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João Moura partilha 30 anos de carreira com os filhos

Redacção Caras
4 de junho de 2008, 00:00

Desde os 18 anos que João Moura se dedica ao toureio a cavalo e desde então tem coleccionado sucessos pelas praças mais importantes de Portugal, Espanha e México, que fazem dele um dos mais importantes nomes da tauromaquia portuguesa. Aos 48 anos, João mostra-se orgulhoso da carreira, assume momentos menos bons e confessa que a maior motivação para continuar a tourear é o facto dos seus dois filhos, João Moura Jr. e Miguel, de 19 e 11 anos, se terem dedicado à mesma arte. É com eles e com o sobrinho, João Augusto, que vai celebrar os 30 anos de carreira numa corrida no Campo Pequeno, em Lisboa, no dia 5 de Junho. Só a filha Rita, de 16 anos, não se tornou toureira. Entretanto, o cavaleiro, que está separado da mãe dos filhos, Teresa Brás, voltou a apaixonar-se, por Filipa Teles de Carvalho, de 26 anos, de quem espera mais um filho, que deverá nascer em Agosto. Mais uma aventura na vida do toureiro... - Passou os últimos 30 anos a tourear. Que balanço faz?- Foram 30 anos com bastantes triunfos. Tenho conseguido todos os êxitos que qualquer toureiro ou profissional deseja na sua carreira. Consegui quase tudo... e acho que posso orgulhar-me disso. Foi difícil, mas muito bom, ter conseguido atingir os objectivos. - Em algum momento pensou desistir desta carreira?- Tive altos e baixos, como em todas as carreiras. Foi complicado, tentei sempre manter-me no topo, mas vivi alguns fracassos, porque nem sempre é como queremos. - Recorda algum momento mais especial?- Existem sempre momentos mais especiais: quando toureei sete touros em Santarém, ou a minha alternativa, que aconteceu há 30 anos, ou as saídas em ombros de Madrid... enfim, muitos momentos. - O que sente um toureiro quando sai em ombros?- É quando se chega ao topo, quando se consegue o triunfo máximo. Na praça de Madrid, Lisboa ou no México, que foram sítios onde saí em ombros, foi muito especial, porque são locais muito importantes. Quando era miúdo, sonhava ser toureiro e triunfar em todos estes sítios, e foi muito bom consegui-lo. - Fica orgulhoso com o que já conseguiu até hoje?- Claro que sim. Dá-me uma grande satisfação e prazer, porque ninguém me ofereceu nada e tudo o que consegui foi pelo meu esforço. - Hoje, sente-se orgulhoso por ter os seus filhos ao seu lado?- Os meus filhos são o que me dá mais força para continuar a tourear. Fico feliz por eles quererem ser toureiros. O João já está no bom caminho, o Miguel está a começar e o João Augusto, meu sobrinho, está a iniciar-se no toureio a pé. Motiva-me muito tê-los a meu lado. - Por outro lado, é uma profissão arriscada. Não tem medo pelos seus filhos?- Não. É uma profissão de risco, mas, no fundo, em todas as profissões tem que se ter o seu risco. Aquilo que aprendi durante estes 30 anos é o que tento passar-lhes e é a minha forma de contribuir para a felicidade deles. - E acabam por passar mais tempo juntos...- Sim, passamos boa parte do dia juntos, a treinar, damo-nos muito bem, e isso é muito bom. Os meus filhos e os meus sobrinhos são o que mais gosto na vida e fico satisfeito por poder passar tanto tempo com eles. - Esta vai ser a primeira vez que toureiam os quatro juntos?- Sim. Sentimos uma grande responsabilidade, sobretudo porque é no Campo Pequeno. É um risco, mas penso que vai ser um ambiente de festa muito bom para celebrar os meus 30 anos. E é a melhor forma de celebrar este momento. - Já a sua filha não parece interessar-se tanto pelos touros...- Ela monta a cavalo e gosta das lides, mas não de tourear. - Entretanto, passou uma fase difícil com o divórcio, embora agora mantenha uma boa relação com a sua ex-mulher...- Sim. - Imagino que para os seus filhos o processo tenha sido complicado...- Sim, são sempre fases complicadas da vida, mas aconteceu e tivemos que lidar com isso. - Entretanto, refez a sua vida sentimental e prepara-se para ser pai de novo.- Sim, é verdade. - Como imagina que vai ser, ao fim de tanto tempo e com filhos já crescidos, voltar a ser pai?- Fico satisfeito, é sempre bom... Esperamos que seja outro toureiro. Acima de tudo, fico muito contente. - É complicado lidar com a diferença de idade que tem da sua companheira?- Não. De facto temos uma grande diferença, ela tem 26 anos e eu 48, mas lidamos bem com isso. Damo-nos muito bem.

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