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Decoração: O poder da cor

A cor estrutura o espaço, realça um objeto, dá energia ou acalma os sentidos. Dez tópicos a ter em conta.

CARAS Decoração
7 de maio de 2016, 17:00

Intensidade
Lilases e púrpuras são uma das grandes tendências de cor para este ano. A Pantone definiu o Rosa Quartz como cor do ano, mas a verdade é que "a paleta é mais abrangente. Vai dos tons pueris aos quentes, que podem ser utilizados como cor dominante, criando ambientes elegantes e femininos, ou aplicados numa só parede, para acentuar um determinado espaço", afirma Sofia Miguel, diretora de marketing da Barbot.
Nichos e riscas
Duas opções para destacar objetos ou zonas específicas da casa: módulos coloridos, neste caso com tintas Cin, e uma parede listrada, que resulta da conjugação de tons da gama Dyrustar, da Dyrup, com acabamento mate (distinguida com o prémio "Cinco Estrelas 2016", uma certificação de marketing, decorrente de testes e estudos de mercado). As cores Praia (DY406) e Caramelo Torrado (DY68) são a base que contrasta com tons mais fortes: Austero (DY206), Absoluto (DY284) e Violeta (DY66).
Comece pelo tecto
Tudo tem um preceito. Se há uma forma de coser meias, de amanhar peixe ou mudar o pneu do carro, também há uma maneira adequada de pintar a casa. Comece pelos cantos formados entre a parede e o tecto. Nestes cantos, o rolo não é o mais indicado; deve ser usado um pincel pequeno. Pinte o tecto com uma trincha ou rolo (de preferência com uma vara extensível), começando pela zona mais próxima da janela. Na imagem, projeto Viterbo Interior Design com tintas Barbot.
Cores que descansam
De que cores dificilmente nos cansamos? Sónia Maio, brand manager da Robbialac, elege os tons neutros, nomeadamente os beges, camurças e cinzas. "São intemporais e incorporam-se facilmente na decoração, seja qual for o estilo procurado", justifica. À esquerda, ambiente Deep Taupe, da Cin, tonalidade ao mesmo tempo suave e sofisticada, que contribui para a calidez e tranquilidade do espaço. O mesmo acontece na imagem à direita, onde foi aplicada a cor Drop Cloth (nº 283), da Farrow & Ball, disponível na Stoc Casa.
Tons de branco
O branco é a cor que melhor permite decorações intemporais e, ao contrário do que se possa pensar, não é todo igual. "A paleta de brancos reúne tons ricos e intemporais, mais modernos ou mais luminosos, que combinam na perfeição com mobiliário depurado e materiais naturais", exemplifica Sónia Maio, da Robbialac. Na imagem, ambiente da mesma marca coordenado com o relógio de parede, de linhas minimalistas, Infinity Clock, criação de Abi Alice para a Alessi.
Estruturar o espaço
Onde o branco predomina, é frequente usar uma cor forte para definir a área de cabeceira, um 'painel' numa parede da sala e jogar com os volumes. Esta é uma forma acessível de criar uma decoração dinâmica. O regulamento de 19 de abril de 2011, relativo à etiquetagem de produtos de construção, determina que as tintas para interiores sejam classificadas segundo o risco de toxicidade por inalação, numa escala que varia de A+ (emissões muito baixas) a C (emissões elevadas). Nas imagens, sugestões Barbot e Robbialac.
Arejar sempre
Temperaturas mais baixas favorecem problemas respiratórios, pelo que, mesmo no inverno, convém abrir as janelas de casa "durante 15 minutos por dia, tempo suficiente para renovar o ar no interior da habitação", assegura Maria João Salvador, gestora de produto da Cin. Neste ambiente foram aplicadas tintas Robbialac nas cores do ano: Rose Quartz e Serenity. Serenidade, também no padrão da nova coleção de cerâmicas da Arzberg.
Rusticidade
A pintura é o cerne deste quarto e cozinha, enquadrados num edifício centenário, reabilitado pelo ateliê Alma Portuguesa. No quarto, o mobiliário foi todo recuperado e pintado. Destaque para o pavimento em cimento afagado, com desenhos aplicados segundo a técnica de linóleo. Para introduzir uma nota de humor ao ambiente, sugerimos os bancos Happy Brid, da Magis.
Telas improváveis
Ana Rita Soares, designer de interiores, decidiu realçar os vazios existentes na frente de armários da Somewhere Guesthouse, no Estoril, pintando-os num azul cobalto, que capta a 'vibração' da tela na parede oposta. Essas zonas foram dotadas de lâmpadas de encastre que aumentam a intensidade dos apontamentos cromáticos. A gestão da cor, tal como a da iluminação, foi uma das componentes fundamentais deste projeto tão discreto quanto exuberante.
Durabilidade
No início, as superfícies ficam fantásticas. Porém, algum tempo depois, a tinta começa a empolar ou a desaparecer. "Uma boa preparação de superfície é fundamental para garantir que não será preciso voltar a pintar passado pouco tempo", salienta Maria João Salvador, da Cin. Em paredes já pintadas, retire a tinta velha mal aderente ou empolada, raspando-a. Passe com lixa de grão fino nessas zonas, para homogeneizar a superfície, ou aplique massa de regularização (Hantek). Nas zonas reparadas dever-se-á sempre aplicar um primário". Na foto, projeto Terracal Interior Design com tintas Barbot.

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