Nas Bancas

Manuela de Sousa Rama fala do seu papel de avó

Redacção Caras
7 de maio de 2008, 00:00

A sua jovialidade e a forma positiva e apaixonada com que encara a vida são visíveis ao primeiro olhar. Apesar de estar afastada do pequeno ecrã há seis anos, Manuela de Sousa Rama é um rosto incontornável da televisão portuguesa, facto que faz com que ainda hoje seja reconhecida na rua. Mãe de três filhos, Katinka e Istvan, fruto do seu casamento com Laszlo Hubay Cebrian, ex-presidente da Disney em Portugal e Espanha, e de Filipa, filha de um primeiro casamento, Manuela é, além de apresentadora de televisão, também jornalista e escritora. E desdobra-se em muitos hobbies, como a jardinagem, a agricultura, o restauro de móveis ou a dança clássica, dança-jazz e sapateado. Foi durante uns dias passados no Grande Real Santa Eulália, onde seguiu à risca o programa Weight Lost, que consiste numa dieta e em vários tratamentos, que Manuela conversou com a CARAS e se assumiu uma mulher feliz e realizada. - É, decididamente, a mulher dos sete ofícios, mas, de tudo aquilo que faz, do que é que gosta mais?- Esse é que é o problema, pois há uma quantidade de coisas que gosto de fazer. Adoro ser jornalista de televisão, adoro escrever, gosto muito de fazer cinema, adoro dançar, e, portanto, é um bocado difícil no meio de tanta coisa decidir o que gosto mais de fazer. - Depois de 22 anos na RTP, relegou a televisão para segundo plano?- Não. Saí quando entrou o Emídio Rangel, e digamos que foram circunstâncias que me levaram a sair, pois considerei que não tinha condições para continuar, e nunca porque tivesse desistido ou deixado de gostar de televisão. - Então, se lhe fizessem um convite para voltar, aceitaria?- Dependeria do projecto. Se fosse na área da Informação, com programas em directo e nos moldes em que fiz... - O seu rosto e a sua voz já passaram por várias gerações. Tem facilidade em lidar com o mediatismo inerente à profissão?- Na altura em que comecei, era mais complicado do que hoje. Actualmente, pululam as estrelinhas de televisão, e num só local encontram-se dezenas... Na minha altura, por exemplo na fase em que fiz o Clube dos Amigos Disney, que foi o programa que mais audiências teve na RTP desde sempre, aí sentia-se na pele a popularidade. E era infernal! Mas ao longo de toda a minha vida em televisão senti isso. Este tipo de coisas tem vantagens e inconvenientes, como tudo na vida. Perde-se a privacidade, pois há sempre alguém que comenta sobre nós, mas também tem o seu lado bom. E quem diz que não tem e não gosta está a mentir redondamente. - E hoje não sente falta dessa atenção?- Não, porque continuo a tê-la. Passaram alguns anos e fico muitas vezes surpreendida por as pessoas continuarem a apontar para mim enquanto conduzo e continuarem a perguntar-me quando volto para a televisão. Claro que não acontece com tanta frequência. - Há já muito tempo que não diz a sua idade nem a dos seus filhos... Por que razão?- Vou dar um exemplo que acho que responde a isso. Quando vou a um casting, não ponho a idade e digo para verem a imagem. Como acho que a minha cara não corresponde à minha idade, ficaria a perder se o dissesse. O que está escrito no Bilhete de Identidade é muitas vezes impeditivo. - Tem medo de envelhecer?- Medo não, mas acho que ninguém gosta. Aquela história de que é muito bom e sabe-se imenso, acho que é uma grande treta. [risos] Acho que não é agradável as pessoas não se sentirem tão bonitas ou tão perfeitas. Não tenho medo, mas não me agrada. - É a favor das plásticas?- Nunca fiz nenhuma, mas não excluo a hipótese. E acho que as pessoas o devem fazer assim que entenderem. As de rosto assustam-me imenso e acho que não seria capaz de fazer. Acho que é um assunto em que tem de se ter conta, peso e medida. - Está a fazer um tratamento que se chama Weight Lost. Em que consiste?- Consiste numa dieta e numa série de tratamentos de corpo. Para mim, passa sobretudo por uma espécie de purificação, que consigo com um regime especial e com os diversos tratamentos. - Com uma vida tão preenchida, não sente por vezes necessidade de estar sozinha?- Sem dúvida. Gosto muito de estar com a família e rodeada dos amigos, mas também prezo e cuido muito da minha intimidade e do meu espaço próprio. Isso é o que também tenho feito aqui, pois não preciso de dividir a minha atenção com coisa nenhuma, nem resolver assuntos de ninguém, e isso também é bastante agradável. - Está casada há 31 anos. Qual o segredo?- Uma fortíssima amizade, porque mais do que as paixões, a amizade inteira e intensa é a base de um bom casamento. E, claro, passa também por uma confiança total e por uma identidade cultural. - Os seus filhos mais novos ainda moram consigo?- Sim, sendo que a do meio foi para Londres trabalhar, mas a casa dela é a minha. O mais novo já acabou o curso há três anos e já está a trabalhar, mas também mora lá. E espero que ambos se mantenham assim. [risos] - É mãe-galinha?- Um bocadinho, mas tenho aprendido a não ser tanto, até porque não se pode exagerar, asfixia os pintainhos. [risos] - E já tem uma neta com três anos. Normalmente, os avós são mais benevolentes do que quando eram pais. Isso passa-se consigo?- Não, e tenho uma relação extraordinária com a Constança, adoramos passar tempo juntas. Ela está constantemente a pedir para ir para minha casa. É uma criança supereducada e disciplinada, basicamente tudo mérito da mãe, e comigo tem as mesmas regras. Acho que sou tão disciplinadora como avó como fui enquanto mãe. As crianças normalmente até gostam mais das pessoas que as disciplinam do que das que lhes deixam fazer tudo o que elas querem. - Como é a sensação de ser avó?- Óptima. A vantagem de sermos avós é que não é em full time e, portanto, temos folgas bastante maiores do que com os filhos, pois há alguém que é responsável por eles em primeiro lugar.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras