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Aos 58 anos, Edite Estrela fala de amor sem limites

Redacção Caras
9 de julho de 2008, 00:00

Há quatro anos a fazer a ponte aérea entre Lisboa e Bruxelas, Edite Estrela, de 58 anos, deputada e presidente da delegação portuguesa do grupo socialista no Parlamento Europeu, diz que, apesar da correria e das saudades da família, ainda aguentaria "mais um tempo a fazer este trabalho". A confissão foi feita por ocasião do lançamento do livro da médica Maria do Céu Santo, Amor sem Limites, título que apresentou e que deu o mote à conversa que a CARAS teve a oportunidade de manter com a eurodeputada. "No amor, não é só a quantidade que conta, mas também a qualidade. Já passei a barreira dos 50 anos e, portanto, já tenho um amor mais maduro, com outro tipo de exigências, que não é propriamente a frequência mas, como eu dizia, a qualidade. É importante que haja harmonia entre o casal, que as pessoas encontrem o seu equilíbrio afectivo e que haja grande compreensão entre os dois", começou por dizer Edite Estrela, quando lhe propusemos falar do seu "amor sem limites" pelo deputado Rui Vieira, seu marido, pelas filhas, Patrícia e Filipa, e pelos netos. A compreensão que o marido tem pela sua vida de nómada, fruto do profundo conhecimento que também tem do mundo da política, foi o que a eurodeputada destacou em seguida: "A actividade política é muito intensa, exige muito de nós. Não há horários, não há fins-de-semana nem noites livres... É preciso que possamos contar com o apoio e compreensão do outro, senão não é possível continuar-se a viver juntos." Embora confesse que ainda conseguiria estar mais algum tempo em Bruxelas, Edite Estrela não esconde as saudades que sente dos netos, Diogo Maria e Vicente Maria, filhos de Patrícia, e Francisco, filho de Filipa. "O mais difícil de aguentar são as saudades que tenho deles. É fantástico poder acompanhar a descoberta da linguagem e as interrogações que já colocam. Questionam-me sobre os mais variados assuntos. Vê-los crescer é um privilégio. O mais pequenino, quando vê um avião, diz logo: 'Avó Dite'", contou, orgulhosa Edite Estrela, que não se cansa de contar as últimas gracinhas dos netos: "O mais velho, o Diogo Maria, há dias dizia-me: 'Ó avó, demora tanto a ser grande!'" Para matar as saudades, a avó Dite, como é carinhosamente tratada pelas crianças, telefona diariamente às filhas, para trocar algumas palavras com os netos. "Mas nem sempre eles querem falar", explicou, compreensiva, para logo acrescentar: "Não é fácil conciliar uma actividade profissional intensa com a vida familiar e, sobretudo, com a dos netos. Quando as minhas filhas tinham a mesma idade, eu também estava muito ocupada com a profissão e hoje arrependo-me de não ter acompanhado par e passo alguns momentos da vida delas, mas é assim, é a ordem natural das coisas. Reconheço que agora tenho outra disponibilidade mental para valorizar aquilo que é verdadeiramente importante."

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