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Decoração: Contexto singular

O trabalho do 'designer' Octavio Asensio distingue-se pelo interesse nos processos industriais, detalhes e personalidade de cada projeto.

CARAS Decoração
3 de abril de 2017, 15:36

Octavio Asensio estudou Desenho Industrial e Engenharia Mecânica na Universidade Politécnica de Valência. Em Madrid, tirou o mestrado em Design de Produto (2008). Colaborou com estúdios de design e arquitetura e trabalhou para clientes privados de diferentes setores, desenvolvendo uma carreira docente como professor de Desenho Industrial e software CAD. Em 2014, abriu o seu estúdio, em Madrid, trabalhando para clientes e desenvolvendo produtos sob nome próprio.
O que o inspira a criar?
Sinto-me inspirado por pensamentos baseados na escrita ou em imagens, bem como pelas emoções que surgem de um objeto uma vez terminado. Pintura e escultura, textos e situações surrealistas, mas sobretudo os processos de criação e fabricação de qualquer elemento físico ou psíquico.
Onde trabalha os seus projetos?
Normalmente, no meu estúdio, um primeiro andar no centro norte de Madrid. Tenho uma rotina diária muito específica. Dentro dela há também dias em que não vou ao estúdio, por isso trabalho noutros lugares que me ajudam a pensar.
Qual dos seus produtos é o mais bem sucedido?
A coleção Gancho vendeu mais de 8.000 unidades. Tem recebido uma grande aceitação dada a simplicidade de como uma pequena peça de metal pode 'vestir' uma parede inteira.
Prefere criar produtos ou interiores?
Produtos, sem dúvida. As diferentes maneiras de abordar o desenho de um produto, as histórias que conta, como traduzi-lo, às vezes pela multifuncionalidade, outras vezes por ser meramente ornamental. Materiais, processos tecnológicos, acabamentos, etc, tudo combinado para que siga na mesma direção.
Qual o produto na história do design que gostaria de ter criado?
A poltrona Kubus, de Josef Hoffmann. Desenhada em 1910, é intemporal, pode ser perfeitamente enquadrada num interior contemporâneo.
Como imagina os interiores de uma casa daqui a 100 anos?
Com grandes contrastes entre tecnologia invisível e propostas de materiais naturais praticamente não processados. Sem superfícies pesadas e incluindo elementos duráveis.
Quais são os seus lugares favoritos numa casa?
O meu lugar favorito é aquele que tem mais plantas de folha larga e luz natural, onde o espaço e os móveis são de cor branca, mas sem brilho, e essa atmosfera é apenas interrompida pelos tons verdes das folhas.
Mudaria alguma coisa na cena do design internacional?
Por um lado, profissionalização na educação do design. Sou professor em várias instituições e os programas estão focados em ensinar e avaliar ferramentas técnicas, como software, a forma como a madeira é processada, etc., mas não ensinam a cultivar e desenvolver a criatividade, a história por trás de um produto, o fluxo de ideias entre disciplinas... Por outro lado, as empresas deviam confiar e entender o design como um nervo central na tomada de decisões, por forma a avançarem e a terem sucesso.
E no futuro, quais os próximos projetos...
Três projetos, para clientes, a lançar brevemente e novidades inseridas em novas coleções em nome próprio: alguns produtos cerâmicos, duas mesas de centro e uma exposição de artigos à base de latão.

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