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Ana Lúcia Palminha: "Se surgirem tabus, esborracho-os com o pé"

Aos 28 anos, a actriz conseguiu ser escolhida para o papel da protagonista do musical "Cabaret".

Redacção Caras
17 de julho de 2008, 00:00

Andavam à sua procura e encontraram-na. Ana Lúcia Palminha vai ser Sally Bowles na versão portuguesa para palco de Cabaret (musical da Broadway que, na versão cinematográfica, deu um Óscar a Liza Minnelli, em 1972). Foi com surpresa que a actriz, de 27 anos, ouviu o seu nome quando anunciaram a vencedora de À Procura de Sally, o programa de televisão que tinha como objectivo escolher a protagonista para o musical, que vai estrear a 10 de Setembro, no Teatro Municipal Maria Matos, e cujos bilhetes já estão à venda.Tendo o teatro como formação de base, Ana Lúcia começou de imediato com aulas de dança, para se preparar para este 'triatlo artístico' - a mistura de teatro, canto e dança necessária para este espectáculo. Apaixonada pelo que faz, a actriz vai deixar tabus de lado para dar vida a esta personagem que vai levar muitos portugueses a espreitar pelo 'buraco da fechadura' para ver como se vive a sedução, a loucura e a arte dentro de um cabaré. - Por que é que se candidatou para este papel?Ana Lúcia Palminha - Por vários motivos. Desde logo percebi que podia ser uma experiência muito enriquecedora. Sabia que ia aprender muito e que ia passar por algo novo. O grande desafio foi juntar dança, representação e canto. A união deste triatlo artístico é rara e muito apetecível. E depois a personagem Sally Bowles é um mundo. Ela é única e fantástica. É um papel maravilhoso para qualquer artista. Sei que vou ter de me transcender todas as noites. Terei de me renovar constantemente, para não me cansar de mim própria. - O que é que foi buscar de si para dar a esta Sally?- Penso que, tal como a Sally, sou uma pessoa forte. Depois, e também como ela, acho que tenho uma certa infantilidade. Embora eu tenha um ar mais maduro e sério, também tenho os meus momentos de loucura e de imprevisibilidade. Só tenho de pegar neles e exagerá-los. E sei que vou ter de criar muitas emoções dentro de mim que vão rebentar. Vai ser um turbilhão de sentimentos.

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