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São José Lapa e a filha, Inês, juntas na vida e no palco

São José Lapa e a filha, Inês, juntas na vida e no palco

São José Lapa e a filha, Inês, juntas na vida e no palco

As duas actrizes encontraram no Espaço das Aguncheiras um espaço acolhedor onde têm dinamizado uma cooperativa cultural

Redacção Caras
2 de julho de 2008, 00:00

O Espaço das Aguncheiras, perto do cabo Espichel, foi o local escolhido para esta produção fotográfica. Uma opção óbvia, já que é ali que mãe e filha se dedicam, há quatro anos, a gerir uma cooperativa cultural para a qual contribuem as ideias e ajudas de vários amigos. O objectivo é descentralizar o teatro, paixão comum de São José Lapa, de 57 anos, e de Inês Lapa Lopes, de 33, cuja sintonia é evidente. Dia 5 de Julho estreiam O Tio João, adaptação de O Tio Vânia, de Anton Tchekov, numa encenação de São José e cenografia de Inês, na qual participam ambas como actrizes. Mais um sinal da cumplicidade e sintonia de ambas, que foi bem evidente durante esta tarde soalheira que passaram connosco. - Já trabalharam juntas várias vezes e preparam-se para dividir novamente o palco. Não se torna complicado?São José Lapa - Só utilizaria a palavra complicado no sentido em que o à-vontade entre nós é tão grande que é mais fácil apontar alguma coisa do que a um mero colega.Inês Lapa Lopes - A minha mãe é muito directa em tudo o que diz e não apenas a mim, comigo só me chateia quando começa a dizer que estou muito magra. [risos] - Isso é uma atitude típica de mãe...- Claro. Por um lado, somos profissionais e evitamos misturar as coisas, por outro, não consegui­mos deixar de ser mãe e filha. - Costumam ser críticas uma da outra? São José - A minha filha tem uma coisa maravilhosa, pois é muito delicada, ao contrário de mim. [risos] - Não será essa diferença que vos complementa? - Provavelmente, sim... - Esta é uma profissão de altos e baixos. Nunca aconselhou a Inês a seguir outro caminho? - Nunca lhe facilitei nada, caso contrário, ela teria começado no teatro muito antes, mas também nunca a impedi. Inês - Eu fui educada pela minha mãe e foi com ela que sem­pre vivi, por isso, também assisti aos altos e baixos da profissão, e isso também me demoveu, de alguma forma.

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