Nas Bancas

Adelaide de Sousa fala em adoptar uma criança

Redacção Caras
7 de maio de 2008, 00:00

É talvez um dos rostos mais versáteis da televisão. Aos 39 anos, Adelaide de Sousa é apresentadora, actriz e ainda faz trabalhos pontuais nas mais variadas áreas. Casada com Tracy Richardson há quase cinco anos, a actriz e o fotógrafo americano, de 47 anos, têm sabido ultrapassar as dificuldades de um casamento sem rotinas, sabendo aproveitar as pequenas alegrias do dia-a-dia. É com naturalidade que a apresentadora coloca a hipótese de aumentar a família, desejo que pode passar pela adopção. A CARAS falou com Adelaide sobre esta fase da sua vida, em que a felicidade pessoal e profissional parecem andar de mãos dadas. - Como é que está a ser a experiência de apresentar o Mundo das Mulheres, na SIC Mulher?- É a primeira vez que conduzo um programa diário e em directo. É algo muito diferente de tudo aquilo que já tinha feito. Lembro-me do Jet 7, que já foi há dez anos, em que também entrevistava pessoas, mas não me exigia tanto, e, na altura, também me via de uma outra maneira... É um grande desafio, porque me obriga a uma constante actualização, já que todos os dias falamos de um tema diferente. - Disse que se vê de forma diferente...- Sim, ajuda estar dez anos mais velha. [risos] E isso ajuda a não nos magoarmos muito quando alguém critica alguma coisa no nosso trabalho, bem como nos impede de ficarmos convencidos de alguma coisa que não é verdadeira quando nos elogiam. Estou mais realista e tenho um sentido de autocrítica mais apurado. - Entre a representação, a apresentação e alguns projectos de moda que ainda faz, qual é a sua prioridade?- A prioridade é estar contente comigo própria e tentar encontrar o ponto de equilíbrio. Se as coisas começam a sair fora de controlo, tenho de começar a dizer que não a lgumas coisas para me manter sã. A minha vida privada é o mais importante de tudo e ajuda muito ter pessoas à minha volta que me chamam a atenção e dizem: 'Olha que já não te vemos há dois meses.' - É casada há quase cinco anos. Quais têm sido as maiores alegrias e as dificuldades mais sentidas?- As maiores alegrias têm que ver com o facto de nos vermos a ultrapassar obstáculos que nunca pensámos ser capazes de vencer. É ver que ao estarmos com alguém conseguimos ser melhores pessoas do que alguma vez fomos. Todos temos problemas, mas há sempre um ponto possível de entendimento. Nunca somos inimigos um do outro, mesmo não pensando da mesma maneira. As dificuldades também são um bocadinho essas. Há dias em que não estamos para aí virados e somos mais teimosos. - O casamento não é uma coisa fácil...- E penso mesmo que não é para toda a gente. Há pessoas que efectivamente não têm feitio para estar numa relação de compromisso. A partir do momento em que passa a fase do enamoramento, há muitas pessoas que começam a pensar que nunca mais encontram a pessoa certa. - Pensava assim antes de encontrar o Tracy?- Claro que sim. Tive um ou outro relacionamento em que fui feliz. Não é a primeira vez que tenho uma relação que me realiza, mas dessas outras vezes estava pouco amadurecida. Era pouco disponível para ceder. - E vocês são de uma cultura diferente... Tiveram muitas provas de fogo...- Sem dúvida. E a adaptação, os primeiros três anos, não foram nada fáceis. Por isso é que dizemos que este último ano foi uma autêntica lua-de-mel. Estamos mais equilibrados, mas tudo isso faz parte. O amor é uma força activa que nos transforma a nós, acima de tudo. Ninguém muda ninguém, mas a nossa mudança de atitude perante alguém faz com que a dinâmica da outra pessoa também mude. - Convivem bem com a rotina normal de um casamento?- Eu não sei o que é isso. E tenho saudades da rotina, porque essa permite planear. E nós os dois não temos rotinas. Às vezes, sinto falta de ter uma vida planeada. - Esta falta de planeamento é um dos motivos para ainda não terem filhos, ou não sente vontade de ser mãe?- Não sei... Às vezes sinto essa vontade, mas não é um sentimento permanente. E não sei o que é que isso significa. Sei é que a partir do momento em que engravide não há volta a dar. Ou gosto, ou gosto. [risos] E isso é assustador. Até certa altura da nossa relação, não querer ter filhos foi algo consciente, porque não era a altura certa. Agora não é uma questão de não querer, é não sabermos se é a coisa certa. Um dia gostava muito de adoptar. Não sei se esta coisa de não ter filhos biológicos é algo que me diz que os posso ter de outra maneira. - E o seu marido partilha dessa opinião?- O Tracy nunca tinha pensado nisso. Ao princípio fazia-lhe confusão... Se podemos gerar filhos, por que é que teríamos de os adoptar? Mas adoptar é para todas as pessoas que têm esse espaço no coração. - Está com 39 anos. O envelhecimento preocupa-a, uma vez que é uma mulher bonita?- Não me assusta nada. Tive exemplos na minha família de pessoas a quem o envelhecimento assustou muito. E vi o que isso pode fazer a uma pessoa. Decidi que isso não iria acontecer-me. A ideia de ficar com rugas ou mais gorda não pode diminuir a minha auto-estima ou afectar a minha qualidade de vida. A nossa auto-estima não pode depender daquilo que somos por fora. Tudo é temporário.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras