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Decoração: Champanhe

O arquiteto Nuno Ladeiro mostra curiosidades e dá-lhe algumas pistas. 

CARAS Decoração
21 de março de 2015, 17:00

De origens recatadas e com dificulda­des iniciais em se impor, o champanhe acabou por se tornar estrela, sendo sinónimo de festa e elegância. A sua presença é obrigatória nos melhores ambientes e o seu glamour tem sido cultivado em décadas de cinema, acompanhando momentos festivos e mágicos da vida celuloide. O mais elegante dos vinhos, em branco ou cor de rosa, fez cócegas no nariz de Marilyn Monroe e continua a desassossegar a imaginação mais romântica.
Há quem defenda existir um champanhe para cada hora do dia, ocasião e até prato, desde a galinha aos morangos, passando pelo chocolate, carnes, peixe, mariscos, ovas de esturjão ou ovos de codorniz. Embora menos prosaico que os populares ‘mata-bichos’, pode beber-se champanhe logo de manhã, se quiser começar o dia em grande estilo. De qualquer modo, os vários champanhes disponíveis no mercado permitem uma variedade de sabores e emoções para os mais diversos momentos do dia... ou de uma vida.
Qual escolher
A variedade de oferta de tipos de champanhe é vasta. Existe o vinho Blanc de Blancs, feito apenas de uvas brancas. Mas há também o Blanc de Noirs que, embora mantendo cor clara, é feito de uvas pretas, mas sem pele. Quando se deixa que a pele das uvas pretas Pinot tinja o vinho, obtém-se um champanhe Rosé. Brut não tem a ver com aspereza, mas indica que o vinho é seco e com baixo teor de açúcar. Se aprecia menor efervescência, então o Cremant deverá ser a sua escolha, já que tem metade da efervescência do champanhe dito normal. Mantendo o tom de surpresa e contrariando a frase de que 'quem tem pressa come cru', a variedade conhecida como Le Cru resulta de uma casta invulgarmente boa numa vinha, sendo o Grand Cru a marca da qualidade excecional de uma vinha. Surpreendentemente, o seco é apenas meio seco, apresentando maior teor de açúcar por litro do que o Brut. Terminamos com o Doux, o champanhe doce.
Onde servir
Beber champanhe pelo sapato da amada pode já não ser tão popular como algum cinema fez crer, seguindo o exemplo do czar Alexan­dre II, da Rússia, que o fez borbulhar numa sapatilha de ballet. Hoje, é o flûte que comanda os hábitos dos consumidores, depois de este ter iniciado longa relação com as taças de vidro fino ou cristal, conta-se que a sua forma se moldara nos seios de Josefina, a eleita do coração de Bonaparte. O seu uso acabaria por ser abandonado, por facilitar a perda demasiado rápida da tão preciosa efervescência. Se o flûte a contém bastante mais, outros apreciadores optam pelo meio termo, preferindo copos em formato de túlipa, um desenho que supostamente faz realçar o bouquet do vinho. De qualquer modo, há copos de outros formatos.
Celebração da vida
Haverá sempre gostos para tudo. Até para aqueles que o não apreciam ou que, pelo menos, o digam a cantar, foi o caso de Ella Fitzgerald ou de Frank Sinatra, mas não consta, contudo, que tal desinteresse passasse além das canções. Se faz parte do número de apreciadores, lembre-se de que o deve beber bem fresco. Não esqueça, por isso, os baldes e todas as formas mais modernas de conservação de um ambiente propício à manutenção da boa fruição do vinho até à sua última gota.

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