nunca foi superprotector, mesmo em relação a namorados...?- Nada. O meu pai é muito liberal e moderno, no sentido de ser muito prático. Mas acho que ele também tem em conta o facto de sermos as três muito responsáveis. E ele nunca teve problemas e nós sempre lhe contámos tudo. Tem muita confiança em nós e nós nunca lhe demos motivos para não ter. - É de tal forma próximo que foi o próprio a dizer que o César Peixoto era um bom rapaz...- Pois... O meu pai é muito genuíno, se lhe perguntarem, ele responde, o que é um problema, e toda a gente já sabe isso. [risos] Mas ele é mesmo assim, é uma coisa natural. O meu pai gosta dele, e disse isso. Fartei-me de rir quando li esse comentário. - Além de bom rapaz, é também bom namorado?- O César é tudo. É uma excelente pessoa e um excelente namorado. - Há quanto tempo namoram? Ou não liga a datas?- Por acaso não ligo mesmo... Ele mata-me! [risos] Não me lembro do dia exacto. Conhecemo-nos antes, claro, mas namoro assumido, acho que foi em Março. - Como é que se consegue manter um namoro à distância, visto que o César está em Braga e a Diana em Lisboa?- Bem, é um processo natural... Consigo conciliar muito bem o meu trabalho e a relação. Estou uns dias aqui, outros lá. Nos fins-de-semana, normalmente estou sempre lá, até porque tenho tido muito trabalho no Norte, tem sido uma coisa natural. E acho que isso é muito importante, tendo em conta o meu feitio. [risos] Claro que não estamos a dez minutos de distância e há saudades... mas é mesmo assim. Eu tenho este espírito em tudo: se tem de ser assim, é, temos é que nos adaptar e procurar a melhor maneira. - Sente que este relacionamento a fez crescer?- Sim, completamente. Eu tenho realmente um suporte familiar fora do normal, muito sólido, saudável... Daí não sentir, se calhar, tanta falta, como algumas pessoas, de ter um relacionamento. Mas isso é sempre uma coisa muito importante. Se estamos felizes e gostamos das pessoas, então é ouro sobre azul. E eu estou muito feliz. - No início mostrou-se um bocadinho relutante em assumir o namoro...- Não. Há sempre alguém que sabe, que vê, e as notícias correm depressa. Eu preferia continuar na minha vida tranquila, mas há uma pressão enorme por parte da imprensa. E se eu dissesse que não era verdade, iriam ver-nos juntos mais tarde. Preferi ser coerente. Na altura em que era verdade, assumi. Mesmo que tenha sido prematuro, eu disse que sim, porque era verdade. - E já se arrependeu de ter assumido o namoro?- Não. Acho é que é triste sermos pressionados de forma a termos que tomar uma atitude destas. Tive que assumir uma coisa para depois não passar por mentirosa. Porque, se não, mantinha a minha vida calma... - Sente que isso prejudicou de alguma forma a vossa relação?- Não, sinto é que estas coisas requerem um bocadinho mais de conversa, porque são decisões que têm de ser tomadas em conjunto. Falámos e tentámos perceber qual era a melhor forma. Mas acho que não prejudica, porque somos pessoas adultas, compreendemos e sabemos o que se passa. - O facto de ele ser o ex-marido da Isabel Figueira, sua amiga, causou algum tipo de problemas?- Não quero falar sobre isso. Eu adoro a Isabel. - São amigas?- Claro que sim. O que se diz são meras especulações, coisas que vendem. Eu estou bem, sempre gostei muito dela e continuo a gostar. Essas coisas nem sequer têm importância. - Já conhece o filho deles, o Rodrigo?- Não quero falar sobre isso. - Mudemos então de assunto. Depois de ter feito uma produção fotográfica para a revista masculina GQ, saiu na imprensa que a Diana combinava supostas fotos de paparazzi para provar que as imagens da produção não tinham sido tratadas...- Ridículo! [risos] Também se disse que eu andava a fazer a cabeça ao César para me casar. [risos] Deus me livre, não me quero casar. - Não se quer casar?- Já nem faz parte dos meus planos. Não é um sonho meu. Não me quero casar. Se acontecer, se na altura nos apetecer, aí sim. Mas não é de todo um sonho. - O que é que o César achou da produção?- Gostou muito. - Não são muito ciumentos um com o outro?- Não. O ciúme faz parte, quem gosta, sente ciúme. É uma coisa saudável, até certo ponto. É bom sabermos que a pessoa de quem gostamos tem ciúmes nossos. Agora, há que saber moderar as coisas. Às vezes pode ser mais forte, mas temos de saber controlá-los. Isso tem acontecido, mas nada excessivo.

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