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Maria Cavaco Silva: "Sei bem o que não quero"

Maria Cavaco Silva: "Sei bem o que não quero"

Maria Cavaco Silva: "Sei bem o que não quero"

A sua elegância e discrição estiveram em destaque na visita ao Brasil

Redacção Caras
12 de março de 2008, 00:00

O discurso não está estudado. Maria Cavaco Silva é genuína. Não usa, muito menos abusa, do seu poder enquanto mulher do Presidente da República. Tem sempre um sorriso e uma palavra de afecto para distribuir. Nesta viagem ao Rio de Janeiro, por ocasião do bicentenário da chegada da corte portuguesa ao Brasil, a primeira-dama foi, mais uma vez, um exemplo de elegância e sobriedade. Durante uma das cerimónias, emocionou-se ao pegar na primeira edição de Os Lusíadas, datada de 1572, e foi este o mote para a conversa em exclusivo com a CARAS, que decorreu na suíte presidencial do Hotel Copacabana Palace, onde ficou instalada durante os quatro dias desta visita oficial, juntamente com o Presidente da República.- Um dos pontos altos desta viagem foi o momento em que lhe ofereceram uma edição fac-símile do original de Os Lusíadas? Maria Cavaco Silva - Emocionante foi poder tocar no exemplar de Os Lusíadas onde andaram as mãos de Camões. Foi a primeira vez que me aconteceu e foi um momento de uma grande emoção, porque sou completamente apaixonada por Camões, desde muito nova.- Houve outros instantes que a tenham comovido?- Nesta visita todos os momentos foram extremamente emocionantes, porque a base da visita era precisamente uma base de afectos, de emoção, de ponte entre Portugal e o Brasil. Sempre disse que uma das coisas mais fantásticas é andar dez horas de avião, chegar a outra terra completamente diferente e continuar a falar português.- Em pouco mais de um mês esteve em Espanha, na Jordânia, agora no Brasil e ainda este mês irá a Moçambique. Tem feito e desfeito a mala muitas vezes. As viagens continuam a ser um prazer ou tornam-se cansativas?- De fazer a mala não gosto. [risos] Em todas as viagens que faço, tento e consigo viver em pleno todos os momentos. Vivo-os com emoção e com afecto, pois de outra maneira seria maçador.- Disse que não gostava de fazer a mala...- Sim, nunca gostei...- Mas fá-la sozinha ou conta com alguma ajuda preciosa?- Claro que tenho ajuda, mas sou eu quem diz o que quero levar, adequando, claro, cada toilete a determinada cerimónia.- Posso perguntar-lhe quantas toiletes trouxe na mala?- [risos] Não sei, é uma indiscrição à qual não lhe posso responder. Posso dizer-lhe é que trago sempre uma ou duas coisas a mais por precaução.- Continua a confiar no Carlos Gil para a vestir?- Completamente...- E no Mário, o cabeleireiro que a acompanha em grande parte das viagens, para tratar a sua imagem?- Para tratar do meu cabelo, porque da minha imagem trato eu. Mas sim, tenho grande confiança no Mário. Ele sabe o corte que me favorece, a cor... Mas há uma coisa que todas as pessoas que trabalham comigo já aprenderam: só me podem dar sugestões; ordens, não aceito. [risos]- Então, sabe bem o que quer?- Pelo menos, sei bem o que não quero! [risos]

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