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Decoração: Aberta ao futuro

No Porto, reabilitação de um edifício do século XIX, antiga fábrica que agora se transforma em habitação. Projeto de Cristina Archer.

CARAS Decoração
11 de novembro de 2016, 17:01

Nesta rua do Porto, outrora residência de uma população abastada, nascia no século XIX um tipo de construção que em tudo se assemelhava às habitações burguesas brasileiras. Recém-chegada do outro lado do Atlântico, a classe regressava à Europa com vontade de instalar pequenos negócios pelas redondezas. Hoje, este edifício, que também já foi fábrica de pianos, sofreu uma profunda remodelação, a cargo do arquiteto João Figueiroa, que o requalificou em cinco apartamentos, todos de diferentes tipologias.
O que aqui se mostra fica no último piso e "tinha todo o potencial para se transformar numa única habitação", destaca Cristina Archer, responsável pelo design de interiores da habitação. Numa área de 160m2, nasceu uma sala comum com cozinha e varanda, uma suíte com varanda interior (adaptada a zona de escritório e leitura)e áreas de higiene e serviços. Quem aqui entra não pode ficar indiferente com a imponente escadaria e a grande claraboia retangular, com desenho em estuque, que fornece de luz natural toda a área social do apartamento. "Atraiu-me os tectos trabalhados, a escadaria em madeira, a varanda toda em granito e as vigas interiores em madeira", refere Cristina Archer que optou por manter estes elementos como traços distintivos da construção. Apesar da antiguidade, o edifício encontrava-se em bom estado de conservação, por isso, as obras destinaram-se sobretudo a reestruturar e modernizar o espaço existente, no fundo, dar-lhe novas funcionalidades de acordo com as exigências do modo de vida contemporâneo.

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