Nas Bancas

Sofia Alves e Celso Cleto estão a um curto passo de adoptar uma criança

Redacção Caras
2 de abril de 2008, 00:00

Boa Noite Mãe é o nome da peça da dramaturga Marsha Norman que Sofia Alves e Celso Cleto acabam de levar à cena na ilha Terceira, nos Açores. Um dos trabalhos mais exigentes da carreira da actriz, que confessou à CARAS estar cansada de novelas e de personagens em que só tem que explorar a beleza física. O casal falou-nos ainda dos seus projectos profissionais - que passam pela gestão de uma sala de 300 lugares, em Oeiras, um telefilme e uma longa-metragem realizados por Celso e a digressão desta peça -, mas também de projectos familiares, que incluem a adopção de uma criança a médio prazo. - Saiu do palco a chorar... É um papel difícil, o da Jesse de Boa Noite Mãe?Sofia Alves - Foi o projecto mais exigente que já tive. É uma personagem muito intensa, que me obrigou a um grande trabalho de construção. Claro que não estou sozinha, tenho o Celso, que é um encenador fantástico, e a Manuela Maria, que o é igualmente enquanto actriz. Mas só com muito trabalho conseguimos fazer coisas de qualidade... - Onde foi buscar a inspiração para criar a personagem?- O texto ajuda muito, mas o Celso estudou muito bem a peça e ajudou-me a preparar a Jesse até aos mínimos detalhes. - Alguma vez estiveram perante um caso deste género na vida real?- Com a questão da epilepsia, não, mas conheci pessoas que se suicidaram, e por vezes não percebemos porquê. Não imaginamos o que vai dentro da cabeça das pessoas. E a falta de diálogo, a mensagem principal desta peça, pode ser um problema muito grave. - Este é um projecto onde a beleza não é explorada, a personagem que interpreta é até bastante simples e discreta...- Só me interessa fazer coisas assim. Não me preocupa nada estar feia, gorda, marreca ou deformada, interessa-me é o trabalho. Já tive o tempo em que era importante a imagem, quando fiz o Ballet Rose, por exemplo. Agora é o inverso. Quero chegar aos 40 a fazer grandes papéis de dramaturgia. O problema é que às vezes ficamos estereotipados e as pessoas pensam que só queremos fazer papéis de pessoas bonitas e arranjadas... - A vossa relação profissional não vos prejudica a nível pessoal?- Separamos muito bem as coisas. Se calhar, muita gente pergunta como é possível passarmos tanto tempo juntos a trabalhar e ainda conseguirmos manter acesa a chama da paixão, mas há espaço e tempo para tudo. - Estiveram longe das luzes da ribalta durante algum tempo e chegou a falar-se de separação...Sofia - Ficámos muito surpreendidos com isso. E também chegaram a dizer que eu estaria grávida... Não sei como inventam estas coisas! - E apesar da gravidez ser falsa, não sentem necessidade de ter um filho em comum?- Para já não, temos outras prioridades.Celso Cleto - Estamos muito completos com aquilo que já temos.Sofia - E não é preciso termos um filho biológico. Gostaria muito, mas não é preciso que assim seja. - Consideram a hipótese de adoptar uma criança?Celso - Sim, temos pensado bastante nisso e é algo que vai acontecer a médio prazo.Sofia - Sim, está para breve, mas não queremos fazer disso uma situação mediática... - Mas é um bom exemplo, tendo em conta a vossa exposição, porque a adopção ainda é um tabu para muita gente...- Para nós não. Penso que é uma forma inteligente de fazer as coisas, até porque já temos três crianças. E o facto de adoptarmos não implica que não tenhamos mais um filho biológico, o que eu gostaria bastante. - Sei que a Sofia tem uma relação muito boa com as filhas do Celso, e que uma delas, a Rita, quer ser actriz... Já falaram sobre isso?- Sim. Falamos muito, e eu sou das pessoas que mais apoia a Rita, porque é imprescindível ela ter liberdade de escolha, independentemente do que achamos ou não da dureza desta profissão. - Como é a relação do Celso com o Guilherme?Celso - Muito boa. O Guilherme é uma criança excelente e tem o sorriso puro da mãe, é uma felicidade vê-los juntos. - Os vossos filhos dão-se bem?- Felizmente, sim. São idades muito diferentes, o Guilherme está com seis anos, a Inês com quase onze e a Rita com 16, o que ajuda a que se entendam muito bem. E o facto de estarmos juntos há seis anos e termos uma relação estável ajuda a criar essa harmonia.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras