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Decoração: Aliança de Antiguidades

Da aliança entre antiguidades e arte contemporânea nascem ambientes excecionais. A procura é por peças raras de alta qualidade.

Joana Pinheiro
13 de abril de 2012, 02:22

“Quando se consegue conjugar o clássico e o contemporâneo, as antiguidades e a arte do nosso tempo, os interiores adquirem uma riqueza estética incomparável. Tudo antigo fica museu, tudo novo é pobre. A perfeição está no equilíbrio. É esta a filosofia que sigo nas propostas decorativas para os meus clientes", afirma Rosário Silva Reis, do Quinto Império, um dos antiquários em destaque numa feira da especialidade que decorreu, no início de março, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
"As casas completamente clássicas, do hall de entrada até à cozinha, já quase não existem. Por um lado, o gosto das pessoas evoluiu. A tendência é para misturar mobiliário antigo e pintura contemporânea, ou mobiliário atual e peças decorativas antigas. Por outro lado, sendo os interiores mais pequenos, ou com pé-direito mais baixo, não suportam peças pesadas e de grande dimensão. É difícil vender, por exemplo, uma sala de jantar antiga completa. Opta-se por menos peças, de excelente qualidade, para valorizar os ambientes. Contadores, caixas, porcelanas e pratas são muito procurados", explica Paula Fulgêncio, do antiquário Manuela Lírio.
Quem adquire uma antiguidade ou uma pintura contemporânea fá-lo não apenas pelo prazer de ter uma obra excecional que irá enobrecer os interiores da sua casa, mas também para investir. Dada a crescente instabilidade nos secto­res financeiro e imobiliário e a falta de confiança nas instituições bancárias, muitos investidores têm optado por este mercado, considerado seguro. O segredo está em saber escolher, uma arte que poucos dominam. "Antiguidades raras de grande qualidade, objetos em prata e em ouro e pintura de autores consagrados, particularmente Paula Rego, Vieira da Silva, Arpad Szenes, Júlio Pomar, Manuel Cargaleiro e José de Guimarães, têm tendência a subir de cotação", desvenda Paula Fulgêncio.
Chineses e brasileiros figuram entre os principais compradores. "Os chineses estão a vir à Europa buscar a porcelana, de todas as épocas, feita no seu país. Curiosamente, a porcelana Companhia das Índias, produzida na China mas para exportação, não lhes interessa. Já os brasileiros procuram temas específicos, como folha de tabaco, folha de chá e pavões", revela Rosário Silva Reis.
Dos pequenos objetos a propostas completas para halls ou salas, descubra ao pormenor estas relíquias.

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