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Hugo Israel aventura-se numa carreira artística

Redacção Caras
3 de abril de 2008, 00:00

Hugo Israel é um dos mais promissores produtores na área da publicidade. Com apenas 28 anos, o seu currículo já impressiona, mas, apesar de adorar o que faz, Hugo precisava de mais. Desde sempre apaixonado pelas artes, o produtor lançou finalmente um livro de poesia, Amor ah Tona, uma obra que demorou dez anos a completar. E, entre o surfe, o ioga e os dias agitados na agência de publicidade, ainda tem tempo para outra paixão: o teatro. A apostar numa carreira como actor, Hugo prepara-se para se estrear num episódio de uma novela da TVI. A CARAS falou com o escritor, que sonha com o amor, mas continua solteiro, à espera de ser conquistado. - Sempre foi uma pessoa criativa? Hugo Israel - Penso que sim. Sempre tive a necessidade de estar envolvido em projectos que tivessem alguma coisa de arte, daí ter entrado na produção. Aquilo de que mais gosto no que faço é ver que as ideias se podem materializar. Adoro ter uma ideia e torná-la real. Tenho uma enorme necessidade de concretizar aquilo que imagino. - E como é que surgiu o Amor ah Tona? - É uma compilação de poemas que fui escrevendo ao longo de dez anos. E penso que o publiquei no momento certo. Há cinco anos, andava com as folhas debaixo do braço, mas só recentemente propus o livro a uma editora. O amor é o tema principal, daí o título. A gratidão e o amor são dois sentimentos que têm de estar presentes na minha vida. O livro foi a forma que encontrei para exprimir o que sinto. É uma maneira de poder exorcizar as coisas que vivi. - Foi uma forma de fazer as pazes com assuntos que tinha pendentes? - Se calhar... Custa-me um bocado falar sobre isto, porque está relacionado com factos muito íntimos, como o ter crescido praticamente sozinho. Tive de me desenvencilhar por mim próprio. A minha mãe sempre foi muito ausente... Mas, apesar de ser um livro profundamente triste, porque representa a angústia, os desamores, a tristeza, é também um sinal de força, porque mesmo no sofrimento podemos olhar para a frente. Não precisamos de estar debaixo de água, podemos vir à tona. - Vive tudo com muita intensidade... - Sou uma pessoa demasiado intensa. Gosto do improviso e de desafiar o destino. A adrenalina faz-me sentir vivo. Sou uma pessoa que dá muito. Entrego-me inteiro a cada momento da minha vida. - O Hugo é uma pessoa alegre e bastante sociável. Não é paradoxal escrever sobre coisas tristes? - Tudo faz parte de mim. Os momentos tristes e os alegres fizeram de mim quem sou hoje. É o equilíbrio. Sou uma pessoa bem-disposta no meu dia-a-dia e quando escrevo opto por coisas menos alegres. - Passa muito tempo sozinho, em contacto com a Natureza. É aí que vai buscar inspiração? - Sim. E no livro uso muito os elementos da Natureza. Estar em ambientes naturais é uma forma de estar mais perto de mim próprio. E de encontrar a tranquilidade. Durante a semana, tenho dias cheios de stresse, com imenso trabalho, pelo que, sempre que posso, ao fim-de-semana vou para esses refúgios. É ali que recarrego baterias. Preciso desses momentos de solidão, em que estou na praia, por exemplo. O ioga também me ajudou a estar mais focado, mais atento e centrado no que realmente é importante. - É um apaixonado por teatro... - Sim. E é uma das minhas grandes apostas. No teatro posso fazer tudo com muita intensidade e, ao mesmo tempo, vivo coisas novas. Agora, estou a ter formação com o João Mota, do Teatro da Comuna, e não podia estar a gostar mais da experiência. - Tem vontade de constituir família? - Adoro crianças, mas neste momento ter uma família não é uma prioridade. Há objectivos mais urgentes. Ser pai é uma responsabilidade e é necessária uma enorme dedicação. E acho que ainda não estou preparado. - Gosta, portanto, de preservar o seu espaço... - Gosto. Adoro viver sozinho, com o Tião, o meu cão, mas também gosto de ter alguém em casa a partilhar comigo uma vida familiar. Contudo, não é fácil para alguém chegar a mim. Normalmente, sou eu quem chega às pessoas. - E qual é o desafio que se segue? - Não sei o que é que me apetece fazer a seguir. Estou a viver o momento. Agora, quero dedicar-me ao teatro e já penso no próximo livro. Produtor na área da publicidade, lançou um livro e prepara-se para se estrear como actor. Com 28 anos, Hugo Israel lançou recentemente o seu primeiro livro, 'Amor ah Tona', que escreveu sob o pseudónimo de Hugo Villier. "O livro foi a forma que encontrei para exprimir o que sinto." Desde pequeno que o produtor se sente fascinado pelas artes. Para além da literatura e do teatro, o futuro actor também gosta de fotografia. Amante da Natureza, Hugo gosta de passar os fins-de-semana na praia, onde pratica desportos náuticos. "Sou uma pessoa demasiado intensa (...) Entrego-me inteiro a cada momento da minha vida." "Ser pai é uma responsabilidade e é necessária uma enorme dedicação. E acho que ainda não estou preparado."

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