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Famosas dão exemplo de coragem na luta contra o cancro da mama

Redacção Caras
29 de abril de 2008, 00:00

Tal como Fernanda Serrano, são muitos os exemplos de mulheres famosas, portuguesas e estrangeiras, que tornaram pública a sua luta contra o cancro da mama. Aqui lembramos apenas algumas delas. Foi há cerca de 20 anos que Simone de Oliveira enfrentou um dos piores momentos da sua vida. Na altura, a cantora e actriz, que foi submetida a uma mastectomia, teve o apoio de Varela Silva, seu companheiro de 23 anos, e dos filhos, António Pedro e Maria Eduarda . À CARAS, em Agosto de 2003, Simone revelou:"Quando me diagnosticaram o cancro da mama e fui operada (...) a grande crise de desespero, raiva e medo que explodiu no quarto do hospital foi amenizada pelas mãos e pela voz do meu filho. Ajoelhado aos pés da minha cama, dizia-me: 'Ó mãe, eu estou aqui, olha para mim, olha para mim...' Nunca vou esquecer a força que ele me deu." Em 2003, Simone partilhou a sua história no livro Nunca Ninguén Sabe, para "ajudar as mulheres que têm cancro da mama. Não é uma situação de morte. Pode ser de vida se quiserem, se estiverem atentas, se fizerem rastreios, forem ao médico e não tiverem medo. Eu tive-o. Mas acreditei sempre." Também Patrícia Pillar saiu vitoriosa de uma luta que começou em Dezembro de 2001. A actriz brasileira, que assumiu a queda de cabelo, um dos efeitos secundários da quimioterapia, confessou, numa entrevista à revista Época: "Tive medo quando descobri. Tive muito medo. Senti-me frágil e desprotegida. Chorei em alguns momentos. (...) É surpreendente a força que encontramos em nós quando surge o imponderável. Estava impotente perante os acontecimentos. Passei por muitas emoções. (...) Sentimo-nos muito sós. É um processo solitário." Já curada, Pillar tirou uma lição de vida: "Fantasiamos muito a felicidade. O ideal é tentar um equilíbrio entre batalhar e aceitar." Outro exemplo de força, Kylie Minogue foi operada com êxito em Maio de 2005. "Aprendi que nunca voltamos a um estado normal, ao invés disso, temos de criar um novo estado normal", afirmou a cantora pop australiana depois de ultrapassar o cancro e uma depressão consequente da doença. A apresentadora brasileira Ana Maria Braga, que em Julho de 2001 descobriu que tinha um tumor maligno, disse ao sítio Isto É Gente: "Assumir a doença faz parte da luta." E a cantora galega Luz Casal, que em Janeiro de 2007 - uma semana depois de ter sido operada de urgência -, actuou em Lisboa, deu uma entrevista à CARAS, em Abril último, em que contou a sua experiência perante a adversidade: "Passamos a dar importância às coisas que realmente a têm. Agora, só estou com pessoas com quem realmente me apetece estar. Antes fazia um esforço e agora não." Também foi graças ao diagnóstico precoce que, em Janeiro de 2003, Anastacia descobriu a doença. Nunca baixou os braços e embora também tenha doença de Crohn, sempre se mostrou positiva. Tal como Sheryl Crow, que em Maio de 2006 iniciou a sua batalha. Foi depois de uma mastectomia, um implante de seio, seis sessões de quimioterapia e alguma terapia psicológica que Nina Jonet contou: "Pensei que a minha vida ia acabar, sim. A minha filha tinha 12 anos e pensei na tristeza que seria não a ver crescer." Em Dezembro de 2003, à CARAS, a empresária deixou uma mensagem a todas as mulheres que sofrem do mesmo mal: "Hoje não se morre de cancro da mama. Tem é de se prevenir, fazer o auto-exame, ir ao médico, fazer mamografias, principalmente a partir dos 40. Mas, acima de tudo, digo que não é o fim."

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