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Mariana Monteiro: "Sou romântica, mas não lamechas, e o Daniel retribui"

Redacção Caras
23 de abril de 2008, 00:00

Quem vê a determinação com que Mariana Monteiro representa não diz que tem somente 19 anos. Natural do Porto, foi apenas com 16 anos que a actriz de olhar doce e sorriso rasgado arriscou tudo e veio sem a família para a grande Lisboa. Dona de uma personalidade forte e segura das decisões que toma, Mariana nunca se arrependeu de ter sacrificado parte da sua adolescência para seguir o seu sonho de sempre: ser actriz. Depois de ter começado em Morangos com Açúcar, rapidamente a Nalini da telenovela Fascínios viu o seu talento reconhecido, tendo conquistado um lugar de destaque na lista de jovens talentos promissores. Apaixonada e impulsiva, Mariana tem o companheiro ideal em Daniel Cardoso, de 27 anos, com quem contracenou na série juvenil. Juntos há dois anos, planeiam partilhar casa em breve. - Ser actriz sempre foi o seu sonho? Mariana Monteiro - Tenho um lado apalhaçado em mim. Sempre gostei de brincar. E havia três coisas de que gostava muito: a representação, a política e a astronomia. Nada relacionado entre si, como se vê. Sempre encarei a representação como um hobby e não como uma opção profissional. E os meus pais também não me viam como actriz, até porque, como é natural, preferiam que eu optasse por uma via profissional supostamente mais segura. - Como é que surgiu a oportunidade de começar a fazer televisão? - Em 2005 vim a Lisboa durante uma semana e na altura abordaram-me e sugeriram-me que passasse por uma agência. Eu desconfiei, não era de cá... Pediram-me para tirar umas fotos e, passado um mês, disseram-me que tinha sido seleccionada para o casting dos Morangos com Açúcar. Vim, fiquei no elenco e mudei-me para cá. Não foi fácil, mas era uma oportunidade que não podia recusar. - E como é que viveu essa mudança para Lisboa? - Foi tudo uma loucura. Ligaram-me a dizer que tinha uma semana até começar as gravações. E não conhecia a cidade. Lembro-me de que nos primeiros tempos andava por Lisboa sempre com um mapa na mão, como uma turista. E andava sempre a pé. - Em que é que a sua vida mudou? - Em tudo. Em primeiro lugar, mudei de cidade. Passei a ser independente, a viver à minha custa. Penso que tive uma maturidade, de alguma forma, forçada. - Acha que cresceu demasiado depressa? - Não... Continuo a ser muito criança. Mas também sempre tive um lado adulto. Desde muito nova que me relacionei mais com pessoas mais velhas, por exemplo. A conversa das pessoas da minha idade não me interessava muito. - E como é que tem sido viver sem os seus pais e sem os seus amigos de sempre? - É difícil, e temos de criar a nossa própria vida. Mas se agora tivesse de regressar a casa, talvez me sentisse sufocada. É óbvio que tenho saudades da minha família e dos meus amigos com quem cresci, mas sei que estou no sítio certo. Quando tomo uma decisão, faço-o de forma segura. - Sente que perdeu alguma coisa da sua adolescência por ter começado a trabalhar tão jovem? - Talvez... Mas valeu a pena, porque hoje tenho uma profissão de que realmente gosto. Claro que não quis parar de estudar, como parei no ano dos Morangos com Açúcar. Mas comprometi-me a acabar o 12.º ano e foi o que fiz, apesar de ter sido exigente e difícil. Não me vejo a continuar a estudar sem ser na área da representação. - A precariedade desta profissão não a assusta? - Claro que sim. Mas essa precariedade não se sente só nesta área. Por isso é que quero apostar na formação, para poder dar aulas de representação. - Actualmente interpreta o papel de Nalini na telenovela Fascínios. Identifica-se com a sua personagem? - Gostava de me identificar mais. Adorava ter a calma dela. Sou muito impulsiva e gostava de ser mais pacífica... - Não se deslumbrou com a fama? - Não, de forma alguma. Sei que é possível isso acontecer, sobretudo quando somos muito novos, porque, de um dia para o outro, tudo muda. E lidar com isso pode ser complicado. Penso que termos uma boa formação, bases sólidas, nos ajuda a manter os pés bem assentes na terra. Mas foi um compromisso que assumi comigo própria. E digo a todas as pessoas que, se virem que isso está a acontecer, para me ajudarem. - A participação em Morangos com Açúcar também lhe trouxe um namorado... - É verdade. Para mim é fundamental ter o apoio do Daniel. Ele dá-me muita estabilidade. E em toda esta fase ele foi, e é, muito importante, porque estava sozinha e ele sempre esteve ao meu lado. Não tinha muitos amigos cá e nele encontrei sobretudo um amigo em quem posso confiar totalmente. Não tenho quaisquer segredos com o Daniel. - O que é que mais gosta no Daniel? - Ele tem uma personalidade fantástica. É honesto e muito sincero. E, acima de tudo, é muito companheiro e está sempre presente. - Acha que é uma relação para a vida? - Não gosto de prever o futuro, porque não o sabemos. Mas gostava de estar com ele para sempre. - É romântica? - Sou romântica mas não lamechas. Gosto de fazer surpresas, mas sempre com piada. O Daniel retribui o romantismo. Nisso, somos parecidos. - Profissionalmente, o que tem vontade de fazer? - Quero continuar a aprender, para experimentar outras coisas, como o cinema. Gostava de dar aulas a crianças... Ainda me falta fazer tantas coisas... - É uma mulher bonita... Preocupa-se com a sua imagem? - Sim, mas não me preocupo mais por ser figura pública. Às vezes sou descuidada, nomeadamente com a limpeza da cara. Gosto de estar bem, dou muita importância à roupa, mas não faço muitas extravagâncias nas compras. Gosto de ter vários estilos. Sou uma pessoa muito descontraída. - Como é o seu dia-a-dia? - Adoro ir ao cinema, ao teatro e fazer jantares com amigos lá em casa. Também gosto de pegar no carro e ir à descoberta. São as minhas escapadelas de fim-de-semana e tenho descoberto sítios maravilhosos. - Sente falta de tempo para si, sobretudo nesta fase em que grava muito? - Não consigo sentir essa falta, porque adoro o que estou a fazer e vale a pena o sacrifício. Não podia estar a gostar mais desta oportunidade. Adoro trabalhar. Aliás, sempre que tiro férias começo logo a sentir-me impaciente. A actriz fala da mudança do Porto para Lisboa e de como a ajuda do namorado, Daniel Cardoso, foi determinante. "Se agora tivesse de regressar a casa, talvez me sentisse sufocada. Quando tomo uma decisão, faço-o de forma segura." "No Daniel encontrei sobretudo um amigo em quem posso confiar totalmente. Não tenho quaisquer segredos com ele." "Tenho um lado apalhaçado em mim. Sempre gostei de brincar." "Sou muito impulsiva e gostava de ser mais calma, mais pacífica." Apesar de ser muito ligada à família, que vive no Porto, Mariana Monteiro preza a sua independência. Fazer uma formação na área da representação será um dos próximos passos da actriz. "É fundamental ter o apoio do Daniel. Ele dá-me muita estabilidade. E em toda esta fase ele foi, e é, muito importante."

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