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Actriz Kim Cattrall de volta a 'Sexo e a Cidade'

Redacção Caras
14 de maio de 2008, 00:00

Samantha Jones é, sem dúvida, a mais irreverente, descomprometida e ousada das quatro amigas de Sexo e a Cidade, a multipremiada série de culto originalmente transmitida pela cadeia de televisão americana HBO e depois um pouco por todo o mundo. O sucesso das aventuras - sexuais e não só - de Samantha, Carrie, Charlotte e Miranda foi tal que, depois de seis temporadas da série (entre 1998 e 2004), as quatro voltaram a reunir-se em 2007 na rodagem do filme Sexo e a Cidade, que tem estreia marcada para dia 5 de Junho, sendo a antestreia assinalada por uma festa com o apoio da CARAS. A actriz Kim Kattrall, que deu vida a Samantha, reconhece que tem para com a personagem uma enorme dívida de gratidão, pois foi ela que a catapultou para o estrelato, 22 anos depois da sua estreia como actriz. Aos 52 anos, Kim diz que Samantha não é o seu alter-ego, mas revê-se nela em várias facetas. Uma delas é o facto de viver há três anos uma relação com um homem muito mais novo: o chef de cozinha Alan Wise, canadiano como a actriz, tem apenas 29 anos. - Como foi voltar à pele de Samantha Jones?- Não podia ter sido melhor! É tão fácil entrar no clima de Samantha... Estivemos juntas e passámos por tantas coisas nos últimos anos... E, graças a ela, hoje sou respeitada como actriz. Samantha colou-se a mim como uma segunda pele, ao ponto de a certa altura as pessoas nos confundirem. Ela é um ícone e as pessoas tendem a assumir que eu também sou. Muitas ficam desapontadas quando me conhecem: "Ah, é você? Onde está aquele mulherão sexy e cheio de atitude?" [risos] Samantha age, pensa e fala de forma diferente de mim, mas, ao mesmo tempo, sinto-me muito próxima dela. Como ela, sou uma mulher que luta para ser bem sucedida, tenho várias amigas, um amor... - Considera Samantha uma mulher comum?- Não diria comum... Aos olhos dos homens, Samantha é um negócio arriscado, porque é poderosa sexualmente falando. - Houve algum momento na série que a tenha marcado especialmente?- A fase do cancro de Samantha marcou-me demais... A cena em que ela conta à Carrie que está doente foi tão bem escrita e dirigida que realmente entendemos o sentido do amor e da amizade. - Qual é o segredo do sucesso de Sexo e a Cidade?- Ter quatro grandes mulheres que, juntas, formam uma mulher completa. E o facto das pessoas se identificarem com as experiências por que elas passam. - E qual é a principal mensagem que transmite às mulheres?- Muitas, mas para mim a principal é: "Não estás sozinha se tiveres amigas." Outra mensagem muito importante é que ser solteira não quer dizer ser uma perdedora. - Depois de ter feito o papel de Samantha, já escreveu três livros sobre sexo...- E produzi um documentário. Acho a sexualidade um tema fantástico, mas a minha vida sexual não é igual à de Samantha. Nunca quis ser uma expert, sou uma curiosa sobre o assunto. Tive e tenho uma vida cheia de experiências, assumo isso, mas não posso responder por que é que alguém não consegue ter orgasmos! Posso até ter uma ideia, mas não posso responder, não sou terapeuta. Nos meus livros, falei de coisas para os casais, por exemplo, que devem melhorar a sua comunicação e quebrar barreiras, porque isso ajudou-me numa certa época. - E alguma vez viveu experiências como as de Samantha?- Divorciei-me no último ano da série e nessa altura senti que poderia ter escrito alguns dos scripts. Era constrangedora a forma como alguns homens se aproximavam de mim: ou tentavam mostrar-se mais poderosos ou então pareciam apavorados. Tive alguns encontros péssimos! - As pessoas passaram a falar mais consigo sobre sexo?- Quando estávamos a fazer a série, sim. E eu adorava quando mulheres nos seus 70 anos me diziam: "Se eu pudesse fazer tudo de novo..." Mas assusta-me ver versões de Sexo e a Cidade em adolescentes de 13 anos. - Em sua opinião, o que é que torna uma mulher sexy?- O autoconhecimento e a autoconfiança. Ter conseguido fazer Samantha quando estava nos meus 40 anos foi maravilhoso. Em Hollywood, as mulheres são consideradas sexy aos 20, não aos 40 e 50. E acho que é por causa do meu sucesso ter chegado consideravelmente mais tarde que me tornei mais segura. - Em Sexo e a Cidade a moda tem papel de protagonista. É uma fashion victim?- Gosto de roupa e de me sentir bonita, mas, sinceramente, não sou obcecada por moda. Desde que tenha um anel poderoso - acho que essa é a marca de Samantha -, estou feliz. [risos] - Ficou com roupas ou acessórios de Samantha?- Do filme, ainda não, porque têm de ser mantidos em segredo até à estreia, mas da série fiquei com algumas coisas. E guardei o telefone de princesa que ela tinha ao pé da cama. [risos] - Tem-se especulado muito sobre a sua relação com Sarah Jessica Parker, diz-se que não se dão bem...- Esse é o tipo de coisa que vende revistas: mulheres a puxarem os cabelos umas às outras. [risos] É um fenómeno estranho, porque nunca se ouvem histórias do tipo sobre Os Sopranos ou outras séries de homens. - O que podemos esperar de Samantha Jones no filme?- Não posso adiantar muito, mas posso dizer que ela se muda para Hollywood para ficar com o homem que ama. E tirar uma nova-iorquina de Nova Iorque é a maior prova de comprometimento com a outra pessoa! - Tal como Samantha, a Kim tem um namorado 23 anos mais novo. Acha que as mulheres andam à procura de um homem-troféu?- Não. Na verdade, nunca me tinha sentido atraída por homens mais jovens. Conheci o Alan no Canadá, no restaurante onde ele trabalhava, conversámos e nem pensei na idade dele. Era mais algo do género: "Hum, vamos aproveitar enquanto estou aqui, de passagem." [risos] Só depois descobri que ele tinha 20 e tal anos. De regresso a Nova Iorque, pensei que não ia vê-lo mais, mas, duas semanas depois, ele apareceu à porta de minha casa. Conduziu durante sete horas só para me dizer olá, e eu pensei: "É melhor estar atenta, isto nunca me tinha acontecido!" E quando conheci a mãe dele, tive a resposta para várias perguntas: ela é uma mulher independente, que sempre trabalhou. Acho que as mulheres que criaram filhos que estão hoje na casa dos 20, 30 anos, são diferentes das que criaram os homens da minha geração e os mais velhos do que eu. Para mim, essa é a vantagem dos homens mais novos, sentem-se mais à vontade ao lado de mulheres independentes. - Quais são os seus segredos de beleza?- Ser feliz! Cuido de mim, mas, acima de tudo, tenho um trabalho que me faz sentir bem e estou rodeada de pessoas que amo. - Sendo o Alan chef de cozinha, deve ser um sacrifício extra para si manter a forma...- Estou numa idade em que tive de escolher entre a cara e o corpo, e escolhi a cara. Tenho cuidado com o que como, mas não quero ser uma magricelas, aliás, isso era um dos pontos da série: nenhuma de nós tinha obrigação de ser magra, somos mulheres a sério.

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