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Juntos há sete anos, Rodrigo Herédia e Rita Fernandes são um casal especial, que se completa até nas diferenças

Redacção Caras
17 de julho de 2008, 00:00

A maioria das vezes são as diferenças que fazem as semelhanças e Rodrigo Herédia, de 37 anos, e Rita Fernandes, de 34, não são excepção. Juntos há sete anos e casados há quatro, confessam-se bastante diferentes um do outro, mas revelam também que é esse facto que faz com que se sintam felizes lado a lado e queiram envelhecer juntos.Habituados a aproveitar todo o tempo que têm disponível para estarem em família, Rodrigo e Rita aproveitaram a realização do Seat Surf Trip Açores 2008, organizado pelo empresário na ilha de S. Miguel, para passarem alguns dias de diversão e descanso nos Açores, na companhia dos dois filhos, Miguel, de três anos, e Maria, de dois. - O nascimento dos vossos filhos fortaleceu o vosso amor?Rita Fernandes - Queríamos os dois ter filhos e, quando isso aconteceu, foi a concretização de um sonho. Agora se ficámos mais próximos, isso penso que não, porque já éramos. Acho que esse equilíbrio entre o casal tem de existir antes dos filhos. - E pensam ter mais filhos?Rodrigo Herédia - A ideia inicial era essa, mas hoje em dia não pensamos nisso, pelo menos para já. Abdica-se de muita coisa em prol dos filhos, pois é uma fase muito absorvente e de dedicação. Se bem que nos dá muito prazer, até porque adoramos estar os quatro em família. - O sentido de família é importante para vocês?Rita - É a base. Aí é que reside tudo e é aí que se percebe se se encontrou ou não a pessoa certa. Nós somos um casal no verdadeiro sentido da palavra, adoramos estar em casa e sentimos necessidade de estar juntos. - O facto do Miguel e da Maria terem apenas um ano de diferença deve tornar os vossos dias mais cansativos...Rodrigo - Sem dúvida. São os dois ainda muito pequenos e quando um chora o outro também o faz... Mas depois há a parte boa, que é o facto de crescerem juntos e de brincarem cada vez mais um com o outro. - O Rodrigo está nos Açores em trabalho. Ter a família consigo é compensador ou faz com que esteja mais preocupado?- As duas coisas. É um privilégio e traz sempre um prazer diferente ao evento tê-los comigo, mas também uma maior preocupação, pois além da atenção que tenho de dar aos convidados, também tenho de a dar à família. Mas esta foi a primeira vez que eles cá vieram e ficaram a conhecer a casa que temos cá, e isso deu-me um prazer redobrado. - Para terem comprado aqui uma casa é porque são apaixonados pela ilha...Rita - O Rodrigo adora! Eu prefiro Nova Iorque. [risos]Rodrigo - Há trinta anos que cá venho e tudo me cativa, a tranquilidade que existe e a paz que esta ilha me transmite são inexplicáveis. - Essa é outra diferença que há entre vocês, o Rodrigo é mais desportista, a Rita mais cosmopolita...- É verdade, e aqui nota-se imenso, eu era capaz de vir viver para cá e para a Rita está fora de questão. Mas ela há-de vir, porque estou a criar uns negócios aqui e terei de voltar com mais regularidade. [risos] - É difícil conciliarem o papel de pais com o de profissionais?Rita - Às vezes, pois eles são muito absorventes, mais para mim, que trabalho em casa. Para o Rodrigo, como o trabalho dele é feito no exterior, torna-se um pouco mais fácil. - Quem é mais fã e quem é mais crítico?- Eu sou fã e crítica do Rodrigo, mas acho que ele é capaz de ser mais crítico em relação a mim.Rodrigo - Somos duas pessoas completamente opostas, pois a Rita tem alma de artista, com um lado mais desligado e flutuante, e eu sou muito mais realista e prático. Para mim, só existe uma cor, para a Rita existem várias tonalidades. E isso torna mais fácil criticá-la. - A Rita pinta e escreve. Qual das duas é a sua maior paixão?Rita - Acho que a pintura, pelo menos será a minha prioridade, pois estou com uma idade em que não consigo fazer as duas coisas. - Apesar das diferenças que ambos assumem ter, também reconhecem ser um casal feliz...- Sem dúvida alguma. Somos diferentes em muita coisa, o que acaba por resultar. E funciona também como uma aprendizagem, pois é um caminho que se vai trilhando de acordo com os dois e com as cedências que cada um vai fazendo em função da maneira de ser do outro. Graças a Deus tem sido tudo muito positivo e as nossas diferenças evidentes têm acabado por nos unir cada vez mais.

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