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Luz Casal garante, após ter vencido um cancro: "Não tenho medo da morte"

Luz Casal garante, após ter vencido um cancro: "Não tenho medo da morte"

Luz Casal garante, após ter vencido um cancro: "Não tenho medo da morte"

De visita a Lisboa, a cantora galega fala da luta que travou e revela que a sua vida mudou em alguns aspectos

Redacção Caras
2 de abril de 2008, 00:00

Luz Casal não esconde os maus momentos por que passou nos últimos dois anos por causa de um cancro da mama. Aliás, o seu novo disco, Vida Tóxica, é bem o reflexo dos dias de amargura e de incógnita, mas também de muita tenacidade e esperança. Foi durante a gravação do álbum que mais sofreu. O "monstro negro" que a assombrou - por pouco tempo é bem verdade - foi encarado com uma força de viver indómita. Hoje, a cantora galega tem a certeza que foi a sua atitude perante a doença que venceu o pior dos prognósticos: uma mastectomia. "Fiquei apenas com duas enormes cicatrizes no peito direito", disse à CARAS, sem evidenciar qualquer tipo de drama. Preferiu apostar na esperança e dar um pontapé à agonia. Hoje está renovada, apesar das mazelas provocadas pela radioterapia e quimioterapia. - Este disco é resultado da luta que travou contra a doença?- Ninguém percebe que é uma pessoa doente que escreve, compõe e canta este disco. É um álbum gravado em plena doença. É por isso que se chama Vida Tóxica. - O facto de estar doente facilitou ou dificultou o processo de criação?- Foi mais fácil, porque só tinha a minha doença e a música. Não tinha concertos nem outras coisas que me distraíssem. Combater a doença e trabalhar foi o que me ocupou durante o ano de 2007. Sempre fui muito lenta a compor e desta vez foi tudo muito rápido. Para mim, o mais extraordinário deste disco é que não há dor, nem pena, não há tristeza, não há drama, só há esperança e amor. - Teve sempre esperança ou alguma vez pensou que podia ser o fim?- Não tenho medo da morte. Não a desejo, mas não a temo. Quando me disseram que tinha cancro, quando estiveram a ponderar se me tiravam um peito ou não, nunca tive uma atitude de tristeza.

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