Nas Bancas

Pedro Pinto e Cristina Mourão vivem fim-de-semana tranquilo nos Açores

Redacção Caras
28 de julho de 2008, 00:00

Conheceram-se na faculdade e, apesar de não terem simpatizado de imediato um com o outro, cedo perceberam que era juntos que se sentiam bem. Pedro Pinto, de 37 anos, e Cristina Mourão, de 36, são a imagem do casal que se compreende e aceita na perfeição as ausências e as necessidades individuais um do outro. Apaixonados pela ilha de S. Miguel, o jornalista da TVI e a gestora de produto de uma multinacional aceitaram de imediato o convite da Seat para viverem uns dias de emoção numa surfe trip e aproveitaram para passar mais tempo em família, o que, devido às profissões de ambos, nem sempre é fácil de conseguir. Foi na companhia do filho, José Maria, de seis anos, que fazem questão que os acompanhe para todo o lado, que o casal conversou com a CARAS e explicou como se mantém um casamento de dez anos e como se lida com as diferenças de cada um. - Não é muito fácil terem momentos como este... Pedro Pinto - De facto não, mas, quando se arranjam, tentamos compensar-nos por todos os que não tivemos, quase como numa pequena vingança, anulando os pontos negativos e passando-os a positivos. - São momentos como este que compensam as ausências do Pedro? Cristina Mourão - Sim. E aos fins-de-semana conseguimos sempre compensar um bocadinho do tempo que não temos durante a semana. Já assumimos que nos dias de trabalho não vale a pena achar que vamos ter tempo para conversar, pois à hora a que o Pedro chega a casa só queremos descomprimir sem sequer falar. [risos] - É bom haver um respeito mútuo por esse silêncio de que necessitam... Pedro - Chego sempre a casa depois das dez da noite e ainda tenho de jantar e, no dia seguinte, acordar muito cedo. Não é a altura ideal para conversarmos e desfrutarmos enquanto casal, mas isso está implícito entre nós, e, por isso, todos os programas de fim-de-semana são em família. É bom estar na intimidade e podermos ser nós mesmos. - Já estão casados há dez anos. Qual é o segredo? - Acima de tudo, compreendermos e aceitarmos os defeitos e as falhas um do outro e procurarmos melhorá-las e relevar o mais possível as virtudes. É fundamental olharmos para nós como uma só pessoa, ajudando-nos um ao outro e suportando os momentos difíceis. A estabilidade emocional e o bom casamento que temos é uma das principais razões pelas quais os dois conseguimos evoluir tanto profissionalmente. Isso não teria sido possível se não tivéssemos uma boa relação, que em casa conseguisse sustentar tudo aquilo que se passa na rua. - Sentem que a vossa vida mudou depois do nascimento do José Maria? - Claro que sim, muda para qualquer casal. Essa coisa de dizer que um filho é óptimo para o casal não faz qualquer sentido. O casal passa para segundo plano e muitas vezes o stresse e o cansaço acabam por influenciar, e muito, a relação. Mas também traz vantagens...A questão é que se deve olhar para o aspecto positivo, que tem que ver com o nascimento de uma criança e a educação de um filho, pois não há experiência mais bonita na vida do que essa, em vez de nos focarmos no cansaço, na falta de paciência que surge naturalmente e nas pequenas implicações entre o casal. Cristina - Ou se tem bons alicerces ou então é muito difícil. - Tornaram-se pessoas diferentes? Pedro - Mais sensível relativamente a algumas coisas a que anteriormente não prestava sequer atenção e que agora, tendo um filho, vejo com uma perspectiva diferente. Acho que sim, que estou mais pessimista relativamente ao mundo e preocupo-me muito mais com o futuro, não dele, mas da sociedade em geral. Não sei se esta preocupação, que dantes era menor, advém do facto de ter sido pai ou da idade, mas como tenho uma visão muito pessimista, acho que ela se acentuou depois do nascimento do José Maria e assusta-me que, se calhar, quando ele tiver a minha idade, possa ter muito mais dificuldades em ter um nível de vida adequado. Também sei que os pais têm uma quota-parte neste assunto, pois tendem a facilitar tudo como forma de compensar algumas coisas, como a falta de tempo, e contra mim falo. Cristina - Não sinto que tenha mudado como pessoa, mas ficamos realmente mais sensíveis a determinado tipo de coisas que até então não nos diziam muito. O que aconteceu com o nascimento do José Maria foi que fiquei com muito menos tempo do que tinha. - Essa consciência que têm do futuro não faz com que não queiram ter mais filhos? Pedro - Não necessariamente. A vida não proporcionou que tivéssemos mais filhos, mas não quer dizer que isso não venha a acontecer. Não é essa visão pessimista que nos impede de termos filhos, pois caso contrário não teríamos tido nenhum. Acho que o facto de ter um filho me leva a pensar no futuro de forma muito menos egoísta, mas também me limita a margem de manobra. - Namoraram quatro anos. Como recordam esse tempo? Cristina - Quando nos conhecemos, dávamo-nos como o gato e o rato, pois somos diferentes em algumas coisas e o verdadeiro exemplo de que os opostos se atraem. Mas a determinada altura o Pedro começou a precisar da minha ajuda para os apontamentos das aulas e a partir daí começámos a aproximar-nos. - Alguma vez sentiram que devido às profissões perderam coisas do crescimento do José Maria? Pedro - Julgo que não. É óbvio que gostaria de ter mais tempo para estar com o meu filho, mas penso que hoje em dia é o que todos os pais querem. Tenho uma vida profissional muito exigente e que me obriga a ter horários diferentes dos normais, mas acho que não vale a pena batalhar-se por causas perdidas. Foi esta a vida que escolhi, gosto imenso do que faço e é isso que quero fazer. A única coisa que posso fazer é aproveitar bem o tempo em que não estou a trabalhar. Felizmente tenho os fins-de-semana livres, coisa que nem todos os jornalistas têm, e nessa altura tento compensar as horas da semana em que não estou em casa. Não me arrependo de nada, porque acho que passamos juntos um tempo de qualidade, o que é muito mais importante do que a quantidade. Cristina - Não sinto que tenha perdido nada, mas tenho igualmente uma profissão que me ocupa muito tempo e que sem o apoio dos meus pais seria um pouco incomportável. Fica-se sempre com a sensação de que o tempo não é suficiente, mas penso que mesmo que o tivesse, achava sempre que era pouco, e, tal como o Pedro disse, conseguimos mesmo compensar no fim-de-semana. - Vêm regularmente a S. Miguel, até porque têm cá amigos. É uma ilha de que gostam? Pedro - Sou um apaixonado pelos Açores e por S. Miguel, que é uma ilha lindíssima, com todas as condições para ter um turismo de excelência, onde se passam férias magníficas, pois tem tudo, mar, paisagens lindíssimas, boa gastronomia, pessoas simpáticas... Costumo dizer que, felizmente, já tive oportunidade de estar em muitos locais mágicos do mundo, como a Amazónia, o Sara ou o lago Nakuru, e se me perguntassem onde queria voltar, escolheria sempre os Açores. Tenho uma grande paixão por estas ilhas e espero que continuem a preservar esta paisagem natural. Cristina - Adoro esta ilha. Também vivem cá dois casais amigos com filhos de quem temos saudades e, por isso, temos sempre de cá voltar. O casal e o filho partilharam emoções fortes durante dias únicos de diversão na ilha de S. Miguel. Casados há dez anos, o jornalista e a mulher aproveitam fins-de-semana como este para não perderem o romantismo. Nestes momentos, o casal faz questão de ter por perto o filho, José Maria, que, tal como os pais, não recusa um programa divertido. "É fundamental olharmos para nós como uma só pessoa, ajudando-nos um ao outro e suportando os momentos difíceis." (P.P.) "O bom casamento que temos é uma das razões pelas quais conseguimos evoluir tanto profissionalmente." (Pedro Pinto) A estreia do jornalista da TVI no surfe foi marcada por muita diversão e espírito de aventura. Apesar de preferir andar sobre duas rodas, esta modalidade conquistou-o. Devido à sua profissão, Pedro Pinto já esteve nos quatro cantos do mundo e visitou locais impressionantes, como a Amazónia, o Sara e o lago Nakuru, mas, segundo o jornalista, é nos Açores que se sente realmente bem. A companhia da família é que torna cada viagem especial.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras