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Neto de Humberto Delgado refuta tese sobre a morte do 'General sem medo'

Neto de Humberto Delgado refuta tese sobre a morte do 'General sem medo'

Neto de Humberto Delgado refuta tese sobre a morte do 'General sem medo'

Dezenas de convidados foram ao lançamento do livro "Humberto Delgado

Redacção Caras
14 de maio de 2008, 00:00

A tarde foi de emoção, mas sobretudo de um forte sentimento de liberdade. Frederico Delgado Rosa, neto de Humberto Delgado, dedicou os últimos sete anos da sua vida a investigar exaustivamente o assassinato do general e da sua secretária, cometidos pela PIDE em 1965. Agora, num livro intitulado Humberto Delgado - Biografia do General Sem Medo, o neto do general refuta a tese de que o avô terá sido morto a tiro pela PIDE, afirmando que a sua morte terá sido causada por sucessivas contusões cranianas, sendo que a fatal terá sido uma pancada na nuca. "Humberto Delgado é um mito do século XX e os portugueses merecem saber a verdade sobre a sua morte. Quando iniciei este livro, nunca imaginei que viesse a descobrir uma mentira tão espectacular sobre o assunto, embora a motivação do livro não tenha sido essa. Foi uma surpresa total e tive de revirar tudo e chegar a conclusões completamente contraditórias em relação ao que a justiça do pós-25 de Abril disse ser a verdade", explicou o autor do livro, momentos antes da sua apresentação, que teve lugar no Palácio de São Bento, em Lisboa. A biografia foi apresentada pelo general Pedro Pezarat Correia e por Judite de Sousa, que estava naturalmente feliz com o convite. "Este é um livro de coragem, palavra intimamente ligada a Humberto Delgado. O Frederico ousou de uma forma frontal de procurar a verdade e apontar e criticar a quem de direito. No final, o livro cresce e apodera-se de nós, pois chegamos a um ponto de não retorno", disse a jornalista, perante dezenas de convidados. Bastante nervosa estava Alexandra Lencastre, que foi convidada para ler excertos do livro. "Para mim é uma honra estar numa sala como esta e poder fazer parte de um dia como este. Tudo o que tenha que ver com liberdade e democracia tem que ver comigo. Além do imenso respeito e inspiração que sinto pelo general, nutro também uma ternura especial pelo homem que foi", revelou a actriz. A sessão terminou com a actuação do Coro de Câmara de Lisboa, que interpretou duas canções revolucionárias dos anos 50.

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