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José Raposo: "Os meus filhos são a minha razão de existir"

Redacção Caras
11 de junho de 2008, 00:00

Quase se pode dizer que o comboio é a sua casa actual. A dividir o tempo entre o Porto e Lisboa, já que acumula as gravações da próxima novela da SIC, Rebelde, com os ensaios do novo musical de Filipe La Féria, Um Violino no Telhado - que estreia ainda este mês no Teatro Rivoli -, José Raposo sente-se numa corrida contra o tempo. Apesar de cansado, está, acima de tudo, feliz por fazer o que mais gosta: representar. O actor prepara-se para uma longa temporada na Invicta, protagonizando o musical americano que retrata uma comunidade judaica na Rússia czarista do início do século XX, assumindo o papel de Tevye, o alegre e bonacheirão leiteiro da aldeia. Tendo como pretexto este seu novo trabalho no teatro, o actor falou à CARAS da profissão e da volta de 360 graus que a sua vida deu após a separação, há cerca de um ano, da actriz Maria João Abreu, de quem tem dois filhos, Miguel, de 22 anos, e Ricardo, de 15. - Não o assusta protagonizar um musical que correu mundo e que, inclusivamente, no cinema foi candidato a vários Óscares, incluindo o de melhor actor? José Raposo - Claro que sim, exactamente pela responsabilidade que exige este papel, que qualquer actor gostaria de fazer. Mas também por isso acho que sou um privilegiado, cheio de sorte e estou felicíssimo. Este é um clássico dos musicais americanos e para mim é um privilégio fantástico fazê-lo. Quero fazer este projecto com muita dignidade, para justificar a aposta do Filipe La Féria, a quem estou muito grato pelo convite. - Está preparado para uma longa temporada no Porto? - Venho ao Porto desde que me estreei em teatro, em 1982, portanto, tenho uma relação boa com esta cidade, onde o público é muito generoso e espontâneo. Gosto da cidade, de andar a pé, de passear pela Ribeira, adoro a gastronomia nortenha, e até já engordei uns quilinhos! - Mas tinha emagrecido bastante. Como é que aconteceu? - Emagreci cerca de 15 quilos. Sinto-me muito bem, porque eu estava de facto gordo. E sentia-me mal, cansado, os valores do colesterol estavam à beira de bater naquele nível nada aconselhável. Foi uma decisão que tomei de um dia para o outro. Comecei a comer menos, mas não fiz mais nada de especial. - E mantém o hábito de fumar um charuto todas as noites? - Não, continuo a manter o hábito do charuto, mas fumo menos. Não me estava a fazer muito bem. Cheguei a fumar cinco charutos por dia, o que era uma estupidez. - E continua a viver no campo? - Não, agora estou em Cascais, mas não será com certeza definitivo, até porque nisso das minhas residências nunca estive muito tempo num mesmo sítio. - Foram muitas as mudanças nos últimos tempos? - [risos] Pois foram. Não gosto muito de me pronunciar em relação à minha vida particular. Sei que somos figuras públicas e estamos expostos e o privado acaba por se saber, é óbvio, mas eu não me sinto muito bem a falar disso, neste momento. - Mas sabemos que se separou. Como é que ultrapassou esse lado, de começar a viver sozinho? - Pormenores a que não ligo muito. Devo dizer uma coisa, e essa é uma questão particular, mas vou falar dela porque é de facto o que é mais importante na minha vida, que são os meus dois filhos. Nem tenho tido tempo para estar com eles, e isso para mim é que é a grande infelicidade da minha vida, actualmente. Não tenho sido, infelizmente, o pai ideal, se bem que da parte deles há uma compreensão extrema, pois sabem que eu os adoro, que os amo. O que eu mais prezo e amo na vida são os meus filhos, são a minha razão de existir. Tenho tido muito pouco tempo para estar com eles, e isso é a única coisa que me magoa e fere mesmo muito. São dois seres humanos extraordinários. Sou um pai muito sortudo. Ser pai foi o melhor que me aconteceu enquanto ser humano. É muito difícil de explicar, é um sentimento tão profundo! - É um homem feliz? - Sim, pode dizer-se que sou feliz. Tenho os meus dois filhos, que são a minha grande paixão, e em termos profissionais faço o que quero e gosto. - Não se sente solitário? - Não! - É um bon vivant? - Gosto de boa comida e do meu charuto. Se pudesse, seria um boémio. - Foi divulgado que teria uma nova relação. É verdade que encontrou de novo o amor? - Não vou responder! [risos]

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