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Jennifer Abreu Loureiro, a quatro meses de ser mãe pela terceira vez: "É indiferente que seja menino ou menina"

Redacção Caras
27 de março de 2008, 00:00

Encara a vida sempre com um sorriso e não gosta de fazer planos. Por isso mesmo, foi com alegria que Jennifer Abreu Loureiro, de 31 anos, recebeu a notícia da sua terceira gravidez. A decoradora de interiores e o marido, Bruno Viterbo, já estão juntos há nove anos e, desde então, construíram uma relação baseada no respeito mútuo, no amor e na admiração que têm um pelo outro, sentimentos fundamentais para suportar a ausência de Bruno, que por questões profissionais se mudou para Nova Iorque no início do ano. Casados há sete anos, têm conseguido conjugar harmoniosamente as suas duas religiões - ele é católico, ela judia - na educação dos filhos, Lucas, de seis anos, e Tomás, de quatro. Grávida de cinco meses, Jennifer continua a trabalhar arduamente, e foi com muita satisfação que aceitou o convite para auxiliar o vencedor da campanha Coca-Cola Light Redecora a Vida dos Portugueses a remodelar a decoração da sua casa. - Como tem corrido esta gravidez? Jennifer Abreu Loureiro - Muito bem. Quando a pessoa está bem, tudo acaba por correr bem. Não tenho enjoos nem nada que se assemelhe, por isso está tudo a correr maravilhosamente. - Gosta de estar grávida? - [risos] Adoro. Não me posso queixar. - Foi planeado? - Acho que nenhuma criança o é, [risos] pelo menos nenhum dos nossos filhos foi planeado. Este foi um belo presente de Natal. - Ainda não sabem o sexo... Sendo que só há rapazes na família, preferiam agora uma menina? - Não, só queremos que seja saudável. Seja rapaz ou rapariga, para nós é indiferente, embora ache que haverá um lado positivo se for um rapaz: como já temos dois, já sabemos como lidar com eles. Isso também faria com que este bebé não se sentisse à parte dos outros dois, que, apesar de não serem gémeos, são quase como se fossem, devido à pouca diferença de idades, e, sobretudo, pela forma como se dão. - Eles já se aperceberam que vão ter um irmão? Como reagiram? - Claro que sim, e até já dizem que vão chorar de felicidade quando ele nascer e que vão fazer tudo para ajudar o irmão. - Não a preocupa que eles possam vir a ter algum ciúme? - Não, até porque nunca tiveram um do outro. De qualquer forma, isso pode acontecer a qualquer momento, não precisa de ser com a chegada de um bebé. Se acontecer, vamos ter de saber lidar com isso como pais presentes e atentos que somos. A nossa prioridade é a família e tentamos ser um bom exemplo para os nossos filhos. - Ser mãe de dois rapazes não é cansativo? - Os primeiros dois anos são uma loucura, mas vale a pena. Eles realmente estão muito próximos, fazem tudo juntos e até para nós tudo se torna mais fácil, pois diminui a preocupação, porque eles cuidam um do outro. - Não tem medo das mudanças que outro filho possa trazer à sua vida? - Preocupa-me o facto de não poder, devido à gravidez, fazer tudo aquilo a que me proponho, tanto pessoal como profissionalmente. Preocupa-me se não conseguir pegar-lhes ao colo, se não conseguir brincar com eles como costumo fazer. Em termos de mudanças de vida, não acho que haja nenhuma, acho, sim, que isso acontece com o nascimento do primeiro filho, depois parece-me indiferente o número de filhos que se tenha. - Sempre quis uma família grande? - Eu tenho seis irmãos, o Bruno tem três... Nunca pensei não ter filhos, mas, honestamente, também não pensei ter três. Não foram planeados e não vão ser planeados. Não consigo planear a minha vida dessa forma. A única coisa que planeio é o trabalho e algumas coisas a nível pessoal que têm mesmo de ser planeadas. Quanto ao resto, tento controlar-me para não planear, até porque as coisas acabam por acontecer quer nós planeemos, quer não. [risos] - A Jennifer é judia e o Bruno católico. Que tradições seguem na educação dos vossos filhos? - Eles foram circuncidados numa cerimónia judaica, e, por isso, são judeus, mas vão à igreja católica e praticam. A história é igual, a bíblia é a mesma... - Mas quando eles crescerem vão dar-lhes a hipótese de escolher a religião? - Eu sou judia, e ser judeu é muito mais do que a religião. É a maneira de estar, de pensar, há coisas que não sei explicar, mas que têm que ver com o lado da raça judia. No Verão passado estivemos duas semanas em Israel e acho que eles perceberam pela primeira vez o que é ser judeu e que se sentiram muito em casa. Tudo fluiu naturalmente. Eles pertencem à raça judia, mas, depois, se forem católicos, budistas ou hindus, é indiferente. O importante é que eles saibam que podem contar comigo para tudo. - Já está casada há nove anos. Como tem sido? - Óptimo. Aliás, não me lembro de não estar casada com o Bruno. [risos] - Apesar de conseguirem estar juntos muitas vezes, ainda assim a estada do Bruno em Nova Iorque deve ser complicada para si. Como está a lidar com esta separação? - Claro que é difícil, custa imenso, mas o Bruno está lá a trabalhar e está a adorar e, naturalmente, eu fico muito feliz com o sucesso dele. Não falando como mulher dele, mas como sócia, o Bruno é uma pessoa de total confiança e muito trabalhadora, e se do outro lado do mundo achavam que o trabalho dele seria necessário, não iria ser eu a dizer o contrário. Esta decisão foi tomada a dois, pois somos companheiros e amigos em tudo. - Mas não lhe custa não o ter a seu lado durante a gravidez? - Tem sido muito difícil em termos de trabalho. A nível pessoal, se esta fosse a primeira gravidez, custava certamente mais... Tento sempre ver o lado positivo das coisas. O Bruno está a fazer aquilo de que gosta e conseguimos estar juntos esporadicamente. Para os miúdos, tem sido muito complicado, mas também não deve haver muitas crianças que tenham tido um pai tão presente como o Bruno, que até se ir embora lhes dava banho e os deitava todas as noites. - O facto de estar grávida não foi um obstáculo para a decisão dele? - A primeira reacção do Bruno foi dizer que não ia, mas eu disse-lhe que tinha de aceitar, que era um grande desafio... Até aqui a decoradora de interiores não tem sentido nenhum dos incómodos inerentes à gravidez, pelo que afirma estar a adorar passar pela experiência pela terceira vez. "Nenhum dos nossos filhos foi planeado. Este foi um belo presente de Natal." "As mudanças acontecem com o nascimento do primeiro filho, depois parece-me indiferente o número de filhos que se tenha." No início do ano, Bruno Viterbo mudou-se para Nova Iorque, para trabalhar num projecto novo. Desde então, o casal tem aproveitado todos os momentos livres para viajar e poder estar em família. Apesar das saudades, Jennifer tem sido o maior apoio do marido. Apesar de já ser mãe de dois rapazes e de não haver nenhuma menina no lado da família de Bruno, Jennifer não tem preferência de sexo e até diz que se fosse outro rapaz já estaria mais preparada.

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