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José Pereira da Cruz: "A justiça saiu prestigiada"

José Pereira da Cruz: "A justiça saiu prestigiada"

José Pereira da Cruz: "A justiça saiu prestigiada"

As reacções do pais do empresário assassinado, um dia depois de Maria das Dores ter sido condenada.

Redacção Caras
16 de abril de 2008, 00:00

Um dia depois de ter sido conhecida a sentença aplicada a Maria das Dores, condenada a 23 anos de prisão por ter mandado matar o marido, o empresário Paulo Pereira da Cruz, em Janeiro de 2007, a CARAS entrevistou o pai da vítima, o médico José Pereira da Cruz. A conversa decorreu no escritório dos seus advogados, na companhia da mulher, Maria Manuel. - Como viveu o dia de ontem? José Pereira da Cruz - Resume cinco meses de emoções. Todas as vezes que vim ao tribunal, revi e relembrei a tragédia. Os julgamentos têm esse grande inconveniente. Fazem-nos relembrar o que queremos esquecer. Este dia da sentença representa o fim desse pesadelo. É claro que sobram ainda os telefonemas dos amigos e uma certa curiosidade, mas este dia marca o fim do pesadelo. - A sua relação com Deus ajudou? - Foi importante. A paternidade de tudo isto está em alguém, não nascemos de improviso! A Fé é um acto de inteligência. A quem tem Fé, como nós, é mais fácil perdoar. - Perdoou? - Pensei muito, dormi mal e decidi enviar o sofrimento para trás das costas. Perdoei. Foi isso que me ajudou a ir ao tribunal ouvir de novo tudo o que se passou com o meu filho. Perdoar! Durante o julgamento, dois dos arguidos pediram desculpas. Acredito que estejam arrependidos. A mãe do meu neto não pediu desculpas, nem ao marido nem à sua memória. Perdoei, mas atenção: perdoar não é inocentar.

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