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Mariza partilha palco com Kiri Te Kanawa nos 50 anos da Estoril Sol

Redacção Caras
10 de julho de 2008, 00:00

As comemorações dos 50 anos da Estoril Sol, que têm vindo a decorrer desde o início do ano, atingiram o auge com o espectáculo da soprano neo-zelandesa Kiri Te Kanawa. E auge é a palavra certa, já que Mário Assis Ferreira, administrador da empresa, não entende esta gala como o culminar de algo: "Porque quando olho para esta festa, quando vejo as pessoas que aqui compareceram, as altas individualidades que aqui estão presentes, entendo o simbolismo dessa presença como consagração de tudo aquilo que nós dedicamos à arte, à cultura e ao espectáculo. Penso que mais do que uma celebração, mais do que um zénite, nós estamos a partir para outro desafio, para outros cinquenta anos, dos quais espero estar cá uma parte." E a celebração não o seria por completo sem a presença de Stanley Ho, presidente da Estoril Sol, que veio acompanhado pela mulher, Ângela, e pela filha, Florinda. Depois do jantar, o empresário chinês subiu ao palco para um pequeno discurso - primeiro em inglês, depois num português esforçado -, em que fez questão de frisar: "Passados cinquenta anos, sou um homem mais maduro." Frase que arrancou uma gargalhada geral da plateia, que aplaudiu o esforço de Stanley Ho. E porque se comemoravam os 50 anos da fundação da Estoril Sol, muitos foram os convidados que recordaram alguns dos momentos passados exactamente no Casino Estoril, que é um dos espaços do grupo. É claro que muitas galas foram evocadas, e até a ausência de Elton John, que foi sublinhada por Maria de Belém, visita habitual do Salão Preto e Prata, onde já aplaudiu várias estrelas. Francisco Pinto Balsemão, por seu turno, lembrou, sorrindo, "os primeiros Carnavais, que eram fantásticos. Eu tinha vinte e poucos anos e diverti-me muito aqui. Lembro-me que vinham cá muitas estrelas de cinema". Quem também recordou o Casino Estoril dos seus tempos de menina foi Victória Fernandes, que ali ia "muitas vezes, principalmente no Verão, com os meus pais. Tenho até fotografias tiradas aqui, com a família toda. Lembro-me dos jantares aqui, tinha eu 12 anos. E claro que, mais recentemente, recordo as galas que aqui têm sido feitas", referiu Victória, frisando que nunca experimentou qualquer tipo de jogo, quer nas máquinas, quer de azar, "pura e simplesmente porque não gosto e nunca joguei". Em noite de gala especialíssima, o jantar foi servido no Du Arte Lounge, em sistema de bufete, e só depois os convidados avançaram para o Salão Preto e Prata, onde Kiri Te Kanawa interpretou um reportório que incluiu obras de Manuel de Falla, Bellini, Massente, Puccini e Gershwin, acompanhada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direcção do maestro Julian Reynolds. E foi com Gershwin que Mariza subiu ao palco, para partilhar Summertime com a soprano. O público rejubilou e de certo que até a soprano percebeu a grandeza da fadista portuguesa de que o mundo fala. E quando Mariza cantou Ó Gente da Minha Terra, reconquistou os cerca de novecentos convidados que encheram a sala e que, no final, aplaudiram a fadista. "A soprano foi muito boa, mas a Mariza foi espectacular", começou por afirmar António Capucho, presidente da Câmara de Cascais e melómano, secundado por todos quantos nos deram a sua opinião, entre eles o ministro da Economia, Manuel Pinho, Cristina Möhler, Celeste Cardona e Maria de Belém. Foi, sem dúvida, uma noite de divas esta que assinalou um jubileu que marca, com certeza - e como é desejo da Estoril Sol -, o início de novos desafios.

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