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Decoração: Galeria de arte

Tendo como fio condutor a coleção de arte do proprietário, a arquiteta conferiu aos espaços um estilo coerente e cosmopolita.

CARAS Decoração
15 de fevereiro de 2016, 17:38

Quando Cristina Santos e Silva abraçou este desafio não ia totalmente às escuras. O facto de já ter trabalhado para o mesmo cliente fazia adivinhar que o projeto decorativo teria como ponto de partido a sua enorme coleção de arte privada, agora reunida neste apartamento T4, situado numa das principais artérias de Lisboa.
As grandes alterações estruturais deram-se antes de o proprietário adquirir o imóvel, unindo duas frações com uma frente comum aberta à cidade, valorizando, desta forma, a sua localização privilegiada e tirando o máximo partido dos 350m2. "A nossa intervenção potencia todo o enquadramento dos enormes vãos, valorizando o enfiamento perspético. Toda a solução de decoração do salão é decorrente deste posicionamento", começa por explicar a arquiteta, adiantando que a grande alteração decorreu com a abertura do hall para a zona social, conseguida através de uma estrutura de inox e madeira de ébano, à qual se soma a remodelação, na íntegra, da cozinha, da copa e da zona de serviço.
A maioria das peças de decoração já era pertença do proprietário, sendo que o maior desafio era misturar, de uma forma coerente e racional, registos e personagens diferentes, tanto na entrada, como no salão – com duas áreas distintas – na sala de jantar, nas três suítes e no escritório. "Óleos de grandes dimensões de artistas contemporâneos teriam de conviver com talhas do séc. XVIII, pintura flamenga do séc. XVII, pratas, porcelanas Companhia das Índias e objetos de design", afirma Cristina Santos e Silva, salientando que, no fundo, a sua intenção passava por alcançar "uma convivência eclética, mas simultaneamente harmoniosa", reunindo num mesmo ambiente memórias de outros espaços, tempos e épocas. Isto não se consegue sem um estudo prévio e exaustivo das obras de arte e peças a colocar em cada divisão. "A definição dos espaços, dos enquadramentos, dos materiais, tudo funciona de forma integrada e em torno dos eixos principais existentes".

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