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Decoração: A coleção de toalhas de Lisa Vilhelmson

A designer têxtil sueca é um talento emergente, que começa a ser internacionalmente reconhecida pelo seu trabalho. Este revela a sua paixão por novos materiais, cores, padrões e texturas.

Patrícia Rocha
17 de setembro de 2012, 14:58

Lisa Vilhelmson nasceu em 1976, em Estocolmo, na Suécia, vive em Gotemburgo e trabalha em Kinna. É formada pela Swedish School of Textiles (Borås) e pela Valand School of Fine Arts, fundada em 1865 (Gotemburgo). Trabalha nas áreas de design e marketing para a indústria têxtil. O seu mais recente desafio é a coleção de toalhas Stjärnan, em tecido feito de fios de resíduos em 100% algodão, produzido na região de Sjuhäradsbygden. Assina ainda a linha de turcos Löven e tem desenvolvido vários produtos (tapetes, tecidos estampados e cortinas) para empresas têxteis como a sueca Almedahls.
– O que a inspira a criar?
Lisa Vilhelmson – Natureza, música e pessoas interessantes que vou conhecendo. As mudanças de estação inspiram-me e mexem comigo de uma maneira especial. Talvez por viver na Escandinávia, onde se assiste a verdadeiras alterações visuais das estações. O inverno é realmente escuro e o verão brilhante. Quando crio fico inspirada a criar mais.
– Qual é a sua melhor criação?

– A coleção de turcos, intitulada Löven (folhas), criada como uma homenagem à pequena escala, ao objeto único do quotidiano. Toalhas felpudas estampadas e toalhas de banho tecidas a fios de resíduos em algodão.
– Tem algum mentor?

– Tenho muitos mentores, mas no que toca a têxteis é a minha colega na empresa sueca Almedahls que trabalha na indústria têxtil há muitos e muitos anos e cujo conhecimento partilha comigo. Já me ensinou muito! Creio que é uma bênção aprender enquanto se está vivo.
– Como imagina os interiores de uma casa daqui a 100 anos?

– Multifuncionais, puros e simples, com poucas peças de mobiliário e materiais feitos para durar.
– Qual é a sua divisão preferida?

– A minha cozinha. É lá que trabalho, como ou simplesmente fico sentada à conversa com amigos. Tem uma atmosfera agradável e posso, através da janela, avistar o jardim, as ameixoeiras, crianças a brincar lá fora...
– Decoração e design, que futuro?

– Função e forma fundem-se como num caso de  amor. Padrão é como a poesia, diz algo sobre a pessoa por trás do lápis. Gosto particularmente do poema "Pequenas Coisas", da autora sueca Karin Boye, que fala sobre coisas do quotidiano que duram e permanecem num mundo turbulento.
– Se pudesse o que mudaria na cena internacional do design?
– Não gosto do fenómeno da venda. Está fora de moda. Se criar um produto ou padrão, quero que dure pelo menos uma vida. Não adiciono novos padrões às minhas coleções a cada estação, apenas cores. Quero que as pessoas encontrem novas cores num mesmo desenho. Parece familiar, mas, ainda assim, é novo. Só estão disponíveis, em stock,  produtos nos quais eu realmente acredito.
– Próximos projetos...

– Um tecido felpudo de fios ecológicos, em cores brilhantes e frutadas. Também pretendo criar um roupão de banho estampado para crianças e adultos. Quero continuar a concentrar-me nos aspetos funcionais, bem como na forma, cor e padrão. Algo especialmente importante quando se projeta objetos do quotidiano,  o meu lema é: deixa falar o material, dei­xa falar o padrão.

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