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Carla Bruni-Sarkozy atarefada no dia da sua estreia como anfitriã do Eliseu

Redacção Caras
26 de março de 2008, 00:00

Depois de se ter estreado numa viagem de Estado na África do Sul, Carla Bruni-Sarkozy também já teve a sua première como anfitriã de uma recepção a um chefe de Estado estrangeiro no Palácio do Eliseu. O visitante foi o presidente israelita, Shimon Peres, que foi de imediato conquistado pela encantadora primeira-dama francesa. Bruni passou com louvor neste teste, que foi, sem dúvida, um bom treino para a prova de fogo que será, esta semana, a visita oficial de dois dias (26 e 27) ao Reino Unido, onde a aguarda o pesado protocolo de Isabel II. Para o qual a ex-modelo e cantora confessa estar a preparar-se "arduamente". A revista francesa Paris Match acompanhou Carla nas horas que antecederam a recepção a Shimon Peres, "viajando" com ela pelo palácio. O périplo começou no escritório da primeira-dama e na sala de estar das dependências privadas do casal presidencial, prosseguiu pela cozinha, caves e salão de banquetes e terminou à porta do quarto de vestir da nova senhora Sarkozy. Aqui, só ela entrou, pois era chegada a hora de se vestir para a ocasião. São dessa visita guiada por esta cicerone tão especial as fotos que a CARAS publica em exclusivo para Portugal. Casada de fresco com Nicolas Sarkozy, após três curtos meses de namoro, Carla Bruni-Sarkozy teve pouco tempo para se preparar para o seu papel de primeira-dama do Eliseu, mas reconhece que tudo se revelou mais fácil do que imaginava, graças à ajuda preciosa de todo o staff do palácio - dos mordomos e governantas aos copeiros, dos chefes de cozinha aos criados de mesa. "São pessoas apaixonadas pelo que fazem e que respeitam as tradições. Eu dei a minha opinião sobre a iluminação da sala, os arranjos de flores e a música, mas eles é que fizeram tudo", explicou a mulher do presidente francês. Por isso, apesar de assumir que nos dias que antecederam o jantar "estava inquieta, pois é difícil representar França", também confidenciou que está "muito feliz por poder fazê-lo". Foi no enorme salão que lhe serve de escritório, e cujas janelas dão para os jardins do Eliseu, que Carla, vestida de forma sóbria, mas elegante - camisa branca, calças e pulôver pretos -, estudou, de papel e caneta na mão, a matéria teórica para este "exame": a extensa lista de 250 convidados e a planta da mesa, feita de acordo com as rígidas regras das precedências protocolares (que estabelecem o lugar que cada convidado deve ocupar, de acordo com o cargo que desempenha). Depois, a cantora desceu até ao quartel-general do chef Bernard Vaussion, distinguido com o título de Melhor Operário de França. Enquanto supervisionava a fritura de uns linguados, o responsável pela cozinha do palácio presidencial recebeu a "patroa" com amabilidade. A trabalhar no Eliseu desde 1974, este homem, que se pode gabar de ter "servido todo o planeta", comanda um batalhão de cozinheiros de mão-cheia, mas não levou a mal que madame Sarkozy fizesse algumas mudanças no menu, que incluiu delicadezas como espargos verdes e brancos sobre trufas raladas e filetes de rodovalho com cogumelos bravos e risoto de parmesão. Cada banquete de Estado implica, no mínimo, três dias de grande azáfama na cozinha: no primeiro dia recebem-se os produtos encomendados, no segundo dividem-se segundo as necessidades de cada receita, no terceiro cozinha-se e enfeita-se requintadamente cada prato. Tranquilizada sobre o andamento dos preparativos na cozinha, Carla mergulhou em seguida nas profundezas do palácio, onde se albergam mais de 20 mil garrafas de magníficos vinhos, entre os quais algumas reservas de 1949, um ano de excepção. Nicolas Sarkozy nunca bebe álcool (as suas tentações são os charutos e os chocolates), mas faz questão de servir aos seus convidados alguns dos melhores néctares que se produzem no seu país, e confiou na mulher, ela, sim, uma apreciadora de bons vinhos, a tarefa de se certificar que a escolha era perfeita. A ronda de Carla-dona-de-casa terminou na grande sala de banquetes. Inaugurada a 10 de Maio de 1889, por ocasião da Exposição Universal de Paris (para a qual foi feita, por exemplo, a Torre Eiffel), esta sala, onde predominam o dourado e o encarnado, é imponente, com os enormes lustres que pendem dos tectos profusamente trabalhados e pintados. Aqui, a primeira-dama encontra-se com o mestre copeiro e os seus quatro assistentes, que se dedicam, há já nove horas, à delicada tarefa de pôr uma mesa onde nada pode faltar. Ao todo, são 70 as pessoas que se afadigam para que porcelanas, cristais e pratas reluzam, para que as jarras resplandeçam de fresquíssimas flores e para que nem um vinco macule as toalhas, com 37 metros cada, escolhidas entre as 20 mil peças de têxteis para o lar de algodão acetinado ou organza que integram o espólio do Eliseu. Terminada a inspecção, a primeira-dama já tem pouco tempo para se vestir para o jantar, mas a sua carreira de modelo habituou-a, há muito, a trocar-se rapidamente. Reaparece à porta do seu quarto de vestir dez minutos antes da hora marcada para os convidados começarem a chegar, encantadora num elegante vestido Hermès roxo, comprido e de corte assimétrico, que lhe deixa um ombro nu, e com uma maquilhagem tão suave que mal se nota. Carla junta-se finalmente ao marido e, a seu lado, começa uma nova etapa deste longo dia: a conquista da admiração e respeito dos convidados. A CARAS mostra, em exclusivo, a senhora Sarkozy envolvida nos preparativos de um jantar de Estado. No seu escritório (nesta pág.) e na sala de estar do apartamento privado do presidente (pág. oposta), Carla Bruni-Sarkozy estudou a lista de convidados e a planta da mesa para o banquete. Carla verificou o trabalho das equipas de copeiros (foto sup.) e de cozinheiros (em cima) e esteve nas caves (em cima, à dir.). "São pessoas apaixonadas pelo que fazem." (Carla) Dez minutos antes da hora marcada para os convidados começarem a chegar, Carla apareceu à porta do quarto de vestir das dependências privadas do presidente vestida para o banquete. "Dei a minha opinião sobre a iluminação, as flores e a música, mas eles [o 'staff' do Eliseu] é que fizeram tudo." (Carla)

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