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Actores europeus brilham na noite de atribuição dos míticos Óscares

Actores europeus brilham na noite de atribuição dos míticos Óscares

Actores europeus brilham na noite de atribuição dos míticos Óscares

Elegância e alguma irreverência marcaram a 80.ª edição dos prémios da Academia

Redacção Caras
29 de fevereiro de 2008, 00:00

O Kodak Theatre de Los Angeles encheu-se de celebridades para uma noite bem à americana, mas cuja glória coube aos europeus. Com efeito, a 80.ª edição dos Óscares de Hollywood, que premiou os melhores filmes estreados nos EUA em 2007, ficará mesmo na história por ter sido a primeira em que nenhum actor americano venceu nas principais categorias. O anglo-irlandês Daniel Day-Lewis, com o filme Haverá Sangue, e a francesa Marion Cotillard, com La Vie En Rose, venceram nas categorias de Melhor Actor e Melhor Actriz. O espanhol Javier Bardem foi premiado com o Óscar de Melhor Actor Secundário por Este País não É para Velhos e a britânica Tilda Swinton festejou com pompa e circunstância a estatueta de Melhor Actriz Secundária, pelo filme Michael Clayton - Uma Questão de Consciência. Um italiano, Dário Marinelli, recebeu o Óscar de Melhor Banda Sonora, com o filme Expiação. Ainda assim, nesta noite os irmãos Joel e Ethan Cohen entraram para o restrito grupo de realizadores que arrebataram mais de três Óscares de uma só vez. Os irmãos Cohen, que assinaram Este País não É para Velhos, nomeado em oito categorias, receberam as estatuetas de Melhor Filme, Realizador e Argumento Adaptado (a que se somou o troféu de Bardem). Uma noite de glória para esta bem-sucedida dupla, que já é veterana em matéria de Óscares. A primeira nomeação aconteceu em 1995 e o primeiro Óscar no ano seguinte, com Fargo. Este País não É para Velhos, para além de lhes trazer a maior consagração de sempre, marca um ponto de viragem na sua carreira: esta é a primeira obra que os dois irmãos assinam como realizadores, uma vez que até agora Joel assinava como realizador e Ethan como produtor. Numa noite de emoções fortes, destaque ainda para aqueles a quem os vencedores dedicam a vitória. Na sua maioria, actores, realizadores e afins dedicam os prémios à família, como foi o caso de Javier Bardem. "Este prémio é para ti, mamã. Isto é para os teus avós e para os teus pais, Matilde e Rafael", gritou o actor espanhol, na sua língua materna, para a mãe, Pilar Bardem. Já Tilda Swinton dirigiu-se ao seu agente, um americano que considera fisicamente parecido com a estatueta dourada, para agradecer o troféu. "Dedico este prémio ao meu agente, porque se não fosse por ele eu nunca estaria na América. Por isso, Brian Swardstrom, dou-te este prémio", disse num tom comovido, mas simultaneamente brincalhão. O britânico Daniel Day-Lewis dirigiu-se aos filhos e ao seu colega em Haverá Sangue, Dillon Freasier, lamentando que não estivessem ali com ele, e agradeceu ainda à mulher, Rebecca Miller, a quem teceu fortes elogios. O actor afirmou ainda: "Aceito este prémio em memória do meu avô, Michael Balcon, do meu pai, Cecil Day-Lewis, e dos meus três excelentes filhos, Gabriel, Ronan e Cashel." Já Marion Cotillard, que foi nomeada pela primeira vez e venceu o Óscar de Melhor Actriz pela forma como desempenhou o papel de Edith Piaf, quase não conseguiu falar. A actriz francesa apenas agradeceu ao maestro Olivier Dahan e, depois de ficar praticamente sem palavras, ainda agradeceu à "vida e ao amor...".

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